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Mercados globais operam com cautela à espera de dados de inflação nos EUA

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Os principais mercados financeiros do mundo iniciaram a semana em leve alta, refletindo a expectativa pela divulgação dos dados de inflação dos Estados Unidos. O resultado, que será conhecido ainda hoje, poderá confirmar a possibilidade de corte na taxa básica de juros pelo Federal Reserve (Fed) na próxima semana.

Em Wall Street, os índices operam positivos: o Dow Jones avança 0,22%, aos 47.954,99 pontos, enquanto o S&P 500 sobe 0,19%, a 6.870,40 pontos. Já o Nasdaq Composite registra alta de 0,31%, alcançando 23.578,13 pontos, segundo informações do portal Investing.com.

Analistas apontam que a valorização moderada reflete o clima de prudência entre os investidores, que aguardam novos sinais da política monetária norte-americana. Caso a inflação venha abaixo do esperado, o Fed poderá confirmar o início de um ciclo de flexibilização de juros ainda neste mês.

Bolsas europeias encerram o dia com desempenho misto

Na Europa, as principais bolsas fecharam sem direção única. O STOXX 600, que reúne as maiores companhias da região, encerrou o pregão em leve alta, impulsionado por ações dos setores de energia e financeiro. Já o DAX, da Alemanha, registrou valorização moderada, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, e o CAC 40, da França, recuaram levemente.

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Segundo analistas, os investidores seguem atentos às negociações políticas envolvendo Rússia e Ucrânia e às perspectivas de recuperação econômica na zona do euro. O sentimento de cautela também reflete a expectativa global em torno da decisão de juros nos Estados Unidos.

Ásia mostra sinais de recuperação, com destaque para a China

Os mercados asiáticos encerraram o pregão desta segunda-feira com resultados variados. Em Xangai, o Shanghai Composite Index avançou após uma sequência de quedas, refletindo o otimismo com políticas de incentivo à indústria de semicondutores e à produção doméstica.

Em contrapartida, o Hang Seng, de Hong Kong, teve leve recuo, e o Nikkei 225, do Japão, apresentou oscilação moderada, em um movimento de realização de lucros após altas recentes. Outros índices da região, como o Kospi (Coreia do Sul) e o S&P/ASX 200 (Austrália), também registraram desempenho positivo, apoiados pelo bom humor no setor tecnológico.

Panorama global: prudência marca o início da semana

O comportamento misto das bolsas reflete o momento de incerteza que domina o mercado global. Além da inflação norte-americana, investidores monitoram tensões geopolíticas, indicadores industriais na Europa e os sinais de estímulo econômico na China.

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De acordo com especialistas, os próximos dias serão decisivos para definir o rumo das bolsas. Caso o Fed sinalize um corte de juros, o movimento pode gerar novo impulso aos ativos de risco e atrair fluxo de capital para economias emergentes, como o Brasil.

Impactos para o mercado brasileiro

O desempenho das bolsas internacionais tem influência direta sobre os ativos domésticos. A expectativa por juros mais baixos nos Estados Unidos tende a valorizar moedas de países emergentes e estimular a entrada de investimentos no mercado brasileiro.

Entretanto, analistas alertam que a volatilidade global pode continuar elevada até que haja uma definição clara sobre a trajetória da política monetária norte-americana.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Carne suína: percepção de oferta confortável pressiona preços e trava mercado no Brasil

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O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de comportamento misto entre o quilo vivo e os cortes negociados no atacado. A pressão predominante veio da percepção de que a oferta de animais segue confortável, fator que limita reajustes e mantém o setor em ritmo lento de negociações.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a indústria adotou uma postura mais reticente nas compras do suíno vivo em Minas Gerais ao longo da semana. O movimento reflete a percepção de equilíbrio — ou até excesso — na oferta disponível, o que reduz o poder de barganha dos produtores.

Ao mesmo tempo, os frigoríficos monitoram o escoamento da carne suína no mercado interno, que apresenta leve melhora, mas ainda sem força suficiente para sustentar altas mais consistentes nos preços.

Consumo pode ganhar tração na primeira quinzena de julho

De acordo com Maia, as expectativas do setor se concentram na primeira metade de julho, período tradicionalmente associado ao aumento da circulação de renda com o pagamento de salários.

Além disso, o avanço do inverno em diversas regiões do país tende a favorecer o consumo de proteínas, especialmente carnes de preparo doméstico. Outro fator de atenção é a competitividade da carne suína frente à bovina, o que pode ampliar a demanda no varejo.

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No cenário externo, as exportações seguem como principal variável positiva para o setor em 2026, funcionando como importante amortecedor para o mercado interno.

Preços do suíno vivo recuam na média nacional

Levantamento da Safras & Mercado apontou que a média do quilo do suíno vivo no Brasil recuou de R$ 5,34 para R$ 5,28 ao longo da semana.

No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 8,89, enquanto o pernil foi negociado a R$ 11,18.

Cotações variam entre estabilidade e ajustes regionais

No mercado paulista, a arroba suína subiu de R$ 101,00 para R$ 102,00, indicando leve reação pontual.

Em outras regiões, o comportamento foi mais heterogêneo:

  • No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto no interior avançou de R$ 5,10 para R$ 5,15
  • Em Santa Catarina, a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto o interior subiu de R$ 5,05 para R$ 5,10
  • No Paraná, o mercado livre avançou de R$ 4,90 para R$ 5,00, e a integração manteve R$ 5,60
  • Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande ficou estável em R$ 5,10, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
  • Em Goiás, os preços subiram de R$ 5,40 para R$ 5,50
  • Em Minas Gerais, o interior caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90, enquanto o mercado independente ficou estável em R$ 6,10
  • Em Mato Grosso, Rondonópolis manteve R$ 5,50, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
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O cenário geral reforça um mercado fragmentado, com variações pontuais e ausência de tendência única.

Exportações seguem em queda no comparativo anual

As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 212,827 milhões em junho, considerando 14 dias úteis, com média diária de US$ 15,202 milhões.

O volume embarcado atingiu 84,663 mil toneladas, com média diária de 6,047 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.513,8 por tonelada.

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • queda de 5,2% no valor médio diário
  • recuo de 1% na quantidade média diária
  • redução de 4,3% no preço médio

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e reforçam um cenário de leve perda de ritmo nas exportações, apesar de o setor seguir relevante para o equilíbrio da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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