Mato Grosso

Sema alerta e pede apoio de moradores do entorno do Parque Zé Bolo Flô para garantir segurança de usuários

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) promoveu nesta quarta-feira (3.12) reunião com moradores dos bairros localizados no entorno do Parque Zé Bolo Flô, em Cuiabá, para solicitar o apoio da comunidade para que respeite os pontos de interdição e alertar sobre os riscos à segurança dos usuários no decorrer das obras de revitalização da unidade.

Apesar das entradas principais constarem avisos de interdição, pelo menos outros cinco acessos no entorno do parque estão sendo utilizados de forma improvisada para realização de caminhadas na unidade. Em alguns locais, houve, inclusive, a retirada da tela inteira de proteção.


“Serão poucos meses de interdição, mas infelizmente estamos tendo muita resistência da comunidade. Nós temos atividades de alto risco, como a circulação de maquinários, entregas de mercadorias com guindastes e por mais que haja sinalização, tem pessoas que estão cometendo atos de vandalismo e não respeitam os limites estabelecidos”, ressaltou a técnica de segurança do trabalho da empresa responsável pela obra, Ana Cláudia Araújo Arruda.


As obras de revitalização e urbanização do Parque Estadual Zé Bolo Flô foram iniciadas em novembro. O projeto arquitetônico inclui melhorias das estruturas de segurança, acessibilidade e paisagísticas. “Estou muito feliz pela valorização que o parque vai trazer para o nosso bairro, nossas casas e nosso comércio. Será um ganho muito importante”, ressaltou Luziana Marques, moradora do condomínio Jardim Botânico.

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O gerente de Obras da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Vinícius de Amorim Mendiola, explicou aos moradores que a realização das obras ocorrerá em duas etapas. A primeira delas, com previsão de término até o final de março, prevê o fechamento perimetral do parque com gradil, revitalização das calçadas e das pistas de caminhada. Está prevista ainda a instalação de câmeras de segurança do programa Vigia Mais.

Na segunda etapa serão implementados novos equipamentos e a construção da praça central e das estruturas arquitetônicas nas entradas principais. O projeto arquitetônico foi elaborado com recursos de conversão de multa e a execução da obra está sendo viabilizada por meio de valores obtidos com compensação ambiental.

Durante a reunião, os moradores conheceram os detalhes do projeto e apresentaram algumas sugestões . Entre elas, a manutenção do miniestádio Gérson Lopes, que no projeto original seria demolido para a construção de estacionamento; construção de ciclovia e de mais uma academia para idosos e manutenção de pontos de comércios já existentes no local.

A coordenadora de Unidade de Conservação da Sema, Ana Paula Santana, esclareceu aos moradores da região que por se tratar de uma unidade de conservação de proteção integral, o parque possui características diferentes com regras específicas a serem observadas. Adiantou, no entanto, que no primeiro bimestre do ano que vem a Sema realizará oficina para atualização do plano de manejo e os moradores terão a oportunidade de opinar sobre eventuais alterações e compatibilizações.

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O parque

Instituído pelo Decreto 1.693/2000, o Parque Estadual Zé Bolo Flô possui 66 hectares de cerrado que servem de abrigo para ampla diversidade de fauna e flora na zona urbana de Cuiabá. No local, foram identificadas 11 espécies de mamíferos, 34 famílias de aves, repteis e 27 espécies de peixes.

Fonte: Governo MT – MT

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Polícia Civil cumpre mandados contra facção criminosa envolvida com transporte de cocaína da fronteira ao norte de MT

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (22.5), a Operação Vinculum Sanguinis para cumprir 23 ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa envolvida com o tráfico de cargas de cocaína da fronteira com a Bolívia até a região norte do Estado.

As investigações, conduzidas pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop, apuram o envolvimento do grupo criminoso nos crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Sinop e municípios vizinhos.

Na operação, é cumprido um mandado de prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão domiciliar, 11 bloqueios de contas bancárias, totalizando mais de R$ 1,2 milhão, além do sequestro de três veículos e cinco imóveis, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Sinop.

As ordens judiciais são cumpridas nos municípios de Sinop, Cláudia, Cuiabá e Várzea Grande, com foco na desarticulação do grupo criminoso responsável pelo transporte de centenas de quilos de cocaína de Pontes e Lacerda até a região de Sinop. O cumprimento das ordens judiciais contou com apoio da equipe da Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) de Cuiabá.

Até o momento, a ação resultou na apreensão de mais de 25 tabletes de pasta base de cocaína e dinheiro, que aínda sereá contablizado. Três criminosos já foram presos, um em razão do mandado de prisão preventiva e dois em flagrante por tráfico de drogas.

Rota do tráfico

As investigações, conduzidas pela Draco de Sinop, tiveram início em outubro de 2025, após a prisão em flagrante de dois suspeitos no município de Cláudia, ocasião em que foi apreendido um quilo de pasta base de cocaína.

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O que parecia um flagrante isolado revelou-se, com o avanço das investigações, uma estrutura criminosa voltada ao transporte de grandes carregamentos de entorpecentes oriundos da região de fronteira do Estado.

Durante a apuração dos fatos, foi identificado que o grupo era responsável pelo transporte de centenas de quilos de cocaína da cidade de Pontes e Lacerda, na fronteira com a Bolívia, até a região de Sinop. Os policiais identificaram que o grupo criminoso utilizava a rota, que percorre mais de 700 quilômetros, para o transporte sistemático de cocaína e pasta base de cocaína.

Apreensão de entorpecentes

No mês de março de 2026, a Draco de Sinop deflagrou a Operação Aurora Pantaneira, ação que resultou na apreensão de 525 quilogramas de cocaína e pasta base de cocaína transportados pelo mesmo grupo criminoso.

Lavagem de dinheiro e bloqueios patrimoniais

Além do tráfico em si, as investigações apontaram para a prática de lavagem de dinheiro, com o produto do crime sendo ocultado por meio de movimentações financeiras distribuídas entre membros da facção criminosa, empresas e familiares. Os laços familiares eram utilizados como mecanismo de confiança e ocultação patrimonial.

As medidas patrimoniais deferidas pela Justiça, com base nas investigações, totalizam mais de R$ 3,2 milhões em ativos constritos, somando o bloqueio bancário, os veículos e os imóveis. O sequestro dos bens foi requerido como forma de garantir o ressarcimento dos danos causados e impedir que o produto do crime permaneça em circulação.

O bloqueio bancário alcançou 11 investigados, sendo nove pessoas físicas e duas empresas, uma do ramo de segurança eletrônica e outra do ramo de metalurgia, localizadas em Várzea Grande e Cuiabá.

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Os cinco imóveis sequestrados estão localizados nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande, incluindo apartamentos, uma casa e terrenos. O valor venal total dos imóveis registrados supera R$ 2 milhões, com valor de mercado estimado significativamente superior. A medida inclui bens que possam estar registrados em nome de terceiros.

Segundo o delegado Eugênio Rudy Junior, responsável pelas investigações, a operação possibilitou que as investigações avançassem sobre toda a teia de envolvidos.

“As investigações revelaram um grupo criminoso, com divisão de funções, uso de laranjas para movimentação financeira e mecanismos para dissimular o produto do crime. Os elementos apurados apontaram ainda vínculos familiares e de confiança como espinha dorsal do grupo”, disse o delegado.

Nome da operação

O nome da operação, “Vinculum Sanguinis”, é uma expressão em latim que significa “laço de sangue” e faz referência justamente ao vínculo familiar existente entre integrantes da facção criminosa e à utilização desses laços como mecanismo de confiança e ocultação patrimonial.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Renarc

A operação faz parte da sexta fase da Operação Narke, da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc). A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de enfrentamento ao narcotráfico.

Fonte: Governo MT – MT

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