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Justiça Eleitoral promove mutirão de atendimento no Supermercado Kinfuku, em Nova Bandeirantes

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Para estreitar a relação com a população, a Justiça Eleitoral busca estar presente no cotidiano do eleitor e da eleitora. Dessa forma, a 50ª Zona Eleitoral promove um mutirão de atendimento no município de Nova Bandeirantes (distante a 1.011 km de Cuiabá), nesta sexta-feira (05.12), das 8h às 17h, e no sábado (06.12), das 8h às 13h. A ação ocorre no Supermercado Kinfuku, localizado na Rua São Paulo, nº 1100, Centro. 

Serão ofertados os serviços de alistamento eleitoral (confecção do primeiro título), transferência, revisão de dados cadastrais, emissão de segunda via e de guias para pagamento de multas eleitorais, regularização do título e coleta da biometria. Para ser atendido, basta apresentar o documento oficial com foto, na versão física ou digital, e o comprovante de residência atualizado. Homens maiores de 18 anos que desejam tirar o primeiro título também devem levar o comprovante de quitação militar. 

“A importância desse mutirão é a ação pela comunidade. Nós pensamos na primeira sexta-feira e sábado do mês, porque é o período em que muitos recebem o salário e vão fazer compras em mercados na cidade. É como a gente tem alcançado o eleitorado, levando cartazes e caixas de som”, declarou o servidor do Cartório da 50ª Zona Eleitoral, Osmar Fernandes Ribas. 

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A ação tem como objetivo promover a aproximação entre a população e a Justiça Eleitoral, oferecendo acesso aos serviços essenciais com mais conforto e praticidade a eleitores e eleitoras. Além disso, o mutirão integra a campanha “Biometria 100%”, uma mobilização estadual para ampliar o índice de cobertura biométrica para, pelo menos, 98% até o fim de 2025. 

 

Panorama biométrico 

A 50ª Zona Eleitoral, que também atende os municípios de Apiacás (a 978 km de Cuiabá) e Nova Monte Verde (a 959 km da Capital), conta com 22.063 pessoas aptas a votar. Deste total, o índice de cobertura biométrica é de 82,25%, que corresponde a 18.147 eleitores(as), enquanto 17,75% ainda não cadastraram a biometria, o equivalente a 3.916 pessoas. 

No município, o eleitorado é composto por 9.949 pessoas, em que 7.806 (78,46%) já fizeram a coleta biométrica. Por outro lado, o equivalente a 21,54% (2.143 pessoas) não têm a biometria cadastrada. 

 

Balanço geral 

Em novembro, também na sexta-feira e no sábado, o cartório mobilizou um mutirão eleitoral no local. Foram atendidos(as) 87 eleitores(as), com serviços entre revisão, transferência e alistamento eleitoral. 

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“Conseguimos alcançar um grande número de pessoas, superando nossas expectativas. Por isso, agendamos outro [nos dias 5 e 6 de dezembro] com o apoio da Prefeitura Municipal e do gerente do supermercado. Agora esperamos alcançar ainda mais eleitores”, relatou o servidor.  

Vale ressaltar que o prazo para regularizar a situação eleitoral vai até dia 6 de maio de 2026. A data marca 150 dias antes do primeiro turno das Eleições Gerais, que ocorrerá em 4 de outubro. 

 

Estagiária: Laís Guilherme (supervisão de Nara Assis) 

Crédito da imagem: Kinfuku Atacado 

#PraTodosVerem: A imagem mostra a fachada do mercado em branco, vermelho e azul. O estacionamento conta com carros, motos e pedestres. A entrada está decorada com um arco branco e vermelho. O céu está claro e sem nuvens. 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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