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Setor avícola busca retomada das exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul à China

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A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) segue empenhada em restabelecer as exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul para a China, suspensas desde o início de 2024. O tema foi abordado pelo presidente da entidade, Ricardo Santin, durante o Jantar do Galo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), realizado na última sexta-feira (28), em Bento Gonçalves (RS).

Santin destacou que o setor trabalha de forma conjunta com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para reverter as restrições impostas por Pequim, reafirmando o compromisso do Brasil com a segurança sanitária e a transparência nas informações enviadas às autoridades chinesas.

China mantém restrição por caso isolado da Doença de Newcastle

Em 7 de novembro, a China anunciou a retomada total das importações de carne de frango brasileira, encerrando as restrições ligadas à Influenza Aviária. No entanto, o país asiático manteve a suspensão específica sobre produtos gaúchos, alegando necessidade de mais detalhes sobre um caso isolado da Doença de Newcastle registrado no Rio Grande do Sul em 2024.

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Segundo Santin, o governo brasileiro já respondeu a todas as solicitações adicionais feitas por Pequim, apresentando relatórios técnicos e medidas sanitárias adotadas para controle e erradicação do foco. Ainda assim, a decisão sobre o retorno das compras depende da avaliação das autoridades chinesas.

Produtores gaúchos mantêm confiança na retomada das exportações

O presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos, afirmou estar confiante no trabalho conjunto entre a ABPA e o Mapa para esclarecer os pontos pendentes junto à China.

De acordo com Santos, houve falhas de comunicação que podem ter contribuído para a manutenção da restrição, mas o setor acredita em uma resolução próxima.

“Entendemos que houve um problema de comunicação e que, talvez no próximo mês, ou em alguns meses, o Rio Grande do Sul poderá voltar a exportar carne de frango para a China”, afirmou o dirigente.

Importância do mercado chinês para o setor avícola

A China é o principal destino das exportações de carne de frango do Brasil, representando parcela significativa da receita do setor. O Rio Grande do Sul é um dos principais estados produtores e exportadores da proteína, com participação relevante na pauta de vendas externas do país.

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A retomada das exportações é vista como essencial para o equilíbrio da oferta interna, manutenção de empregos e fortalecimento da competitividade internacional da avicultura gaúcha e brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cachaça mineira movimenta mais de R$ 624 milhões e consolida Minas Gerais como líder nacional do setor

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Minas Gerais segue ampliando sua liderança na produção de cachaça no Brasil e reforçando a importância econômica e cultural da bebida para o agronegócio estadual. No Dia da Cachaça Mineira, celebrado nesta quinta-feira (21), a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) divulgou um panorama atualizado do setor, revelando que a cadeia produtiva movimentou R$ 624,7 milhões em 2025.

Os números consolidam a força da cachaça mineira dentro e fora do país, além de evidenciar o crescimento da atividade em geração de renda, arrecadação e empregos formais.

De acordo com a Seapa, o estudo apresenta informações estratégicas sobre produção, mercado, exportações e desempenho econômico da cadeia produtiva. O material também reforça o papel da bebida como patrimônio cultural e ativo relevante para a expansão do agronegócio mineiro no mercado internacional.

Segundo a assessora técnica da Seapa, Maíra Ferman, um dos principais destaques do levantamento é o avanço das vendas para fora de Minas Gerais. Atualmente, 54% do faturamento da cachaça mineira já vem do mercado interestadual e das exportações, demonstrando a crescente inserção do produto em novos mercados consumidores.

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Além do faturamento expressivo, o setor também tem forte impacto na arrecadação estadual. Em 2025, a cadeia produtiva gerou R$ 56,5 milhões em ICMS, fortalecendo a contribuição da atividade para a economia mineira.

Minas concentra 40% dos produtores de cachaça do Brasil

O levantamento confirma que Minas Gerais permanece como o principal polo produtor de cachaça do país. O estado reúne 501 estabelecimentos formais registrados, número que representa cerca de 40% de todas as unidades produtoras do Brasil.

A ampla presença da atividade em diferentes regiões mineiras evidencia a tradição histórica da produção artesanal e industrial da bebida, além da importância da cadeia para pequenos produtores, agroindústrias familiares e empreendimentos rurais.

A distribuição da produção também fortalece economias regionais, impulsionando o turismo rural, a gastronomia típica e a valorização de produtos de origem mineira.

Exportações avançam e ampliam presença internacional

O mercado externo também vem ganhando relevância para o setor. Segundo a Seapa, a cachaça produzida em Minas Gerais ampliou sua presença internacional em 2025, com destaque para exportações destinadas ao Uruguai, Estados Unidos e Itália.

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Os três países concentram parcela significativa das vendas externas da bebida e reforçam o potencial da cachaça como produto estratégico para a internacionalização do agro mineiro.

A expansão internacional acompanha o aumento da valorização da cachaça premium e artesanal no exterior, especialmente em mercados que buscam bebidas destiladas com identidade regional, tradição e produção diferenciada.

Setor amplia geração de empregos e fortalece produção artesanal

Outro ponto destacado no levantamento é o crescimento dos empregos formais ligados à fabricação de aguardente de cana-de-açúcar. O setor mantém trajetória positiva nos últimos anos, refletindo o aumento da produção, da formalização e da demanda por produtos de maior valor agregado.

Com dados consolidados e análise detalhada, o panorama divulgado pela Seapa reforça a importância da cadeia produtiva da cachaça para Minas Gerais, tanto na geração de renda quanto na valorização da cultura regional e no fortalecimento do agronegócio brasileiro.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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