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Austrália eleva estimativa da safra de trigo para 35,6 milhões de toneladas e reforça pressão sobre os preços globais

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A Austrália revisou para cima sua estimativa de produção nacional de trigo na safra 2025/26, que agora deve atingir 35,6 milhões de toneladas, segundo relatório trimestral divulgado pela Abares (Australian Bureau of Agricultural and Resource Economics and Sciences). O aumento de 1,8 milhão de toneladas em relação à projeção anterior consolida a expectativa de uma safra robusta, ampliando a oferta global e podendo exercer pressão adicional sobre os preços internacionais do cereal.

De acordo com a Abares, o bom desempenho é resultado das chuvas oportunas na primavera e das temperaturas amenas registradas nas principais regiões produtoras, fatores que favoreceram o desenvolvimento das lavouras em fases críticas do ciclo.

Trigo, cevada e canola impulsionam safra de inverno

Além do trigo, a produção de cevada foi revisada em alta de 1,1 milhão de toneladas, alcançando 15,7 milhões de toneladas — um crescimento de 18% em relação à safra anterior (13,3 milhões de toneladas) e 33% acima da média dos últimos dez anos, configurando o maior volume já registrado.

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A produção de canola também teve estimativa ajustada, subindo 800 mil toneladas, para 7,2 milhões de toneladas, número 13% superior ao da safra passada (6,4 milhões) e 50% acima da média histórica. Segundo a Abares, o país caminha para registrar a segunda maior colheita de canola da história.

Oferta global em alta pressiona o mercado internacional

A Austrália é um dos maiores exportadores mundiais de trigo, cevada e canola, e a perspectiva de uma safra tão volumosa reforça a tendência de excedente global de grãos.

A abundância da oferta australiana contribuiu para derrubar os contratos futuros do trigo negociados em Chicago, que em outubro atingiram o menor patamar desde 2020.

Enquanto isso, os preços da cevada e da canola permanecem em níveis mais firmes, sustentados por fundamentos de oferta e demanda mais equilibrados, especialmente no mercado de cevada.

Comparativo e expectativas do mercado

Segundo a Abares, a produção de trigo prevista está 4% acima da safra 2024/25 (34,1 milhões de toneladas) e 29% superior à média de dez anos, configurando a terceira maior colheita de trigo já registrada no país.

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Antes da divulgação oficial, a mediana das projeções de cinco analistas apontava para 36,1 milhões de toneladas de trigo, 15,75 milhões de toneladas de cevada e 6,9 milhões de toneladas de canola — números próximos aos apresentados pela agência.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

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Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

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Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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