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Operação Travessia Segura reforça conscientização no trânsito

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A Prefeitura de Cuiabá lançou na manhã desta sexta-feira (28) a Operação Travessia Segura, uma iniciativa educativa da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública (Semob Segp) voltada à conscientização de pedestres e motoristas sobre o uso correto das faixas e a importância da atenção no trânsito. A ação começou às 10h30, na Praça José Rachid Jaudy, no cruzamento da Avenida Generoso Ponce com a Barão de Melgaço, região do Morro da Galinha, um dos pontos de maior fluxo de pedestres da capital.

Com programação prevista até o dia 13 de dezembro, a operação também alcançará vias de grande circulação, além de escolas municipais, estaduais e particulares. O objetivo é orientar diretamente motoristas, alunos e famílias sobre comportamentos seguros na travessia, diminuindo conflitos, infrações e riscos de acidentes.

Presente ao lançamento, o secretário-adjunto de Segurança Pública da Semob-SegP, coronel Cleverson Leite Almeida, explicou que a ação surgiu após observações realizadas por agentes de trânsito, que registraram um aumento significativo de desatenção tanto de motoristas quanto de pedestres.

“Percebemos que muitos pedestres atravessam fora da faixa ou desatentos, e motoristas têm parado sobre a faixa ou ignorado o semáforo fechado. Nosso objetivo é equilibrar essa relação e tornar o trânsito mais ameno, tranquilo e harmonioso nas ruas da capital”, destacou.

Ações educativas e presença constante dos agentes

Durante a operação, equipes da Semob farão intervenções diretas nos locais selecionados. Em vez de fiscalizar, a prioridade será orientar.

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Segundo o coronel Leite, as abordagens serão rápidas e objetivas. “Estamos iniciando a operação com caráter totalmente educativo. Os agentes estão distribuídos nas principais avenidas e também atuarão em frente às escolas. A ideia não é punir, mas conscientizar. Serão entregues materiais como lixocar, adesivos informativos e haverá uma fala breve com motoristas e pedestres enquanto o trânsito estiver parado”.

O secretário-adjunto explica que o período inicial do dia, especialmente na saída para o almoço, é o mais crítico, e por isso o ponto escolhido para lançamento foi estratégico. A Praça Rachid Jaudy concentra fluxo intenso, semáforos com contagem regressiva e grande quantidade de pedestres atravessando simultaneamente. “Esse é um trecho onde observamos desrespeito ao semáforo e ao uso da faixa. Muitos pedestres atravessam sem esperar o sinal, ficando vulneráveis entre os veículos. O risco de acidentes aumenta, e nossa intenção é justamente agir antes que algo mais grave aconteça”.

Celular ao volante e distrações: principais vilões do trânsito

Entre os comportamentos de risco mais observados pela equipe da Semob, um se destaca: o uso do celular. “Tanto motoristas quanto pedestres estão sendo vítimas da própria desatenção. Vemos pedestres atravessando digitando mensagens e condutores usando o celular enquanto o semáforo está fechando. Alguns segundos de distração podem resultar em acidentes sérios”, alertou o coronel.

Ele lembra que a infração por usar o celular ao volante é gravíssima, gera 7 pontos na CNH e multa que chega a aproximadamente R$ 293, mesmo quando o veículo está parado no semáforo.

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Além do uso do aparelho, o coronel Leite também aponta outros fatores, como a pressa e o trânsito mais carregado por conta das obras no município. “Sabemos que o trânsito está mais lento, mas isso exige ainda mais paciência. A direção defensiva deve ser um hábito diário do condutor”.

Recomendações para motoristas e pedestres

O secretário-adjunto reforça que a segurança viária é um esforço coletivo:

Para o pedestre:
“É fundamental respeitar o semáforo, usar a faixa e ter atenção total durante a travessia. A pressa e o celular são riscos reais”.

Para o motorista:
“Planejar o tempo de deslocamento, dirigir defensivamente e jamais manusear o celular. A colaboração do condutor é decisiva para evitar acidentes”.

Resultados esperados e continuidade das ações

A Operação Travessia Segura faz parte de um plano contínuo de ações de educação para o trânsito desenvolvido pela Semob Segp. “Nosso intuito é educar. Queremos atingir todos aqueles que usam as vias municipais e criar um ambiente mais seguro para motoristas, pedestres e ciclistas. Essa operação não é isolada; ela integra um conjunto de ações que realizaremos ao longo dos próximos anos”, ressaltou.

Ao final da entrevista, o coronel Leite deixou uma mensagem à população. “Contamos com a colaboração de todos. A segurança no trânsito depende de cada um, da atenção, do respeito e da consciência. Queremos uma cidade mais tranquila, harmoniosa e segura para viver”.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico

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A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.

A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.

Chicago atinge menor nível desde fevereiro

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.

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A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.

Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.

Demanda chinesa ainda decepciona mercado

Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.

A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.

Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar

Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.

O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.

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O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.

Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas

No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.

Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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