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Compatibilidade entre inoculantes e nutrientes no sulco de plantio é essencial para o sucesso da lavoura

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Misturas exigem atenção e compatibilidade

Com a crescente oferta de insumos agrícolas no mercado, a compatibilidade entre inoculantes, nutrientes e produtos biológicos tornou-se um ponto crítico para o sucesso das lavouras. A escolha incorreta de combinações pode comprometer a eficiência dos produtos e até gerar reações indesejadas no sulco de plantio.

Um dos casos que exige atenção é o uso do boro, micronutriente essencial ao desenvolvimento das plantas. As fontes de boro disponíveis no mercado variam em composição e origem, o que pode influenciar diretamente sua interação com inoculantes e agentes biológicos quando aplicados em conjunto, sem o devido estudo técnico de compatibilidade.

Cuidados com o uso de boro no sulco de plantio

De acordo com o engenheiro agrônomo Alécio Fernando Radons, responsável técnico de vendas da Satis no Rio Grande do Sul, o uso de boro junto aos inoculantes é possível, desde que o produtor observe a compatibilidade físico-química da formulação.

“Não existe uma incompatibilidade natural entre o boro e o Bradyrhizobium, bactéria fundamental na fixação biológica de nitrogênio (FBN), desde que as condições de campo estejam equilibradas”, explica Radons.

O problema, segundo o agrônomo, ocorre quando há excesso de boro ou misturas inadequadas, que podem prejudicar a formação dos nódulos nas raízes e reduzir a eficiência da FBN em culturas como a soja.

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Radons reforça que os produtores devem seguir rigorosamente as recomendações dos fabricantes e consultar estudos técnicos de compatibilidade antes de realizar misturas.

“Nem todo produto é igual, mesmo que contenha o mesmo nutriente. A compatibilidade é determinante para garantir a eficiência e evitar perdas na lavoura”, alerta.

Soja e a importância da fixação biológica de nitrogênio

A soja é uma das culturas que mais dependem da fixação biológica de nitrogênio, realizada pelo Bradyrhizobium japonicum. Por isso, a qualidade da inoculação e o equilíbrio nutricional no sulco de plantio são determinantes para alcançar altos índices de produtividade.

Ao adicionar o boro durante o plantio, o produtor deve verificar se a formulação é adequada ao uso conjunto com inoculantes, evitando comprometer o desempenho da bactéria responsável pela nodulação das raízes.

Pesquisa e inovação em fontes compatíveis de boro

Com foco em soluções seguras e sustentáveis, a Satis, empresa mineira reconhecida por seus investimentos em pesquisa e inovação, desenvolveu o Humicbor, uma fonte de boro solúvel enriquecida com substâncias húmicas, extrato de algas e polióis.

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De acordo com laudo técnico da Universidade Federal do Tocantins (UFT), o produto não interfere no crescimento da cepa de Bradyrhizobium, comprovando sua compatibilidade e segurança de uso no sulco de plantio.

Cautela e conhecimento são aliados da produtividade

Com o avanço das tecnologias biológicas e nutricionais no campo, cresce também a necessidade de cautela na escolha e na combinação de insumos. A recomendação dos especialistas é clara: optar por produtos com comprovação científica e qualidade assegurada é a melhor estratégia para quem busca maior produtividade e sustentabilidade na lavoura.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar recua na abertura com ata do Fed no radar e mercado atento ao cenário político e eleitoral no Brasil

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O mercado financeiro iniciou esta quarta-feira (20) em compasso de espera diante da divulgação da ata do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, e do avanço das discussões políticas e eleitorais no Brasil. O dólar comercial abriu em queda frente ao real, enquanto investidores seguem monitorando o ambiente internacional, os juros americanos e o comportamento das commodities.

Na abertura dos negócios, o dólar recuava 0,17%, negociado a R$ 5,0317. Em atualização mais recente do mercado, a moeda norte-americana chegou a operar próxima de R$ 5,03, acompanhando o movimento global de enfraquecimento do dólar frente a moedas emergentes.

Na sessão anterior, a moeda norte-americana havia avançado 0,85%, encerrando cotada a R$ 5,0405, em meio ao aumento da aversão ao risco global e às preocupações com o cenário político doméstico.

Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou o último pregão em forte queda de 1,52%, aos 174.279 pontos — menor nível desde janeiro. O mercado acionário brasileiro foi pressionado pela cautela externa, pela alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano e pelo aumento das incertezas políticas internas.

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Mercado global acompanha Fed, Nvidia e tensões geopolíticas

No exterior, os investidores aguardam a divulgação da ata da última reunião do Fed em busca de pistas sobre os próximos passos da política monetária norte-americana. A expectativa gira em torno de possíveis sinais sobre cortes de juros ainda em 2026 e os impactos da inflação persistente nos Estados Unidos.

Além disso, o mercado acompanha os desdobramentos geopolíticos envolvendo Oriente Médio e negociações internacionais, fatores que seguem influenciando o comportamento do petróleo e dos ativos de risco.

Outro ponto de atenção global é a temporada de balanços em Wall Street, especialmente os resultados da Nvidia, considerados fundamentais para medir o apetite dos investidores pelo setor de tecnologia e inteligência artificial.

Bolsa brasileira sofre com cautela e pressão nas commodities

O ambiente de maior cautela também impacta diretamente as ações ligadas às commodities na B3. Papéis de empresas exportadoras, como mineradoras e petroleiras, sentiram o peso da queda do minério de ferro e do petróleo no mercado internacional.

Além disso, o avanço dos juros dos Treasuries americanos continua reduzindo o fluxo de capital para mercados emergentes, incluindo o Brasil.

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Analistas observam que o cenário eleitoral brasileiro também passou a influenciar de forma mais intensa o humor do mercado, elevando a volatilidade do câmbio e da bolsa nos últimos pregões.

Confira os números atualizados do mercado
  • Dólar
    • Cotação atual: R$ 5,03
    • Variação do dia: -0,17%
    • Acumulado da semana: -0,53%
    • Acumulado do mês: +1,79%
    • Acumulado do ano: -8,17%
  • Ibovespa
    • Fechamento anterior: 174.279 pontos
    • Variação do último pregão: -1,52%
    • Acumulado da semana: -1,70%
    • Acumulado do mês: -6,96%
    • Acumulado do ano: +8,16%

O mercado segue sensível às próximas sinalizações do Fed, ao comportamento do dólar global e às movimentações políticas no Brasil, fatores que devem continuar ditando o ritmo dos negócios nos próximos dias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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