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Ministério Público e Secretaria Municipal de Saúde realizam reunião para reforçar ações do TAC

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A Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá participou, na manhã desta quinta-feira (27), de uma reunião com o Ministério Público de Mato Grosso para discutir o andamento e os próximos passos do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) da Saúde. O encontro foi conduzido pela secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, e pelo promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto, com a presença dos secretários-adjuntos da SMS, do diretor-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), Israel Paniago, além do coordenador da Equipe de Apoio e Monitoramento (EAM), Hugo Fellipe Martins de Lima.

O objetivo da reunião foi alinhar prioridades, revisar pontos de atenção e reforçar estratégias para garantir a execução plena do TAC, que vem apresentando evolução significativa ao longo dos últimos meses.

A secretária Danielle Carmona destacou que o encontro serviu para reafirmar o compromisso da gestão com a reorganização da rede municipal de saúde.
“Esses números mostram que estamos no caminho certo. É um trabalho técnico, dia após dia, e que exige acompanhamento constante. Nosso compromisso é manter esse ritmo e garantir que essas melhorias saiam do papel e cheguem à ponta, no atendimento ao cidadão”, afirmou.

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Durante o encontro, a EAM apresentou o relatório relativo a setembro de 2025, destacando que o mês marcou o melhor desempenho já registrado desde o início do monitoramento do TAC. Pela primeira vez, tanto a Secretaria Municipal de Saúde quanto a ECSP superaram a marca de 50% de conformidade.

A SMS atingiu 54,91%, resultado impulsionado por melhorias como:
• Regularização mais consistente do abastecimento de medicamentos e insumos;
• Reorganização das equipes de Atenção Primária, reduzindo para apenas três as equipes sem composição mínima;
• Ampliação de recursos para a Atenção Primária com a habilitação de novas equipes no Componente de Qualidade.

Apesar dos avanços, a equipe técnica reforçou a necessidade de consolidar um planejamento anual de compras mais integrado e permanente, para evitar oscilações e garantir maior previsibilidade às unidades.

O promotor Milton Mattos avaliou positivamente os avanços, mas reforçou que o TAC exige continuidade.
“O que se vê agora é uma mudança consistente, que precisa ser mantida. O TAC não é apenas um documento; ele representa uma garantia para a população. Esse avanço é importante, mas o desafio é seguir executando as ações até a conclusão integral das metas”, destacou.

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Na Empresa Cuiabana de Saúde Pública, o desempenho também foi expressivo. A ECSP alcançou 53,80% de cumprimento, com crescimento acima de 22 pontos percentuais no trimestre. Entre os fatores que contribuíram para o avanço estão:
• Estruturação do planejamento de contratações hospitalares;
• Fortalecimento da integração com a SMS e com a própria EAM;
• Cumprimento de metas de capacitação e de processos internos;
• Índice de governança de 76,92%, com 10 das 13 cláusulas do eixo atendidas.

Esses resultados elevaram o índice geral de governança do TAC para 57,90%, o melhor da série histórica.

A EAM considerou setembro um mês decisivo na reestruturação dos fluxos e processos internos da rede municipal, ressaltando que a consolidação dessas mudanças dependerá da continuidade das ações e da adoção de procedimentos permanentes.

A reunião encerrou com definições de encaminhamentos técnicos e ajustes operacionais que serão adotados pelas equipes da SMS e da ECSP ao longo das próximas semanas.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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