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Espetáculo de balé e canto marcam atividades do Siminina

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Quarenta e oito meninas atendidas pelo Programa Siminina, no bairro Santa Isabel, proporcionaram uma noite encantadora, de muita emoção e alegria, na terça-feira (25), nas dependências da Escola Professor Ranulpho Paes de Barros. O público presente, entre eles pais, amigos e profissionais envolvidos, não continha o brilho no olhar a cada gesto e passo das apresentações. Além do balé, as meninas que compõem o coral exibiram três canções, entre elas uma de Natal. O elenco protagonista do evento é formado por meninas com idade entre 6 e 14 anos, algumas delas novatas, outras há cerca de 4 anos no Siminina. No total, a Prefeitura de Cuiabá conta com 16 unidades do Siminina distribuídas em diversas regiões da Capital, que compreendem 1.200 meninas atendidas, com o apoio do Núcleo da Primeira-Dama.

A apresentação marcou o encerramento das atividades desenvolvidas ao longo do ano e também serviu para revelar o impacto real do trabalho na vida das meninas e de suas famílias. Entre elas está a história de Cecília Assis Andrade, 8 anos, uma das bailarinas que demonstrou toda sua delicadeza e determinação, marcas registradas de quem vive o Siminina com o coração.

A mãe de Cecília, Pâmela Silveira de Andrade, acompanhava cada movimento com os olhos marejados. Para ela, a apresentação era mais do que um espetáculo: era a prova viva de como o projeto transformou a rotina e o comportamento da filha e de toda a família.

A Cecília sempre quis fazer parte do projeto. Ela sabia do Siminina, mas durante um tempo ele ficou inativo no bairro. Quando voltou e ela completou a idade certa, eu coloquei. E, olha, esse programa, como ela mesma fala, é tudo para ela. De manhã ela acorda animada, se arruma toda bonitinha, faz tudo que pedem. Ela não perde uma atividade, o coral, balé, passeios recreativos. Tudo que você oferece, ela participa, conta a mãe, que sempre agiliza a rematrícula para não perder a vaga.

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Filha única, Cecília encontrou no Siminina um espaço de convivência e expressão que ultrapassa as paredes da sede do projeto. Ela interage com todo mundo, ama o projeto. Se precisa faltar por algum motivo, ela fica chateada. Ela vive perguntando quando é segunda-feira pra voltar. Quando chega o período de férias, ela sofre porque não quer ficar longe, relata a mãe.

O Siminina acontece no contraturno da escola (quem estuda de manhã participa do programa à tarde e vice-versa). A confiança na equipe do projeto sempre foi essencial para que tudo funcionasse, pois muitas mães não têm com quem deixar. Eu confio nelas, professoras, de olho fechado. Dá para ver que elas trabalham por amor. É nítido o carinho e o cuidado que têm com todas as meninas. Minha filha é apaixonada pelas professoras. A gente percebe que a criança é bem cuidada quando ela não quer faltar, conta a mãe.

Deuseli Moreira de Souza, mãe de Laura Maitê, de 6 anos, disse que a dedicação é um diferencial. A menina, mesmo com a clavícula quebrada durante brincadeira em casa com a prima, não abriu mão de participar. O projeto não pode deixar de existir, é uma mudança total na vida dessas meninas. A Laura tem muito mais disciplina, acabou até a reclamação de acordar cedo. Para ter uma ideia, não quis nem a tipoia que dá apoio ao braço, por causa da clavícula machucada, explicou.

Milena Grabriela Moraes de Oliveira, 11 anos, está há três anos no programa e não se vê longe do Siminina. Aprendi muita coisa, eu era tímida e hoje consigo interagir mais. As aulas de reforço também me ajudam muito, principalmente as de português. Hoje me vejo excelente em muitas coisas que faço, relatou.

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A irmã de Milena, Gabriele Brito de Oliveira, confirmou a mudança da irmã. Ela está bem mais comunicativa, proativa, não gosta de faltar. Sabe aquela criança que fica querendo ir, que quer melhorar? É minha irmã. Ela ensaia em casa, e o resultado foi o que presenciamos aqui, um espetáculo emocionante. Eu chorei e sempre costumo participar das apresentações, é sempre uma emoção ver o progresso delas. Hoje veio a família toda para prestigiar, frisou.

Além do desenvolvimento emocional e social das meninas, o Siminina também traz impacto prático para a rotina familiar. Eu trabalho, então o Siminina é uma mão na roda. Antes eu precisava pagar alguém para ficar com ela e era sempre uma preocupação a mais, porque era um dinheiro que fazia a diferença no orçamento. Agora que ela fica no projeto, ajuda demais, explicou Pâmela.

Ver as meninas dançando com leveza e alegria demonstra o quanto o Siminina oferece algo muito mais do que aulas: oferece pertencimento, cuidado, oportunidades e um futuro onde cada menina se reconhece capaz de brilhar no palco e fora dele, porque o preparo é grande, disse a técnica pedagógica do Siminina, unidade do bairro Santa Isabel, Rosicley Tarcfila Victório.

Além das atividades, no programa as meninas têm o café da manhã e o almoço, para quem participa pela manhã, e lanche e jantar, para as do período da tarde.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Conexão de Gerações movimenta CCIs de Cuiabá com atividades entre crianças e idosos

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusao realizou mais uma edição do Conexão de Gerações: Encontro Intergeracional do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) nos Centros de Convivência do Idoso (CCIs) Padre Firmo e Maria Ignês.

As atividades foram desenvolvidas simultaneamente no CCI Padre Firmo, com a participação de usuários dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) Dom Aquino, Pedregal, Praeiro e Araçá, e no CCI Maria Ignês, que recebeu crianças dos CRAS Novo Colorado, CPA e Jardim União. A ação reuniu aproximadamente 600 participantes, entre crianças e idosos.

Segundo a coordenadora técnica da Proteção Social Básica, Jenail Luciana de Almeida, o projeto foi idealizado para aproximar crianças e adolescentes dos idosos que frequentam os Centros de Convivência, promovendo uma vivência enriquecedora para ambos.

“O objetivo é conectar os idosos que frequentam os CCIs com as crianças e adolescentes atendidos pelos CRAS, fortalecendo os vínculos familiares e comunitários. Muitas crianças acabam conhecendo brincadeiras, histórias, poemas e costumes que faziam parte da infância dos seus avós e que hoje, com a tecnologia, acabam ficando mais distantes. É um momento de integração, respeito e aprendizagem para todos”, destacou Jenail.

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A programação contou com apresentações culturais, poesia, música, brincadeiras, dinâmicas, bingo e outras atividades de integração entre crianças, adolescentes e idosos, proporcionando momentos de aprendizado, diversão e resgate da cultura popular.

Para a adolescente Marya Eduarda, de 15 anos, a convivência com os idosos amplia o olhar sobre a importância de preservar a história e os valores familiares.”Eu acho muito legal, porque minha avó é idosa, e cada convivência que a gente tem com pessoas de mais idade faz a gente ficar mais sábio. É bom conhecer as coisas que eles faziam antigamente, que são diferentes das de hoje. Eu fico muito contente em dividir parte de mim e conhecer a história deles. Acho que atividades como essa ajudam as crianças a respeitarem mais os idosos”.

A aposentada Maria Reis, de 86 anos, também destacou o encontro como uma oportunidade de aprendizado para as novas gerações. “É muito bom interagir com as crianças. Essa convivência ajuda no desenvolvimento delas, diminui a timidez e ensina a respeitar os idosos e também os próprios pais. É uma confraternização maravilhosa”, externou.

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Durante as atividades, crianças e idosos participaram juntos de momentos de oração, da execução do Hino Nacional, de apresentações, brincadeiras e bingo, fortalecendo a convivência e criando novas memórias. No CCI Padre Firmo, o gerente do CRAS Pedregal, João Vitor, acompanhou um grupo de dez crianças da unidade, entre elas Mathias, de 8 anos, que participou das atividades ao lado dos idosos.

A edição desta sexta-feira deu continuidade ao cronograma iniciado na semana passada. No último dia 10 de julho, o Conexão de Gerações foi realizado simultaneamente no CCI João Guerreiro, com usuários dos CRAS Tijucal, Nova Esperança, Osmar Cabral e Pedra 90, e no CCI Aidee Pereira, reunindo participantes dos CRAS Planalto, Doutor Fábio e Getúlio Vargas.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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