AGRONEGÓCIO

Be8 lança biocombustível que iguala desempenho do diesel e reduz até 99% das emissões de gases de efeito estufa

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Be8 apresenta alternativa limpa ao diesel no transporte rodoviário

A empresa brasileira Be8 apresentou oficialmente o Be8 BeVant, biocombustível 100% renovável que promete substituir o diesel fóssil sem necessidade de adaptações técnicas nos veículos. O produto é apontado como uma solução imediata e eficaz para reduzir drasticamente as emissões de carbono no transporte pesado.

Os resultados do experimento, realizado pela companhia em parceria com a Mercedes-Benz do Brasil, foram apresentados durante a 30ª Conferência das Partes (COP 30), realizada em Belém (PA).

Teste percorreu mais de 4 mil km com caminhões movidos apenas a biocombustível

O desempenho do Be8 BeVant foi comprovado por meio da iniciativa Rota Sustentável, que percorreu mais de 4 mil quilômetros em rodovias brasileiras utilizando caminhões movidos exclusivamente com o novo combustível.

O estudo mostrou que o biocombustível oferece o mesmo desempenho, confiabilidade e potência do diesel tradicional, sem exigir qualquer modificação ou investimento adicional nos veículos.

Redução de emissões chega a 99% em comparação ao diesel fóssil

De acordo com dados preliminares do Instituto Mauá de Tecnologia, o uso do Be8 BeVant possibilitou uma redução de até 99% nas emissões de gases de efeito estufa (GEE) em relação ao diesel mineral.

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Além disso, a análise do ciclo completo — da produção à queima do combustível — indicou uma diminuição de cerca de 65% nas emissões totais, reforçando o potencial do produto para contribuir com as metas de neutralidade de carbono.

Transição energética já é possível com tecnologias acessíveis, diz Be8

Para o presidente da Be8, Erasmo Carlos Battistella, os resultados comprovam que a transição energética no transporte pode começar agora, com soluções sustentáveis e economicamente viáveis.

“O BeVant mostra que o Brasil tem capacidade de liderar a descarbonização global de forma sustentável, valorizando sua matriz limpa e o agronegócio responsável que produz nossa matéria-prima”, destacou Battistella.

Indústria automotiva reforça compromisso com sustentabilidade

O vice-presidente de Relações Institucionais da Mercedes-Benz do Brasil, Luiz Carlos Moraes, ressaltou o papel da parceria no avanço de tecnologias limpas.

“Essa iniciativa reforça nosso compromisso com soluções que unem inovação, eficiência e sustentabilidade, preparando o transporte para um futuro neutro em carbono”, afirmou.

COP 30 destaca soluções brasileiras em descarbonização

Durante a COP 30, um caminhão abastecido com o Be8 BeVant está exposto na Zona Verde, área dedicada a projetos e iniciativas sustentáveis.

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A participação da Be8 no evento reforça o protagonismo do Brasil na produção de biocombustíveis de nova geração, capazes de reduzir as emissões sem comprometer o desempenho operacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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