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Ação da Prefeitura de Cuiabá e Energisa retira mais de uma tonelada de fios em desuso

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A Prefeitura de Cuiabá está concentrando forças, juntamente com a Energisa, para remoção de fios em desuso ou que estão clandestinamente provocando poluição visual e insegurança à população e equipes operacionais. Um mutirão, denominado ‘Telefone sem fio’, foi desencadeado neste domingo (23), com apoio da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp) e policiais militares que atuam na Hora Delegada, no suporte a seis equipes da Energisa, sendo duas delas terceirizadas, para retirada dos excessos de fios e amarração dos que estão frouxos.

A ação teve início na Avenida das Palmeiras e na Rui Barbosa, ambas no bairro Recanto dos Pássaros. Nas primeiras três horas de trabalho, uma tonelada de fios foi retirada. Operadoras de telefone e de internet foram convidadas a acompanhar a ação, mas apenas a Vivo e a Nave Net compareceram. Segundo o engenheiro de distribuição da Energisa, as operadoras foram convocadas e realizada uma reunião presencial visando a uma ação centralizada.

“A ação é contínua, vai durar o ano todo e a todo momento. Nós estabelecemos alguns pontos para uma ação mais eficaz, uma ação mais concentrada. O resultado prático é a remoção daqueles fios que estão em desuso ou aqueles fios que são clandestinos, que estão irregulares, que não cumprem com o compactuado com a própria concessionária de energia. Para 2026, essas operações acontecerão mais vezes, concentraremos os esforços para atender essa demanda tão solicitada e que coloca em risco a propriedade e a vida das pessoas. O sentido dessa operação é união de esforços para que a nossa cidade fique mais segura, ordenada e bonita”, explicou a secretária da Sorp, delegada Juliana Palhares.

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É possível, por conta da ação, que alguns moradores fiquem sem telefone e internet, tendo em vista que não há identificação da origem dos fios irregulares. Nessa situação, os atingidos podem entrar em contato com o Procon Municipal, que, mesmo sendo domingo, estabeleceu um canal direto com equipe plantonista para atender essas demandas específicas, por meio do telefone fixo (65) 3641-6400.

“O consumidor não pode ser lesado pela irresponsabilidade de operadoras e de provedoras que utilizam os postes do jeito que elas querem. Existe uma ordem, existem leis e regulamento para garantir a segurança das pessoas e do patrimônio das pessoas”, pontuou Palhares.

A ideia do mutirão no domingo deve-se ao menor fluxo no trânsito, e as equipes conseguem trabalhar com menos riscos. “Mas todo o mês de novembro e dezembro nós estaremos com equipes nessa atuação. Vemos, de fato, um emaranhado de fios, são de operadoras. Os nossos (Energisa) estão acima. Abaixo são de operadoras que instalam seus fios para poderem levar internet e telecomunicação para a população”, explicou o engenheiro Cézar.

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Vale ressaltar que as operadoras precisam da autorização da Energisa para utilização da estrutura (poste), mas isso funciona na teoria, não na prática. “Muitas operadoras atuam de forma correta, mas tem tantas outras que não seguem a resolução. A resolução pede que a operadora tenha contrato, apresente um projeto, só assim a Energisa fica sabendo. A intenção é que os serviços continuem sendo fornecidos para a população, não queremos restringir esse atendimento em momento algum, por isso chamamos para que participem, que seja um trabalho em conjunto”, frisou o engenheiro.

Ainda assim, é possível identificar as irregularidades, como, por exemplo, cabos muito próximos da rede de distribuição (correm risco de ficar energizados), mesmo que seja de empresa regular, que tem que providenciar a correção, sendo a distância permitida de 60 cm da rede energizada. E cabos muito baixos, próximos do chão ou com ‘barrigas’, todos são cabos irregulares e podem causar risco para carros que trafegam e para a população.

A altura permitida para os fios é 4,5 m e esticados. E, para melhorar, com plaquetas de identificação da empresa.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Bioestimulantes ganham espaço nos pomares e ajudam frutas a resistirem ao estresse climático

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Estresse climático desafia produção de frutas no Brasil

A fruticultura brasileira enfrenta desafios crescentes diante das oscilações climáticas e das mudanças nas condições ambientais. Culturas como citros, uva, maçã e manga estão entre as mais sensíveis aos chamados estresses abióticos, provocados por fatores como escassez hídrica, altas temperaturas e salinidade do solo.

Essas condições afetam diretamente o desenvolvimento das plantas, comprometendo tanto a produtividade quanto a qualidade final dos frutos. Diante desse cenário, produtores vêm ampliando o uso de tecnologias naturais voltadas à proteção fisiológica dos pomares, com destaque para os bioestimulantes agrícolas.

Extratos de algas fortalecem resistência das plantas

Entre as soluções mais utilizadas no manejo de estresse vegetal estão os extratos da alga Ascophyllum nodosum, reconhecida por sua elevada capacidade de adaptação a ambientes extremos.

A espécie é encontrada nas águas frias do Atlântico Norte, especialmente nas regiões costeiras do Canadá, Irlanda e Noruega, onde enfrenta condições severas de salinidade, variações de maré e oscilações intensas de temperatura.

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Segundo Bruno Carloto, gerente de marketing estratégico da Acadian Sea Beyond no Brasil e Paraguai, essas características naturais da alga são transferidas às plantas por meio dos extratos utilizados no campo.

“As condições extremas favoreceram o desenvolvimento de mecanismos naturais de resistência. Quando aplicados nas culturas agrícolas, esses compostos ajudam a aumentar a tolerância das plantas aos diferentes tipos de estresse”, explica.

Plantas mantêm desenvolvimento mesmo sob pressão ambiental

Pesquisas e aplicações práticas no campo mostram que os bioestimulantes atuam fortalecendo processos fisiológicos internos das plantas.

Em períodos de seca, calor intenso ou outras condições adversas, culturas tratadas tendem a apresentar maior estabilidade no desenvolvimento vegetativo e reprodutivo, reduzindo perdas produtivas.

De acordo com especialistas, esse suporte fisiológico é decisivo para preservar etapas fundamentais do ciclo produtivo, como formação, enchimento e qualidade dos frutos.

Qualidade da fruta se torna fator estratégico

Na fruticultura, manter o equilíbrio entre produtividade e qualidade é essencial para atender tanto o mercado interno quanto as exigências da exportação.

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Segundo Bruno Carloto, compreender a resposta das plantas ao ambiente se tornou um diferencial estratégico para o manejo moderno dos pomares.

“Quando ajudamos a planta a lidar melhor com o estresse, ela mantém o desenvolvimento e isso se reflete diretamente na produtividade e na qualidade dos frutos”, destaca.

Bioestimulantes avançam no manejo sustentável dos pomares

O avanço dos bioestimulantes acompanha a busca do setor por soluções mais sustentáveis e eficientes diante das mudanças climáticas.

Com maior resiliência das plantas, produtores conseguem reduzir impactos ambientais sobre a produção e ampliar a segurança produtiva em culturas altamente dependentes de condições climáticas equilibradas.

A tendência é de crescimento no uso dessas tecnologias nos próximos anos, especialmente em regiões sujeitas a extremos climáticos e maior pressão sobre os recursos hídricos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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