Saúde

Parceria do Ministério da Saúde com instituições nacionais e internacionais promove 1º Curso Avançado em Vacinologia do Brasil

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Para fortalecer capacidades técnicas e científicas na área de vacinas no Brasil e na região das Américas, pesquisadores, gestores, profissionais de saúde e representantes de instituições nacionais e internacionais se reunirão, de 24 a 28 de novembro, na cidade histórica de Pirenópolis (GO), para a primeira edição do Curso Avançado de Vacinologia – AdVac Brasil 2025. A formação integra a iniciativa AdVac Global e é promovida pelo Ministério da Saúde e pelo Centro de Excelência em Tecnologia e Inovação em Saúde (Ceti-Saúde), da Universidade Federal de Goiás (UFG), com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), de universidades internacionais e instituições brasileiras de referência.

A imersão de cinco dias dedicada à vacinologia, políticas de imunização e desafios atuais das estratégias de vacinação inclui palestras, debates, estudos de caso, atividades práticas e sessões temáticas, abordando desde conceitos fundamentais da ciência das vacinas até modelagem econômica, hesitação vacinal e estratégias para populações específicas. Trata-se da primeira capacitação promovida no País com conteúdo avançado sobre o estudo das vacinas e contemplará a participação de 80 profissionais.

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Programação abrangente

A abertura será dedicada a temas centrais da vacinologia, como impacto das vacinas, coberturas vacinais globais e regionais, além da estruturação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, criado há 52 anos e reconhecido como um dos maiores e mais eficazes sistemas de vacinação do mundo. Serão discutidas, também, tecnologias de produção de vacinas, incluindo plataformas, controle de qualidade, parcerias público-privadas e o papel regulatório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Nos dias subsequentes, o público presente participará de debates sobre pré-qualificação pela Organização Mundial da Saúde e avaliação regulatória. E, ainda, de palestras sobre imunologia básica aplicada às vacinas, abordando resposta imune, memória imunológica e adjuvantes. Serão analisados ensaios clínicos, com discussões sobre aspectos éticos, estatísticos, operacionais e interpretação de resultados, seguidos do primeiro estudo de caso prático. As atividades contemplam uma conferência sobre inteligência artificial em vacinologia.

Os especialistas farão a avaliação de efetividade, imunidade de rebanho e modelos de infecção controlada e debaterão processos regulatórios. Temas centrais como segurança de vacinas – com discussões sobre eventos adversos – doenças imune-mediadas e vigilância pós-licenciamento, além de processos de tomada de decisão, recomendações globais e atualizações sobre vacinas para HPV, arboviroses, influenza, coqueluche e vírus sincicial respiratório serão focos de trabalhos divididos em equipes. A incorporação de imunobiológicos no Sistema Único de Saúde (SUS) fará parte da atividade.

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No último dia de programação serão apresentadas atualizações sobre vacinas contra tuberculose, rotavírus, norovírus, pneumococo, meningococo e covid-19. A sessão sobre hesitação vacinal inclui dinâmica de media training com especialistas da OPAS/OMS e comunicadores convidados. Na etapa final, o curso abordará estratégias de vacinação para gestantes, idosos, imunocomprometidos e ações para alcançar não vacinados. O evento será encerrado com um estudo de caso sobre surto de sarampo.

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministro da Saúde participa de cerimônia da Funasa para instalação de mais de 20,8 mil cisternas em 498 municípios do Brasil

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, nesta quarta-feira (17), da cerimônia promovida pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa) que autorizou a instalação de 20,9 mil cisternas em 498 municípios brasileiros. Com investimento superior a R$ 250 milhões, a iniciativa beneficiará mais de 20 mil famílias e representa uma das maiores ações recentes de promoção da segurança hídrica no Semiárido brasileiro. Durante o evento, também tomou posse o novo presidente da Funasa, Lenildo Morais.

Ao destacar a importância da iniciativa, o ministro Alexandre Padilha ressaltou que o acesso à água de qualidade é fundamental para a promoção da saúde, a prevenção de doenças e o enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas. “Levar água ao povo do Semiárido brasileiro é uma das ações mais importantes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas. O aumento da temperatura média eleva o risco de secas e enchentes, exigindo novos desafios para o saneamento. A Funasa tem um papel histórico no combate às doenças relacionadas à falta de saneamento e, agora, contribui para garantir água de qualidade e mais segurança às populações vulneráveis. Essa é mais uma ação do Ministério da Saúde para adaptar o SUS ao enfrentamento das mudanças climáticas”, afirmou Padilha.

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As cisternas serão instaladas em municípios da Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. A tecnologia social permite captar e armazenar água da chuva para consumo humano, ampliando a segurança hídrica, reduzindo a vulnerabilidade das famílias e contribuindo para melhores condições de saúde e qualidade de vida.

A autorização das ordens de serviço marca o início da fase de implantação de uma das maiores ações de acesso à água conduzidas pelo Governo do Brasil na região. Para milhares de famílias, a chegada das cisternas representará mais segurança no abastecimento, redução da dependência de fontes precárias de água e maior proteção diante dos períodos de estiagem prolongada.

Prioridade às famílias em situação de vulnerabilidade

A nova etapa é resultado de um processo iniciado pela Funasa em 2025, com a seleção pública dos municípios aptos a receber as cisternas. Ao final da etapa de habilitação, foram contemplados 498 municípios distribuídos pelos oito estados participantes da ação.

A definição dos beneficiários priorizou famílias em situação de maior vulnerabilidade social, especialmente aquelas chefiadas por mulheres, pessoas com deficiência, famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e comunidades quilombolas.

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Antes da autorização das obras, equipes técnicas da Funasa realizaram análises e vistorias para validar as propostas e os locais previstos para implantação das estruturas, garantindo o cumprimento dos critérios técnicos estabelecidos.

Além de ampliar o acesso à água para consumo humano, a iniciativa contribui para a prevenção de doenças relacionadas à escassez hídrica e à falta de abastecimento adequado, fortalecendo as ações de saúde ambiental desenvolvidas pelo Governo do Brasil. A ampliação da segurança hídrica é considerada estratégica para proteger a saúde da população e aumentar a resiliência das comunidades mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas.

Com a implantação das 20.976 cisternas, o Brasil avança na promoção da saúde, da qualidade de vida e da dignidade de milhares de famílias do Semiárido, reforçando o compromisso do Sistema Único de Saúde com a prevenção, a equidade e a adaptação às mudanças climáticas.

Edjalma Borges
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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