Mato Grosso registrou a menor taxa de desemprego entre os jovens do país, com 4,05% desse grupo em busca de trabalho, em 2024. A informação consta na publicação especial “Jovens do Mercado de Trabalho em Mato Grosso”, realizada pelo Observatório de Mato Grosso em parceria com o Senai, que utiliza dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o relatório, Mato Grosso contabilizou 934.353 jovens em 2024, o equivalente a 25,56% da população estadual. 67,22% deles, que somam 628.042, estavam inseridos na força de trabalho no último ano.
Em relação ao total de população jovem, a participação dos jovens mato-grossenses no mercado de trabalho é a 4ª maior do país, atrás apenas de Santa Catarina (72,22%), São Paulo (68,12%) e Rio Grande do Sul (67,66%).
O maior grupo é formado pelos jovens de 18 a 24 anos, com 376.677 pessoas (40,30%). Em seguida, estão os jovens de 25 a 29 anos, que somam 349.393 (37,41%), e os adolescentes de 14 a 17 anos, com 208.284 (23,29%).
A análise destaca, ainda, os setores econômicos que mais empregam jovens no Estado. O setor de serviços reúne 39,26% dos trabalhadores jovens (236.578), seguido pelo comércio, com 33,53% (202.062). Juntos, os dois segmentos concentram 72,79% das ocupações da população jovem. A indústria emprega 93.189 jovens (15,46%), a agropecuária, 54.312 (9,01%), e o setor público, 16.578 (2,73%).
Os resultados revelam um ambiente favorável ao engajamento da juventude no mercado de trabalho. A publicação conclui que “a combinação entre baixo desemprego, crescimento econômico e maior participação da população jovem na força de trabalho evidencia um ambiente econômico dinâmico, que pode ser aproveitado estrategicamente”.
O estudo adota como base critérios legais nacionais para definir a população jovem. A Lei nº 12.852/2013 classifica como jovens as pessoas entre 15 e 29 anos. Para fins da análise, a faixa foi ampliada a partir dos 14 anos, conforme a Lei nº 10.097/2000, que autoriza a entrada formal no mercado de trabalho nessa idade.
A secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Silva Vogel Lisboa, destacou que os resultados apresentados pelo relatório refletem um ambiente econômico em expansão e um mercado de trabalho cada vez mais aberto para novos talentos.
“Esses números demonstram que Mato Grosso avança de forma consistente na criação de oportunidades para a juventude. Eles são fruto do constante incentivo e dos investimentos que o Estado tem realizado para ampliar possibilidades, diversificar a economia e fortalecer setores estratégicos. Trabalhamos para que os jovens encontrem aqui um ambiente cada vez mais favorável ao desenvolvimento profissional e à construção de futuro.”
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (27.5), a Operação Tu Quoque, para cumprimento de ordens judiciais com foco na desarticulação de um esquema de roubo de entorpecentes e tráfico de drogas com ligação entre duas facções criminosas atuantes no Estado.
Na operação, são cumpridas 15 ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão e 11 de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cáceres, com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Pontes e Lacerda.
Também são cumpridas medidas de restrição de veículos e bloqueios de contas bancárias dos investigados, no valor de até R$ 2,5 milhões. Entre os alvos envolvidos no esquema está um praça da Polícia Militar, apontado como um dos líderes do grupo investigado.
Os mandados são cumpridos nas cidades de Pontes e Lacerda e Várzea Grande, com apoio das equipes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).
As investigações têm como foco a desarticulação de um esquema de roubo de entorpecentes subtraídos em pontos de armazenamento de drogas de uma facção criminosa na região de fronteira e que, posteriormente, eram redistribuídos por integrantes de outra facção na região metropolitana.
Segundo as investigações da Delegacia de Pontes e Lacerda, o esquema funcionava por meio de dois núcleos, um deles responsável por identificar e monitorar possíveis depósitos de drogas de uma facção criminosa na região de fronteira.
O segundo núcleo tinha uma função distinta e se deslocava da Capital do Estado para Pontes e Lacerda para atuar no roubo da droga e, posteriormente, transportar e distribuir os entorpecentes na região metropolitana.
O praça, apontado como principal alvo da operação, era o responsável pelo roubo do entorpecente, saindo da Capital para Pontes e Lacerda para subtrair a droga. Ele também fazia a separação do entorpecente para outra equipe do grupo criminoso, que atuaria na distribuição.
Desarticulação do esquema
A descoberta do esquema ocorreu após a prisão de um dos envolvidos. Na ocasião, outros integrantes do grupo conseguiram escapar, mas, com o avanço das investigações, foram identificados. Também foi descoberto o esquema envolvendo roubos ligados a facções criminosas, além da redistribuição e comercialização do entorpecente subtraído.
Além dos crimes de roubo e tráfico de drogas, as investigações identificaram o envolvimento do grupo em um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico, por meio de diversas transações bancárias envolvendo familiares, casas de apostas e empresas de fachada para a pulverização dos valores.
A expressão latina tu quoque significa literalmente “tu também” ou “até tu” e faz referência ao fato de existir, como pivô da organização criminosa, um membro das forças de segurança, representando uma significativa quebra da confiança depositada e esperada dos agentes públicos.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renarc
A operação faz parte da sexta fase da Operação Narke, da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc). A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (DIOPI), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de enfrentamento ao narcotráfico.
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