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Produtividade da cana-de-açúcar no Centro-Sul cresce 4,3% em outubro, aponta boletim do CTC

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A produtividade média da cana-de-açúcar na região Centro-Sul do Brasil registrou alta de 4,3% em outubro deste ano, de acordo com o Boletim De Olho na Safra, elaborado pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) com base na Plataforma de Benchmarking.

O levantamento mostra que a produtividade passou de 61,9 toneladas por hectare (t/ha) na safra 2024/25 para 64,6 t/ha em 2025/26.

Produção acumulada ainda é menor que a da safra anterior

Apesar da recuperação pontual observada em outubro, o desempenho acumulado da safra ainda é inferior ao registrado no ciclo passado.

Entre abril e outubro de 2025, a produtividade média atingiu 75,7 toneladas por hectare, o que representa queda de 5,1% em comparação com as 79,8 t/ha alcançadas no mesmo período da safra 2024/25.

Essa variação reflete os impactos climáticos e operacionais que influenciaram o desenvolvimento dos canaviais em diferentes regiões produtoras ao longo do ciclo.

Qualidade da cana apresenta leve melhora em outubro

A qualidade da cana-de-açúcar, medida pelo Açúcar Total Recuperável (ATR) — indicador que expressa a quantidade de quilogramas de açúcar por tonelada de cana — também apresentou resultado positivo em outubro.

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O ATR subiu 0,9%, passando de 149,2 kg/tc em 2024/25 para 150,6 kg/tc na safra atual (2025/26).

Índice de qualidade acumulado tem leve queda

No entanto, no acumulado da safra, o ATR registrou recuo de 1,5%, caindo de 138,3 kg/tc para 136,2 kg/tc entre os ciclos 2024/25 e 2025/26.

Essa variação indica que, embora as condições de moagem tenham favorecido ganhos de qualidade em outubro, o desempenho médio da safra ainda não recuperou totalmente o nível do ciclo anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional

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As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.

Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada

A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.

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Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.

“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.

O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.

Cenário global pode sustentar preços do algodão

No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.

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Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade

No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.

Uso do algodão avança para além do setor têxtil

Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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