Tribunal de Justiça de MT
Em meio a aumento de feminicídios, Fonavid reforça papel do Judiciário na proteção das mulheres
Publicado em
12 de novembro de 2025por
Da Redação
O XVII Fórum Nacional de Juízas e Juízes de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Fonavid) está sendo realizado de 10 a 14 de novembro, no Teatro Arthur Azevedo, em São Luís (MA), reunindo cerca de 300 participantes entre magistradas, magistrados, equipes técnicas e representantes da rede de proteção. O evento é promovido pelo Fonavid, em parceria com o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher/TJMA), com apoio da Escola Superior da Magistratura do Maranhão (Esmam).
Juízas e juízes do TJMT participam do Encontro: Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá; Marcos Terencio Agostinho Pires e Tatyana Lopes de Araújo Borges, da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Capital; José Mauro Nagib Jorge, da Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Várzea Grande; e Maria Mazarelo Farias Pinto, da Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Rondonópolis.
Mais do que um espaço de debate, o encontro ocorre em um momento de alerta. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 revelam um aumento preocupante da violência de gênero no país. Em 2024, as tentativas de feminicídio cresceram 19% em relação ao ano anterior. A cada 2,3 horas uma mulher é assassinada no Brasil e, em média, a cada seis horas uma perde a vida apenas por ser mulher.
Criado em 2009, o Fonavid se consolidou como um espaço de diálogo entre profissionais do sistema de justiça, com o objetivo de aprimorar a aplicação da Lei Maria da Penha e fortalecer políticas públicas voltadas à proteção das mulheres. A cada edição, o fórum busca promover práticas inovadoras e reflexões sobre o papel do Poder Judiciário no enfrentamento à violência doméstica e familiar.
Entre os painéis realizados, o tema “Estereótipos de gênero nas decisões judiciais e seus reflexos nos processos de família” trouxe uma discussão sobre como preconceitos ainda influenciam julgamentos no âmbito da Justiça. A juíza da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá, Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, que também é tesoureira da comissão executiva do Colégio de Coordenadores da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário Brasileiro (Cocevid) para o exercício de 2025, participou como debatedora e destacou a importância de uma atuação judicial livre de vieses e estereótipos.
Segundo a magistrada, muitos processos de família ainda refletem concepções ultrapassadas sobre o papel da mulher. “As decisões judiciais em disputas de guarda de filhos, pensão alimentícia e direito de convivência muitas vezes reproduzem estereótipos e vieses de gênero profundamente enraizados”, observou.
Ela lembrou que estudos recentes apontam para a persistência desses preconceitos, mesmo dentro do sistema de justiça.
Para Ana Graziela, o enfrentamento desses vieses exige atenção em todas as etapas do processo judicial, e não apenas no momento da sentença. “Os vieses de gênero podem incidir desde o recebimento da petição inicial, passando pela fase de instrução e pela tramitação do feito, até a fundamentação final. Identificar esses pontos críticos é essencial para mitigar a reprodução de estereótipos”, explicou.
A juíza ressaltou, ainda, a orientação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre a necessidade de incorporar a perspectiva de gênero como princípio permanente da atuação judicial. “Conforme orienta o próprio CNJ, uma atuação judicial com perspectiva de gênero demanda atenção não apenas ao julgar, mas durante toda a tramitação processual”, concluiu.
O Fonavid segue até sexta-feira (14), com mesas de debate, oficinas e apresentações de boas práticas de tribunais de todo o país, reafirmando o compromisso do Poder Judiciário com a erradicação da violência contra a mulher e a promoção de uma justiça mais sensível e igualitária.
Autor: Flávia Borges
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
Tribunal de Justiça de MT
Judiciário articula rede de empregabilidade para pessoas privadas de liberdade e egressas
Published
27 minutos agoon
18 de maio de 2026By
Da Redação
O fortalecimento da ressocialização por meio do trabalho ganhou mais um importante capítulo em Mato Grosso. Na manhã desta segunda-feira (18), representantes do Poder Judiciário, Executivo estadual, empresários, instituições e atores da sociedade civil participaram, no Auditório Desembargador Gervásio Leite, no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), de uma reunião estratégica que antecede o lançamento oficial do projeto Emprega Lab no estado, o primeiro da região Centro-Oeste.
A iniciativa é resultado de articulações conduzidas pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (GMF/TJMT), em conjunto com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O projeto integra a estratégia nacional Pena Justa – Emprega e busca ampliar oportunidades de trabalho e qualificação profissional para pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional.
Supervisor do GMF/TJMT, o desembargador Orlando Perri destacou que a ressocialização precisa estar diretamente ligada à geração de oportunidades reais de trabalho e capacitação.
“Eu tenho defendido e pregado que a ressocialização passa necessariamente pelo trabalho, pela profissionalização. Então, é preciso que nós levemos trabalho para dentro das unidades prisionais. Nós queremos o preso ressocializado e não reincidindo aqui fora”, afirmou.
Mato Grosso como território-piloto
O estado foi escolhido como território-piloto nacional por reunir condições institucionais e operacionais consideradas estratégicas para a implementação do projeto. A proposta prevê a criação de uma metodologia que poderá ser replicada em outros estados brasileiros, articulando Poder Judiciário, Executivo e setor produtivo para garantir empregabilidade dentro e fora do sistema prisional.
Coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas do CNJ (DMF/CNJ), o desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) Luís Geraldo Sant’Ana Lanfredi ressaltou o simbolismo do momento.
“Hoje não é um dia qualquer. Nós estamos aqui lançando o primeiro Emprega Lab nacional. O Emprega Lab é um hub de oportunidades, o lugar onde nós vamos trabalhar as estratégias de empregabilidade do sistema prisional. O que nós estamos tentando disseminar é que essas pessoas possam se educar pelo trabalho e, mais do que isso, possam ganhar um novo ofício, uma nova oportunidade para a vida. Isso é segurança pública”, destacou.
União entre instituições e iniciativa privada
O secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho ressaltou que Mato Grosso já vem desenvolvendo políticas voltadas à empregabilidade no sistema penitenciário e que a chegada do Emprega Lab fortalece esse caminho.
“O foco hoje da Secretaria de Justiça é a questão de emprego dentro do sistema penitenciário. Acho que veio a coincidir esse momento político aqui do estado com o lançamento do primeiro Emprega Lab no Brasil”, afirmou.
Atualmente, Mato Grosso possui cerca de 16,5 mil pessoas privadas de liberdade, sendo aproximadamente três mil já inseridas em atividades laborais. A meta do programa é ampliar significativamente esse número nos próximos anos.
Presidente da Fundação Nova Chance, Winkler de Freitas Teles explica que a Fundação Nova Chance já atua em 36 municípios, mantém 392 termos de intermediação e acompanha aproximadamente três mil pessoas trabalhando atualmente.
“O emprego ajuda tanto quem está lá dentro do cárcere, quanto sua família lá fora. O trabalho ajuda a diminuir a reincidência”, pontuou.
Experiências que já dão resultado
A reunião também contou com relatos de empresários que já desenvolvem projetos de inclusão produtiva com pessoas privadas de liberdade. Empresário de Sinop, Carlos Cairo Montemezzo compartilhou a experiência positiva da integração entre trabalhadores contratados pelo regime CLT e mão de obra prisional.
“A integração acontece naturalmente quando o apenado percebe que pode voltar ao mercado de trabalho normal. A profissionalização, a qualificação e o olhar para a família fazem toda a diferença nesse processo”, relatou.
Atualmente, a empresa possui cerca de 65 Pessoas Privadas de Liberdade (PPLs) trabalhando e projeta ampliar esse número para 150 nos próximos meses.
Também participaram da reunião a juíza federal e coordenadora do eixo Trabalho e Renda do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Maria Rosi Meira Borba; o coordenador do GMF/TJMT, juiz Geraldo Fernandes Fidélis Neto; a juíza Edna Ederli Coutinho; e o secretário adjunto de Administração Penitenciária, Jean Carlos Gonçalves.
O que é o Emprega Lab
O Emprega Lab faz parte da estratégia Pena Justa – Emprega e funcionará como uma instância estadual de governança voltada à formulação de estratégias de empregabilidade para pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional. A proposta envolve a criação de oportunidades por meio do emprego formal, empreendedorismo, cooperativismo e economia criativa.
A iniciativa é articulada nacionalmente pelo CNJ, em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Tribunal Superior do Trabalho (TST) e Ministério Público do Trabalho (MPT). Entre as metas estabelecidas está alcançar, gradativamente, pelo menos 50% da população privada de liberdade inserida em atividades laborais.
Autor: Vitória Maria Sena
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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