Saúde

Ministério da Saúde reforça que transformação digital é aliada na redução da emissão de carbono no SUS

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Durante o seminário “Sistema de Saúde nas Mudanças Climáticas: Descarbonização e Saúde Digital”, realizado nesta terça-feira (11), na COP30, no Espaço Folha, a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, destacou que a transformação digital é estratégica na redução da emissão de carbono do Sistema Único de Saúde (SUS).

“A COP30 faz um chamado à ação para o efetivo enfrentamento dos desafios da mudança climática. O Plano de Ação de Belém para a Saúde aponta para a necessidade de sistemas de saúde resilientes. A transformação digital é decisiva e deve ser planejada e implementada considerando esses desafios, como tem sido feito no caso do SUS”, reforçou Ana Estela Haddad.

A descarbonização consiste em um conjunto de ações que visam reduzir a emissão de gases de efeito estufa, especialmente o dióxido de carbono (CO₂), promovendo um modelo de desenvolvimento mais sustentável. A Saúde Digital e, em especial, a Telessaúde, representam instrumentos estratégicos de sustentabilidade ambiental, social e econômica, com impactos mensuráveis em diferentes eixos:

  • Redução de deslocamentos e custos assistenciais: a Telessaúde possibilita atendimentos, orientações e laudos à distância, diminuindo a necessidade de viagens de pacientes e profissionais de saúde, reduzindo o consumo de combustíveis fósseis e as emissões de CO₂.
  • Cultura paperless: a digitalização de prontuários, receitas e atestados contribui para a redução do uso de papel, combate o desmatamento e promove eficiência administrativa.
  • Otimização de recursos e prevenção de doenças: aplicativos, monitoramento remoto e sistemas de apoio à decisão clínica fortalecem a autonomia dos usuários e permitem a detecção precoce de doenças, evitando internações desnecessárias e reduzindo o consumo de energia e recursos.
  • Gestão inteligente de dados e logística: tecnologias digitais aprimoram o gerenciamento de estoques, insumos e equipamentos médicos, otimizando rotas de distribuição e reduzindo desperdícios. 
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Inovação e sustentabilidade na saúde

Além da secretária Ana Estela Haddad, o debate reuniu Vania Rodrigues Bezerra, diretora de compromisso social do Hospital Sírio-Libanês; Joslene Menezes Rodrigues, superintendente de responsabilidade social e ESG do HCor; Pedro Pascoal Duarte Pinheiro Zambon, secretário de saúde do Acre e vice-presidente da região Norte do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass); e Ana Paula Neves Marques de Pinho, diretora de impacto social do A.C.Camargo Cancer Center.

Os representantes dos hospitais de excelência apresentaram iniciativas concretas que relacionam tecnologia e redução de impacto ambiental, como o uso da telessaúde para evitar deslocamentos de pacientes, o monitoramento de emissões em hospitais e o fortalecimento de programas voltados à equidade e à saúde em territórios vulneráveis.

Foram citados exemplos como a atuação do Hospital Sírio-Libanês na Amazônia e no Nordeste, com o uso de teleatendimento para reduzir deslocamentos e emissões de CO₂, o projeto do HCor em cardiopatia congênita infantil, que utiliza tecnologias digitais para diminuir o tempo e os custos de viagens de famílias e equipes médicas, e as ações do A.C.Camargo Cancer Center, voltadas à integração com a atenção primária e à ampliação do diagnóstico precoce, estimulando a prevenção e o cuidado sustentável.

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Essas experiências, desenvolvidas em parceria com o Ministério da Saúde por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), reforçam o papel estratégico da cooperação entre o setor público e as instituições de excelência para acelerar a transição verde na saúde brasileira.

Saúde, clima e inovação

Durante o painel, os participantes reforçaram a importância de integrar a agenda climática às políticas de saúde, com foco em equidade territorial, inovação tecnológica e sustentabilidade operacional. Foram discutidos desafios específicos da Amazônia e de outras regiões remotas, onde o acesso a especialistas e a serviços de média e alta complexidade depende fortemente de soluções digitais e modelos assistenciais sustentáveis.

A troca de experiências mostrou que a descarbonização na saúde não depende apenas de infraestrutura verde, mas também de mudanças nos processos de trabalho, na cultura organizacional e na gestão baseada em dados, o que exige cooperação entre governos, instituições de pesquisa e o setor privado.

Max de Oliveira
Patrícia Rodrigues
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Transparência na execução de emendas parlamentares nos municípios é discutida durante Marcha dos Prefeitos em Brasília

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A participação do Ministério da Saúde (MS) na programação da 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios reforçou a importância da transparência, da rastreabilidade e da segurança na execução de recursos públicos destinados às ações municipais de saúde. Nesta quarta-feira (20), a Pasta compôs a mesa de instituições do painel “Captação de recursos e emendas parlamentares para ações municipais”. A marcha acontece até dia 21 de maio e recebe gestores, autoridades do poder executivo, prefeitos, vice-prefeitos e secretários de todas as regiões do país. 

A atividade integrou a programação complementar do evento conhecido como Marcha dos Prefeitos e teve como foco apoiar os municípios na qualificação da gestão pública e na ampliação da capacidade de captação de recursos para investimentos em obras, equipamentos e serviços essenciais à população. Participaram do diálogo, representantes do Governo do Brasil, órgãos de controle e gestores públicos. O consultor da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Denilson Magalhães, foi responsável pela mediação do painel. 

O diretor executivo do Fundo Nacional de Saúde (FNS), Darcio Guedes, representou o MS e apresentou orientações sobre a execução das emendas parlamentares, especialmente diante das mudanças decorrentes da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854, decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou inconstitucional o chamado orçamento secreto. A determinação estabelece que estados, municípios e instituições federais utilizem contas bancárias individualizadas para cada emenda parlamentar, ampliando os mecanismos de fiscalização e prestação de contas. 

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Em sua fala, Guedes destacou a necessidade de “executar o recurso com segurança técnico-jurídica” e chamou atenção para os saldos existentes nas contas municipais, registrados em plataformas como o Sistema de Investimentos Federais do Sistema Único de Saúde (InvestiSUS), que somam cerca de R$ 26 bilhões disponíveis para execução pelos municípios – de um total de 253 bilhões, o que representa 12% do orçamento. 

Ele explicou as funcionalidades da ferramenta e como utilizá-la para garantir eficácia no planejamento e na aplicação das verbas públicas. “É fundamental reconhecer que a vida se manifesta nos municípios. Compreender esse processo é de suma importância. O financiamento federal, em particular as emendas parlamentares, é dinâmico e apresenta desafios constantes. Trata-se de um recurso crucial, pois constitui a principal fonte de recursos públicos para a saúde. A preocupação do Ministério da Saúde é buscar uma execução correta e cada vez mais qualificada, com menos entraves burocráticos”, enfatizou. 

Foram apresentados, também, pelos demais palestrantes, instrumentos de acompanhamento e transparência, como o Painel Parlamentar, o portal ObrasGov, e o TransfereGov, utilizados para monitorar a aplicação dos recursos públicos. Outro ponto discutido foram as chamadas “emendas Pix” (indicadas diretamente por deputados e senadores aos municípios) e os desafios relacionados às transferências especiais, tema que exige atenção dos gestores quanto ao cumprimento das normas de prestação de contas. 

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A secretária-adjunta do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Regina Lemos, explicou os procedimentos relacionados à indicação de emendas, ao preenchimento dos planos de trabalho e aos dados exigidos nos planos de ação. Já a auditora do Tribunal de Contas da União (TCU), Patrícia Coimbra, reforçou orientações sobre prestação de contas e destacou a importância de manter a documentação atualizada, observar as normas vigentes e cumprir integralmente o previsto nos planos de trabalho. 

Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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