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Pesquisa baiana investiga qualidade do hidromel e propõe padrões para fortalecer produção nacional

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Estudo analisa hidromel produzido em diferentes regiões do país

Pesquisadores do Centro Tecnológico Agropecuário da Bahia (Cetab), vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri-BA), participaram de uma pesquisa nacional voltada à análise da qualidade do hidromel produzido no Brasil.

O trabalho, publicado nos Anais da Academia Brasileira de Ciências, avaliou as propriedades físico-químicas e aromáticas da bebida em amostras coletadas em diferentes regiões do país, com o objetivo de definir parâmetros de qualidade que possam fortalecer a produção e o comércio do produto no mercado nacional.

Hidromel da Bahia e de São Paulo foi foco da pesquisa

O estudo incluiu amostras produzidas na Bahia, especialmente nas regiões da Chapada Diamantina e do Recôncavo, além de exemplares oriundos de São Paulo.

De acordo com os pesquisadores Paulo Mesquita e Manuela Barreto, as análises consideraram fatores como tempo de fermentação, níveis de acidez (pH), resíduos minerais e compostos aromáticos voláteis.

Os resultados indicaram que tempo de conservação e condições de armazenamento interferem diretamente na acidez e na composição dos aromas do hidromel.

“A partir dessas características, foi possível estabelecer parâmetros que orientam a produção e o uso do hidromel, garantindo melhor qualidade e estabilidade ao produto”, explicou Mesquita.

Controle de pH é essencial para manter a qualidade da bebida

Entre as medidas propostas para assegurar a padronização da bebida, o estudo destaca o monitoramento do pH como etapa fundamental.

“Uma acidez elevada prejudica o processo de fermentação e compromete o sabor final do hidromel”, observou Manuela Barreto, reforçando a importância do controle químico durante a fabricação.

Pesquisa completa

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Bebida milenar tem potencial para crescer no mercado brasileiro

Considerado mais antigo que o vinho e a cerveja, o hidromel ainda é pouco explorado no Brasil e tem, em sua maioria, produção artesanal.

No entanto, o mercado global mostra potencial de expansão. Segundo levantamento da Fortune Business Insights, o setor deve crescer a uma taxa média anual de 18,71%, saltando de US$ 432,4 milhões em 2020 para US$ 1,6 bilhão até 2028.

Benefícios à saúde ampliam o interesse pela bebida

Além de seu valor gastronômico, o hidromel desperta interesse pela composição funcional e propriedades benéficas à saúde.

Estudos apontam que o consumo moderado pode ajudar na prevenção de doenças como diabetes, câncer, inflamações, infecções respiratórias e distúrbios gastrointestinais.

Esses efeitos estão relacionados à presença de ácidos orgânicos, compostos fenólicos e peptídeos provenientes do mel — base da fermentação que dá origem à bebida.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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