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Saúde de Cuiabá apresenta avanços e desafios do 2º quadrimestre de 2025 em audiência pública

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), apresentou na última sexta-feira (7) o Relatório Detalhado do 2º Quadrimestre de 2025, referente às ações e serviços executados entre maio e agosto. A audiência pública foi realizada na Câmara Municipal de Vereadores, sob a condução da Comissão de Saúde, que tem como membros os vereadores Michelly Alencar e Alex Rodrigues.

A apresentação foi conduzida pela secretária municipal de Saúde, Danielle Pedroso Dias Carmona Bertucini, acompanhada pelos secretários adjuntos da pasta, Cinara Brito (Atenção Primária), Cristhiane Leite (Saúde Bucal), Najla Brito (Atenção Especializada), Odair Mendonça (Atenção Secundária), Susana Gutierrez (Atenção Hospitalar e Complexo Regulador – SUS), Cleyton Eduardo Silva (Assistência Farmacêutica) e Naianne Faria Lima (Gestão), além do diretor-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), Israel Paniago. Servidores da rede municipal também participaram da audiência.

Durante a explanação, Danielle Carmona destacou os avanços alcançados na Atenção Primária e o aumento expressivo no número de procedimentos clínicos e diagnósticos realizados na rede pública. “Os números mostram que estamos avançando, reorganizando fluxos e ampliando o acesso da população aos serviços de saúde. Ainda há desafios, mas estamos trabalhando com planejamento, técnica e transparência para garantir uma rede mais eficiente e humanizada”, afirmou a secretária.

De acordo com o relatório, a execução orçamentária e financeira do período mostrou que a Prefeitura de Cuiabá liquidou R$ 433,5 milhões e pagou R$ 436,6 milhões em despesas, frente a uma previsão quadrimestral de R$ 476,3 milhões.

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Cerca de 50% dos recursos executados foram destinados ao custeio da folha de pagamento e encargos da SMS e da ECSP, com fonte do Tesouro Municipal. Ainda assim, houve uma frustração de receita de R$ 45,1 milhões, o que reforça a necessidade de reequilíbrio orçamentário.

Na Atenção Primária, os atendimentos individuais cresceram 21,5% em relação ao mesmo período de 2024, saltando de 234.826 para 285.468. Já os procedimentos individualizados aumentaram de 485.395 para 576.156.

Na Atenção Especializada, o total de procedimentos realizados nas unidades próprias subiu de 134.859 para 140.065. A Regulação do Acesso também apresentou melhoria: a taxa de agendamentos não confirmados caiu de 41% para 35%, uma redução de 14,6%.

As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Policlínicas registraram 1.356.015 atendimentos entre maio e agosto de 2025, um crescimento de 12,6% em relação ao mesmo período de 2024. UPA Sul: 317.608 atendimentos; UPA Leblon: 309.742; UPA Norte: 297.059; UPA Verdão: 268.830 e Policlínica do Pedra 90: 162.776.

Na Saúde Bucal, o total de atendimentos chegou a 59.714, sendo 29.995 na Atenção Primária, 15.229 na Atenção Secundária (CEOs e COs), 8.995 nas UPAs e 5.495 em ambiente hospitalar.
A Vigilância Epidemiológica intensificou o monitoramento de arboviroses e violências. Também foram notificados 906 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 132 de Covid-19.

A área de Zoonoses também teve atuação expressiva: foram 399.938 imóveis visitados para controle da dengue, 38.653 depósitos tratados e 4.134 eliminados. Já a Vigilância em Saúde do Trabalhador apresentou crescimento de 44% nas ações realizadas no período, com destaque para 553 ações inter e intrassetoriais, 437 atividades educativas e 341 formações de educação permanente.
Entre os desafios prioritários apontados pela gestão estão a baixa cobertura vacinal (ainda abaixo de 85% para vacinas como Hepatite B, Febre Amarela e Polio), as fragilidades na saúde bucal e oncológica, e a concentração de recursos hospitalares.

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Para enfrentar essas questões, a SMS definiu como ações estratégicas o fortalecimento das campanhas de vacinação, a ampliação do rastreamento oncológico e a busca por maior equilíbrio na distribuição orçamentária.

A vereadora Michelly Alencar ressaltou a importância da prestação de contas para a transparência na gestão pública. “Esses relatórios são fundamentais para que a sociedade e o Legislativo possam acompanhar de perto como os recursos estão sendo aplicados. É um momento de diálogo, em que reconhecemos os avanços, mas também apontamos os desafios que precisam ser superados”, destacou.

A secretária Danielle Carmona encerrou a audiência reforçando o compromisso da Prefeitura de Cuiabá com a transparência e a melhoria contínua dos serviços de saúde pública. “Nosso objetivo é oferecer uma saúde cada vez mais acessível, resolutiva e humanizada. Trabalhamos diariamente para que a população cuiabana tenha o cuidado e o atendimento que merece”, concluiu.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Resseguro se torna peça estratégica para proteger o agro diante dos riscos climáticos e da pressão sobre o crédito rural

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O aumento dos eventos climáticos extremos está transformando a gestão de riscos em uma das principais preocupações do agronegócio brasileiro. Secas prolongadas, chuvas excessivas, ondas de calor, granizo e outras ocorrências climáticas severas vêm impactando diretamente a produtividade no campo, pressionando o acesso ao crédito e elevando os desafios financeiros de produtores rurais em todo o país.

Nesse contexto, o seguro rural se consolidou como uma ferramenta essencial para proteger a atividade agropecuária. No entanto, por trás desse mecanismo existe uma estrutura fundamental para garantir sua viabilidade: o resseguro.

Responsável por compartilhar e diluir riscos de grande escala, o resseguro tem assumido papel cada vez mais estratégico para a sustentabilidade do sistema de seguros agrícolas no Brasil. Sua atuação permite que seguradoras mantenham capacidade financeira para indenizar produtores mesmo diante de perdas expressivas provocadas por eventos climáticos de grande magnitude.

Resseguro garante estabilidade ao mercado de seguros rurais

Na prática, o resseguro funciona como uma proteção para as próprias seguradoras. Ao absorver parte dos riscos assumidos pelas companhias de seguros, o mecanismo fortalece a capacidade de pagamento de indenizações e reduz impactos financeiros causados por sinistros concentrados em determinadas regiões ou culturas.

Esse suporte é considerado fundamental para assegurar a continuidade das operações do mercado segurador, especialmente em um cenário de crescente instabilidade climática.

Além de beneficiar diretamente os produtores rurais, o sistema contribui para a estabilidade de toda a cadeia de financiamento do agronegócio, reduzindo incertezas para instituições financeiras, investidores e demais agentes envolvidos no setor.

Avanço do crédito privado aumenta demanda por mecanismos de proteção

A importância do resseguro também cresce à medida que o crédito privado amplia sua participação no financiamento da produção agropecuária brasileira.

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Com a redução proporcional dos recursos subsidiados e a expansão de instrumentos privados de financiamento, aumenta a necessidade de mecanismos capazes de mitigar riscos e oferecer maior previsibilidade aos investidores.

Nesse ambiente, o seguro rural passou a ser visto como uma importante ferramenta de proteção patrimonial, enquanto o resseguro atua como o principal suporte financeiro que garante a existência dessas coberturas em larga escala.

Segundo Rafaela Barreda, presidente da Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber), a complexidade dos riscos enfrentados atualmente pelo setor exige estruturas cada vez mais robustas de proteção.

“O agronegócio brasileiro opera hoje em um ambiente de risco muito mais complexo do que há alguns anos. Eventos climáticos extremos deixaram de ser exceção e passaram a impactar diretamente produtividade, crédito e previsibilidade financeira no campo. Nesse contexto, o resseguro tem um papel estratégico porque é ele que garante capacidade ao sistema segurador para absorver perdas de grande escala e manter o seguro rural funcionando”, destaca.

Perdas climáticas superam R$ 110 bilhões por ano no Brasil

Os números evidenciam a dimensão do desafio. Levantamento do Centro Internacional Celso Furtado (CICEF) aponta que secas e chuvas extremas geram prejuízos econômicos estimados em aproximadamente R$ 110 bilhões por ano ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Ao mesmo tempo, a cobertura do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) segue limitada. Em 2025, a área atendida pelo programa representou pouco mais de 3% da área agrícola nacional, reforçando a necessidade de ampliar instrumentos privados de proteção e fortalecer a participação do resseguro no setor.

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Gestão de riscos passa a ser estratégica para o agronegócio

Especialistas alertam que os impactos das quebras de safra vão muito além das propriedades rurais. Perdas significativas afetam a renda dos produtores, comprometem a capacidade de pagamento, elevam a necessidade de renegociação de dívidas e influenciam diretamente os preços dos alimentos, as exportações e a arrecadação pública.

Diante desse cenário, a gestão de riscos deixou de ser apenas uma questão operacional para se tornar um fator estratégico para a estabilidade econômica do agronegócio brasileiro.

A crescente exposição climática também vem impulsionando mudanças na atuação de seguradoras e resseguradoras. Empresas do setor têm investido em modelos mais sofisticados de análise atuarial, monitoramento climático, inteligência territorial e uso de tecnologias para aprimorar a avaliação de riscos e a precificação das apólices.

Competitividade global depende de sistemas de proteção eficientes

A discussão ganha ainda mais relevância em um momento de crescente preocupação mundial com segurança alimentar e mudanças climáticas.

Como um dos maiores fornecedores globais de alimentos, fibras e bioenergia, o Brasil depende de mecanismos capazes de garantir previsibilidade e estabilidade à produção agropecuária. Nesse contexto, o fortalecimento do seguro rural e do resseguro passa a ser também uma questão de competitividade internacional.

Mais do que uma ferramenta técnica do mercado segurador, o resseguro vem se consolidando como um dos pilares que sustentam a resiliência do agronegócio brasileiro. Em um ambiente marcado por maior volatilidade climática, pressão sobre custos e desafios de financiamento, sua atuação se torna cada vez mais decisiva para garantir a continuidade da produção e a segurança econômica do campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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