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Demanda externa em queda e safra elevada pressionam preços da laranja no Brasil, aponta Cepea

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Os preços pagos pelas indústrias de suco pela laranja no mercado interno registraram queda nesta semana, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). A retração é resultado da combinação entre menor demanda internacional e aumento da oferta de frutas destinadas ao processamento.

De acordo com o Cepea, a caixa de 40,8 quilos, que vinha sendo negociada a cerca de R$ 50 na árvore, passou a ser comercializada por valores próximos de R$ 45.

Exportações de suco de laranja recuam 7,1%

Os dados mais recentes do Comex Stat/MDIC, divulgados nesta quinta-feira (6), reforçam o cenário de desaquecimento nas exportações.

Entre julho e outubro de 2025, o volume de suco de laranja exportado pelo Brasil somou 283,2 mil toneladas em equivalente concentrado (66° Brix), o que representa uma queda de 7,1% em relação ao mesmo período da safra anterior.

Oferta elevada amplia pressão sobre os preços

Além da menor demanda externa, o aumento na disponibilidade de laranjas para a indústria tem contribuído para intensificar a pressão sobre os preços. O avanço da colheita em importantes regiões produtoras, como São Paulo e Triângulo Mineiro, elevou o volume de frutas disponíveis, o que reduziu o poder de barganha dos produtores.

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Perspectivas para o setor citrícola

Analistas do Cepea destacam que a recuperação dos preços dependerá, principalmente, da retomada da demanda internacional e de possíveis ajustes no ritmo de oferta para a indústria. A expectativa é que o mercado continue atento às condições climáticas e aos movimentos do comércio exterior, que podem influenciar a formação de preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado do milho enfrenta pressão de preços com avanço da safrinha e cenário internacional desfavorável

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O mercado brasileiro de milho segue pressionado pelo avanço da colheita da segunda safra, pelo enfraquecimento da paridade de exportação e por um cenário internacional que ainda favorece o movimento de baixa das cotações. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que os preços médios registrados em junho já figuram entre os menores do ano em diversas regiões produtoras do país.

A combinação entre aumento da oferta, compradores cautelosos e estoques confortáveis tem reduzido o ritmo das negociações no mercado físico. Ao mesmo tempo, os contratos futuros operam próximos da estabilidade nas bolsas internacionais, enquanto analistas recomendam estratégias mais defensivas para a comercialização da safra.

Preços do milho atingem os menores patamares de 2026

Levantamentos do Cepea indicam que as médias parciais de junho, apuradas até o dia 18, já representam os menores níveis nominais do ano em importantes praças produtoras.

A pressão vem principalmente da entrada da segunda safra no mercado. Consumidores internos acompanham o avanço da colheita e, diante de estoques considerados suficientes para o curto prazo, evitam aquisições mais agressivas.

Outro fator que contribui para o recuo das cotações é a queda recente dos preços internacionais, que reduz a atratividade das exportações brasileiras e enfraquece a formação dos preços internos.

Do lado da oferta, produtores que possuem capacidade de armazenagem e não necessitam de liquidez imediata seguem restringindo as vendas, aguardando melhores oportunidades de mercado.

Chicago opera próxima da estabilidade

No cenário externo, os contratos futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a semana com movimentações limitadas.

O mercado acompanha de perto os desdobramentos das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã. A expectativa de avanços diplomáticos entre os dois países tem pressionado os preços do petróleo, influenciando indiretamente o mercado de grãos.

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Além da questão geopolítica, os investidores seguem monitorando as condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras norte-americanas, fator que mantém perspectivas positivas para a safra dos Estados Unidos.

B3 registra leves altas nos contratos futuros

Na Bolsa Brasileira (B3), os contratos futuros do milho apresentaram leve recuperação no início da semana.

As principais posições permaneceram negociadas entre R$ 64,00 e R$ 73,00 por saca, refletindo um movimento técnico após as recentes quedas observadas no mercado doméstico.

Apesar dos ganhos pontuais, o ambiente continua marcado por cautela, já que a entrada de grandes volumes da safrinha tende a manter a oferta elevada nas próximas semanas.

Estratégia de venda ganha importância

Diante do atual cenário, consultorias de mercado recomendam que os produtores adotem estratégias mais estruturadas de comercialização.

Segundo a TF Agroeconômica, concentrar vendas durante o pico da colheita pode ampliar a pressão sobre os preços recebidos pelo produtor. A orientação é realizar vendas escalonadas, aproveitar eventuais repiques técnicos e utilizar ferramentas de proteção de preços, como contratos futuros e operações de hedge.

A armazenagem também ganha relevância como instrumento para diluir a oferta ao longo do tempo e reduzir a necessidade de comercialização em momentos de maior pressão do mercado.

Cooperativas e cerealistas, por sua vez, podem intensificar programas de comercialização gradual e ampliar o suporte aos produtores na utilização de instrumentos de gestão de risco.

Compradores encontram ambiente favorável

Para indústrias consumidoras, fábricas de ração e demais segmentos da cadeia, o momento continua favorável para aquisições programadas.

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Com a perspectiva de aumento da disponibilidade de milho no mercado interno, compradores têm conseguido atuar sem necessidade de alongar excessivamente suas posições, realizando compras graduais conforme a demanda.

O cenário também é sustentado por fatores externos, como a menor demanda para produção de etanol nos Estados Unidos, estoques globais relativamente confortáveis e a expectativa de grandes safras na América do Sul.

Clima segue no radar para a próxima temporada

Embora o foco atual esteja na comercialização da safrinha, o mercado já monitora os efeitos climáticos sobre a próxima temporada.

A atuação do fenômeno El Niño pode provocar excesso de chuvas na Região Sul e períodos de irregularidade hídrica acompanhados de temperaturas elevadas no Centro-Oeste.

Para o milho verão, existe preocupação com possíveis atrasos na semeadura em algumas áreas. Já para a segunda safra de 2027, eventuais atrasos no plantio da soja poderiam comprometer a janela ideal de cultivo do cereal.

Perspectiva permanece de cautela

O mercado de milho segue enfrentando um ambiente predominantemente baixista, marcado pelo avanço da colheita brasileira, condições favoráveis para a safra norte-americana e demanda internacional menos aquecida.

Analistas destacam que uma recuperação mais consistente dos preços dependeria de fatores capazes de alterar significativamente a oferta global, especialmente eventuais problemas climáticos no cinturão produtor dos Estados Unidos.

Até lá, a tendência é de manutenção da volatilidade e de atenção redobrada dos produtores na gestão comercial da safra, buscando preservar margens em um cenário de preços pressionados.

Fonte: Portal do Agronegócio

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