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Colheita de trigo começa em Mafra (SC) e deve ganhar ritmo na próxima semana

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Início da colheita marca avanço da safra em Mafra

A colheita do trigo safra 2025/26 começou em algumas áreas do município de Mafra, no Planalto Norte de Santa Catarina, segundo informações do departamento técnico da Cooperativa de Produção e Consumo Concórdia (Copérdia).

Apesar do início pontual, os trabalhos devem se intensificar na próxima semana, à medida que mais áreas atingem o ponto ideal de maturação.

De acordo com a cooperativa, os cooperados da Copérdia cultivaram cerca de 500 hectares do cereal, enquanto o município de Mafra totalizou 4,5 mil hectares dedicados ao trigo nesta safra.

Boas produtividades nas primeiras áreas colhidas

As lavouras locais estão em fase final de maturação, e as primeiras colheitas indicam rendimentos satisfatórios.

Segundo a Copérdia, as áreas colhidas até o momento apresentaram média de 3.900 quilos por hectare, com peso hectolítrico (PH) de 80, índice considerado de excelente qualidade.

Mesmo com bons resultados, técnicos alertam que os volumes de chuva elevados e o granizo registrado na região no dia 4 provocaram danos pontuais em algumas lavouras, o que pode afetar parcialmente o desempenho de determinados talhões.

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Expectativa regional é de produtividade estável

Apesar das adversidades climáticas, a Copérdia mantém expectativa otimista para o desempenho da safra 2025/26.

A cooperativa projeta rendimento médio de 3.300 quilos por hectare, resultado próximo ao alcançado em safras anteriores e considerado satisfatório diante das condições meteorológicas da temporada.

Trigo em Santa Catarina: leve redução de área e produção

De acordo com estimativa recente da consultoria Safras & Mercado, o cultivo de trigo em Santa Catarina deverá ocupar 110 mil hectares na temporada 2025/26 — uma redução de 4,3% em relação aos 115 mil hectares semeados na safra passada.

A produção estadual está projetada em 380 mil toneladas, o que representa queda de 5% frente às 400 mil toneladas colhidas em 2024/25.

O rendimento médio deve passar de 3.478 quilos por hectare para 3.455 quilos, uma leve redução de 0,7%, refletindo o impacto das variações climáticas registradas ao longo do ciclo produtivo.

Perspectivas para a safra 2025/26

Mesmo com a retração leve na área e na produção estadual, o desempenho inicial das lavouras em Mafra reforça a resiliência do trigo catarinense.

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A expectativa dos técnicos é de que, mantidas as condições atuais, a safra apresente grãos de boa qualidade e produtividade dentro da média, consolidando o município como uma das principais regiões produtoras do estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesquisa inédita define manejo de micronutrientes no cacau e pode elevar a produtividade das lavouras

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A cacauicultura brasileira acaba de ganhar um importante avanço científico que promete aumentar a eficiência da produção e reduzir custos no campo. Pesquisadores do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia (PCTSul) desenvolveram a primeira referência técnica específica para o manejo dos micronutrientes cobre, ferro, manganês e zinco em lavouras de cacau cultivadas na região Sul da Bahia.

Os resultados, publicados na revista científica Soil Science Society of America Journal, estabelecem faixas inéditas de disponibilidade desses nutrientes no solo, oferecendo uma base mais precisa para interpretação de análises laboratoriais e definição das recomendações de adubação.

A expectativa é que a nova metodologia contribua para aumentar a produtividade das lavouras, reduzir desperdícios de fertilizantes, diminuir custos de produção e tornar o uso dos recursos naturais mais eficiente.

Pesquisa cria referência inédita para a cacauicultura brasileira

O estudo foi liderado pelo engenheiro agrônomo e pesquisador do PCTSul, Edson França, mestre em Produção Vegetal, e representa um marco para a nutrição mineral do cacaueiro.

Segundo o pesquisador, a ausência de parâmetros específicos para a cultura fazia com que muitas recomendações de adubação fossem realizadas com base em referências desenvolvidas para outras culturas ou em critérios generalistas.

A pesquisa reuniu centenas de amostras de solo coletadas ao longo de vários anos em áreas comerciais de produção de cacau no Sul da Bahia. A partir da análise dos dados, os pesquisadores conseguiram estabelecer faixas consideradas ideais para cada micronutriente, identificando situações de deficiência, equilíbrio e excesso no solo.

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Esses elementos — cobre, ferro, manganês e zinco — são absorvidos em pequenas quantidades pelas plantas, mas exercem papel fundamental no desenvolvimento vegetativo, na formação dos frutos e no potencial produtivo das lavouras.

Adubação mais precisa reduz custos e impactos ambientais

Com a nova classificação, técnicos e produtores passam a contar com informações específicas para definir o manejo nutricional do cacaueiro.

A utilização de parâmetros mais precisos tende a evitar aplicações desnecessárias de fertilizantes, reduzindo desperdícios, diminuindo os custos de produção e minimizando impactos ambientais causados pelo uso excessivo de insumos.

Além do benefício econômico, a adoção de recomendações mais ajustadas contribui para melhorar a fertilidade do solo e aumentar a sustentabilidade dos sistemas produtivos.

Camada superficial do solo oferece diagnóstico mais eficiente

Outro resultado relevante da pesquisa diz respeito à profundidade ideal para as análises de solo.

Os pesquisadores identificaram que a camada superficial, entre 0 e 10 centímetros, apresenta maior capacidade para indicar desequilíbrios nutricionais nas lavouras de cacau, permitindo diagnósticos mais rápidos e precisos do que o modelo tradicional baseado em amostras coletadas até 20 centímetros de profundidade.

O estudo também verificou que os micronutrientes apresentam distribuição distinta nas diferentes camadas do solo, reforçando a importância de avaliações que considerem múltiplas profundidades para ampliar a confiabilidade dos diagnósticos agronômicos.

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Ciência aproxima recomendações da realidade do produtor

De acordo com os pesquisadores, este é um dos primeiros estudos realizados no Brasil a desenvolver classes específicas de interpretação dos micronutrientes para o cacaueiro com base em informações obtidas diretamente em áreas comerciais de produção.

Essa abordagem permite aproximar a pesquisa científica das condições reais enfrentadas pelos produtores, tornando as recomendações técnicas mais eficientes e aplicáveis ao campo.

Até então, a ausência de referências específicas fazia com que muitas decisões sobre adubação fossem tomadas de forma empírica ou utilizando parâmetros desenvolvidos para outras culturas.

Projeto reúne instituições de pesquisa

Os dados utilizados na pesquisa foram obtidos por meio do Projeto Renova Cacau, desenvolvido em parceria com o Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia.

O trabalho contou ainda com a participação do Centro de Inovação do Cacau (CIC), unidade operacional do PCTSul, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e de outras instituições de pesquisa.

Com a definição dessas novas referências técnicas, a expectativa é que o manejo nutricional do cacaueiro entre em uma nova etapa, oferecendo maior precisão na adubação, aumento da produtividade e fortalecimento da competitividade da cacauicultura brasileira.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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