AGRONEGÓCIO

Cuiabá conquista cofinanciamento estadual de R$ 5 milhões para o novo Centro Médico Infantil

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A Prefeitura de Cuiabá garantiu, nesta quinta-feira (6), durante a 9ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Bipartite do Estado de Mato Grosso (CIB/MT), a aprovação do cofinanciamento estadual excepcional de investimento no valor de R$ 5.098.869,36. O recurso será destinado à aquisição de equipamentos para o Centro Médico Infantil (CMI) Antonny Gabriel de Souza Gomes de Moraes, que será o primeiro hospital 100% pediátrico da capital mato-grossense.

A CIB/MT é reconhecida como um dos principais espaços de pactuação e fortalecimento da governança do Sistema Único de Saúde (SUS), reunindo gestores estaduais e municipais para decisões conjuntas que assegurem transparência e eficiência na gestão pública da saúde.

O CMI, construído ao lado do antigo Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá, representa um avanço histórico na assistência pediátrica. Quando inaugurado, funcionará 24 horas, com estrutura totalmente voltada ao pronto atendimento infantil.

Retomada pela gestão do prefeito Abilio Brunini após ter sido abandonada pela administração anterior, a obra recebeu investimento de R$ 11,8 milhões e passou por uma ampla reestruturação, com um projeto mais moderno, humanizado e acolhedor. O prédio já se encontra em fase final de implantação, com a inauguração prevista para ocorrer nos próximos 40 dias.

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Entre os principais ambientes estão consultórios, salas de classificação de risco (vermelha, amarela e verde), sala de medicação com 10 poltronas, área de exames, oito leitos de observação, sala de curativo e isolamento, além de farmácia, serviço social, recepção e salas de apoio técnico e administrativo.

O CMI também será o primeiro hospital da capital a oferecer atendimento odontológico exclusivo para crianças, com equipe composta por nove odontopediatras. O serviço funcionará de forma integrada ao pronto atendimento, prestando suporte 24 horas tanto para urgências quanto para procedimentos eletivos. O setor contará com tecnologia moderna e estrutura projetada para o conforto e acolhimento do público infantil e seus acompanhantes.

O Governo do Estado de Mato Grosso tem sido um importante parceiro na consolidação desse projeto, reconhecendo a relevância do CMI não apenas para Cuiabá, mas para todo o sistema de saúde da Baixada Cuiabana. A parceria demonstra o compromisso conjunto entre Estado e Município em fortalecer a rede de atenção à saúde, com foco especial na infância e na melhoria dos serviços prestados à população.

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Para a secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, o cofinanciamento estadual representa o reconhecimento do trabalho que vem sendo desenvolvido em Cuiabá.

“Essa aprovação na CIB é resultado de muito diálogo e da seriedade com que tratamos a saúde pública. Esses recursos vão permitir que o CMI comece a funcionar com equipamentos de ponta, garantindo um atendimento digno, humanizado e de qualidade para nossas crianças”, destacou a gestora.

Com a nova unidade, Cuiabá reforça o compromisso com a ampliação e qualificação da rede municipal de saúde, priorizando o cuidado integral das crianças e reafirmando o compromisso da atual gestão com uma saúde pública mais moderna, eficiente e acolhedora.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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