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Relevância da Defensoria é destaque no encerramento do Encontro do Sistema de Justiça Criminal de MT

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A relevância do trabalho da Defensoria Pública na esfera criminal foi tema do painel de encerramento do “VI Encontro do Sistema de Justiça Criminal de Mato Grosso”, realizado nesta sexta-feira (31) no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, em Cuiabá. Protagonizada pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Sebastião Alves dos Reis Júnior e comentada pelo conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Ulisses Rabaneda dos Santos, a palestra intitulada “Da Defensoria ao Judiciário: entre o direito individual e o dever de lealdade ao Sistema de Justiça” mostrou como a instituição tem se portado perante os tribunais estaduais e superiores. A juíza de direito Alethea Assunção Santos presidiu a mesa de debates.

“Sou testemunha ocular da qualidade dos trabalhos realizados pelos defensores públicos de todo o Brasil, que levam o cidadão, por muitas vezes, a escolher um defensor e não um advogado particular para representá-lo. A Defensoria não decepciona. Ao olhar sua atuação nas turmas criminais, vemos números impressionantes. Em 2019, a Defensoria foi parte, apenas nas turmas criminais, em mais de 48 mil processos, número que chegou a quase 50 mil em 2023. Se considerar até junho de 2024, há 256 mil processos que a Defensoria participa como parte. Tendo em conta só recursos em habeas corpus, em cinco anos chega a 160 mil a impetração de recursos”, destacou o ministro do STJ Sebastião Alves dos Reis Júnior.

Durante sua fala, Sebastião Alves elogiou a atuação do Grupo de Atuação Estratégica das Defensorias Públicas Estaduais e Distrital nos Tribunais Superiores (Gaets), criado para atuar de forma estratégica nos tribunais superiores, como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o STJ, com o objetivo de representar a voz da Defensoria Pública e da população mais vulnerável, buscando influenciar decisões e proteger seus direitos em casos de repercussão nacional.

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“O Gaets é uma forma encontrada pela Defensoria de otimizar seu tempo, onde é debatido em conjunto temas relevantes a todas as Defensorias estaduais. É muito comum hoje em dia, quando se discute no STJ, durante as sessões criminais, olharmos e percebermos a presença de vários defensores públicos que estão acompanhando os julgamentos, pois aquela decisão deixa de ser de interesse de apenas um estado do Brasil, mas passa a ser de interesse para todos. Isso é uma forma de otimizar o tempo. A Defensoria deixou de se limitar à defesa pura e simples dos mais necessitados. Hoje percebemos sua presença em debates de teses que afetam a compreensão dos direitos difusos e coletivos”, disse o ministro.

Atuando como debatedor, o conselheiro do CNJ Ulisses Rabaneda afirma que “hoje, nos tribunais superiores, a Defensoria tem sido protagonista de grandes teses relacionadas ao direito de defesa. A instituição tem atuado e produzido perante os tribunais um trabalho relevante no exercício do direito de defesa de todos, como também vem gestando teses de reconhecimento de direitos e garantias individuais”.

Valorização da instituição – Além de elogiar o trabalho da Defensoria, Sebastião Alves fez questão de reforçar a necessidade de valorizar a instituição que tem o dever institucional de defender a população em situação de vulnerabilidade social.

“O acesso à Justiça é uma garantia constitucional, não se limitando ao cidadão reivindicar o seu direito. É necessário que o Estado assegure o direito, independentemente de qualquer ação do indivíduo. Nesse sentido é importante destacar que no Brasil, em uma demonstração sincera do legislador de garantir o acesso à Justiça, a Defensoria tem status constitucional de ser indispensável à Justiça e com competência para defender de forma judicial e extrajudicial o cidadão de forma integral e gratuita. Mas a Defensoria ainda possui frágil condição orçamentária, que reflete na escassez de material humano e estrutural. O Estado precisa reconhecer a importância da Defensoria e dedicar a atenção que ela merece, destinando recursos suficientes para que possa se estruturar e responder às suas competências naturais”, afirmou o ministro.

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“Aqui em Mato Grosso temos uma Defensoria Pública formada por profissionais aguerridos e vocacionados que atuam não só na proteção de direitos individuais, mas em direitos difusos e coletivos”, complementou a juíza de direito Alethea Assunção Santos.

O “VI Encontro do Sistema de Justiça Criminal do Estado de Mato Grosso – Ideários entre a Lei e a Realidade” contou com palestras e debates que abordam a evolução e os desafios do sistema de justiça no estado. O evento é idealizado e coordenado pelo desembargador Marcos Machado (TJMT), com realização da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), em parceria com a Escola Superior da Defensoria Pública (Esdep), Escola Superior da Advocacia (ESA/OAB-MT) e Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público Estadual (MPMT).

Autor: Paulo Henrique Fanaia

Fotografo:

Departamento: Assessoria DPEMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Desafio Judiciário Sustentável 2026 mobiliza unidades do TJMT em busca de consumo consciente

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A imagem mostra um edifício com as palavras O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) instituiu o “Desafio Judiciário Sustentável 2026”. Por meio de ações voltadas ao consumo consciente, redução de desperdício e de gastos e incentivos à reciclagem, o objetivo é fortalecer dentro do Poder Judiciário a cultura da sustentabilidade. A iniciativa foi estabelecida pela Portaria TJMT/PRES nº 751, de 27 de maio de 2026.

O desafio envolverá áreas administrativas, gabinetes de desembargadores e comarcas de todo o estado. A proposta é acompanhar e avaliar indicadores relacionados ao consumo e gasto de diferentes despesas, além da destinação adequada de resíduos sólidos recicláveis, estimulando práticas mais sustentáveis no ambiente institucional.

O Núcleo de Sustentabilidade acompanha o desempenho das unidades ao longo do ciclo de avaliação, que compreende o período de 1º de julho de 2025 a 30 de junho de 2026. Nesse período, são monitorados indicadores relacionados ao consumo de água, energia elétrica, papel, copos descartáveis, impressões e equipamentos de impressão, gastos com telefonia, transporte e serviços gráficos e destinação adequada de resíduos sólidos recicláveis.

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Os indicadores serão calculados de forma proporcional ao número de magistrados, servidores e estagiários de cada unidade. A portaria também estabelece pesos diferentes para cada indicador, considerando o impacto ambiental e a relevância institucional de cada item. Entre os critérios com maior peso estão consumo de papel, impressão, equipamentos de impressão e destinação adequada de resíduos recicláveis.

“As unidades devem dedicar atenção especial à redução de impressões desnecessárias, ao uso consciente do papel, à devolução de impressoras ociosas e ao fortalecimento das ações de separação e encaminhamento correto dos resíduos recicláveis. A intenção é incentivar mudanças de comportamento e fortalecer práticas alinhadas à responsabilidade ambiental”, explica a gestora do Núcleo de Sustentabilidade do TJMT, Jaqueline Schoffen.

Como forma de reconhecimento, o Desafio Judiciário Sustentável entregará selos Diamante, Ouro, Prata e Bronze às unidades com melhor desempenho.

Os selos serão entregues durante o 11º Evento de Sustentabilidade do Poder Judiciário de Mato Grosso, que será realizado no segundo semestre de 2026. A premiação tem como objetivo reconhecer e valorizar as unidades que se destacarem na adoção de práticas sustentáveis e no uso eficiente dos recursos públicos.

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Além de estimular a conscientização ambiental dentro do Judiciário, a iniciativa também vai ao encontro da melhoria da gestão de recursos públicos e fortalecimento de práticas sustentáveis no dia a dia institucional.

Clique aqui e confira a portaria na íntegra.

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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