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Autoridades destacam impacto cultural e econômico do show do Guns N’ Roses

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Lideranças políticas e culturais de Mato Grosso celebraram o sucesso do show do Guns N’ Roses, realizado na noite de sexta-feira (31) na Arena Pantanal, e destacaram o marco que o evento representa para a capital. Para os representantes do Estado e do município, a apresentação histórica reforça o potencial de Cuiabá como novo destino de grandes shows internacionais, impulsionando o turismo, o comércio e a economia local.

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi, afirmou que o evento consolida Cuiabá no circuito mundial de grandes espetáculos. “Muito bom para Cuiabá, para Mato Grosso. Fortalece o turismo, atrai gente de fora. Nós não poderíamos ficar fora do circuito internacional. Esse show prova isso: 40, 50 mil pessoas, arena lotada, um grande evento, muito organizado. É o início de uma nova fase para nossa capital”, destacou.

A presidente da Câmara Municipal, vereadora Paula Calil, ressaltou o fomento ao comércio e ao turismo gerado pelo evento. “Um show dessa magnitude movimenta bares, restaurantes e pontos turísticos. Temos visitantes de todo o Brasil e até do exterior. É muito importante que Cuiabá continue promovendo eventos desse porte, bem organizados e que fortalecem a nossa economia”, afirmou.

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O secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), David Moura, classificou o momento como histórico e elogiou a estrutura e a união entre governo e prefeitura. “Tudo foi feito com muito carinho. A experiência está sensacional, a arena lotada, todo mundo feliz. É a primeira de muitas vezes, porque foi um sucesso. Governador, prefeitura e forças de segurança trabalharam juntos para proporcionar essa experiência única. É uma honra para Cuiabá receber um show dessa magnitude”, afirmou.

Moura também comentou sobre o prefeito Abílio Brunini, que cumpre agenda internacional: “O prefeito Abílio é um grande parceiro. Ele está em viagem de trabalho, aproveitando oportunidades importantes para Cuiabá. Enquanto isso, a gente curte aqui esse momento histórico”, disse.

O secretário municipal de Cultura, Johnny Everson, destacou o comportamento do público e a pluralidade cultural do Estado. “Aqui em Mato Grosso mostramos que não temos preconceito musical. Tem sertanejo curtindo rock, tem siririeiro curtindo rock, e todos em paz, em harmonia. É um divisor de águas na história dos grandes eventos do nosso Estado”, afirmou.

Johnny aproveitou para fazer um apelo aos organizadores internacionais, destacando o sucesso de público do show que vendeu mais de 40 mil ingressos, esgotando quase toda a capacidade da Arena Pantanal. De acordo com os organizadores, 20 mil ingressos foram vendidos em apenas uma hora, e os setores mais disputados, como os bangalôs, esgotaram rapidamente. “Quero pedir aos grandes realizadores que, quando forem aos Estados Unidos ou à Europa participar dos leilões de roteiros da América Latina, incluam Mato Grosso no circuito. A gente lota e lota rápido, como ficou provado com o Guns N’ Roses”, reforçou.

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O deputado federal José Medeiros destacou o papel do evento para o fortalecimento da economia e do turismo estadual. “Mostra que o Estado entrou no circuito dos grandes shows. É o início de uma sequência de eventos de alto nível. A economia ganha, os hotéis lotaram, o comércio inteiro se beneficia. É um orgulho ver isso acontecendo em Cuiabá”, avaliou.

A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, também elogiou a estrutura e o trabalho conjunto de fiscalização. “É um show maravilhoso, ansiosamente esperado pelos cuiabanos. A Sorp trabalhou com dedicação para garantir toda a estrutura de segurança e licenciamento. É uma grande celebração cultural.”

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Por que o milho das festas juninas está mais caro mesmo com safra recorde no Brasil? Entenda os fatores por trás do aumento

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O milho é o grande protagonista das festas juninas no Brasil, presente em receitas tradicionais como pamonha, canjica, curau, bolos e na espiga cozida vendida em barracas e quermesses. No entanto, o que chama atenção em 2026 é o contraste entre a abundância da produção agrícola e o preço elevado do alimento nas celebrações.

Mesmo com uma safra recorde, o consumidor final ainda paga caro pelo produto pronto, evidenciando que o valor do milho vai muito além da porteira.

Brasil registra safra recorde, mas preço do milho em grão recua no campo

De acordo com dados do IBGE, a produção brasileira de milho atingiu 141,7 milhões de toneladas em 2025, estabelecendo um novo recorde nacional. O cenário é de ampla oferta do cereal no mercado interno.

No campo, os preços seguem em trajetória de queda. Levantamentos do setor indicam que:

  • O milho em grão acumula queda superior a 4% em 12 meses
  • A saca do cereal registra desvalorização próxima de 10% em relação ao ano anterior

Apesar disso, essa redução não tem sido repassada ao consumidor final que compra o produto pronto nas festas juninas.

Espiga pode custar até R$ 15 em festas juninas pelo país

Enquanto o preço do grão recua, o valor da espiga cozida nas festas juninas segue elevado. Em diferentes regiões do país, os preços variam significativamente:

  • Boa Vista e Recife: cerca de R$ 5 por espiga
  • São Paulo (eventos estruturados): até R$ 15 por unidade
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A diferença evidencia que o custo do milho servido nas quermesses é influenciado por uma cadeia complexa de serviços, e não apenas pelo valor da matéria-prima.

Do campo à festa: cadeia de custos explica distorção de preços

A formação do preço do milho consumido nas festas juninas envolve uma série de etapas além da produção agrícola. Entre os principais fatores estão:

  • Transporte e logística
  • Combustível
  • Gás e carvão utilizados no preparo
  • Mão de obra temporária
  • Aluguel de espaços em eventos
  • Taxas e custos operacionais de festas e quermesses

Esses elementos acabam representando uma parcela significativa do valor final pago pelo consumidor, muitas vezes superior ao custo do próprio alimento.

Qualidade do milho começa no manejo da lavoura

Antes de chegar às festas, o milho depende diretamente das condições de produção no campo. Fatores como fertilidade do solo, disponibilidade de nutrientes e manejo agronômico adequado são determinantes para a qualidade da espiga.

A adubação correta influencia o desenvolvimento da planta, garantindo melhor enchimento de grãos, uniformidade e aparência comercial valorizada no mercado de alimentos.

O fornecimento equilibrado de nutrientes como nitrogênio, fósforo e potássio também impacta diretamente produtividade e qualidade do milho destinado ao consumo humano.

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Fertilidade do solo e tecnologia elevam valor agregado do milho

Segundo o CEO da GIROAgro, Leonardo Sodré, a boa safra não impacta apenas o volume produzido, mas também a necessidade de investimentos em tecnologia e manejo adequado.

“A perspectiva de uma boa safra é importante não apenas para garantir o abastecimento, mas também para estimular investimentos em tecnologia, inovação e desenvolvimento de soluções que aumentem a produtividade e a qualidade das lavouras”, destaca.

Ele ressalta ainda que, no milho destinado ao consumo humano, a fertilização adequada é essencial para garantir padrão comercial e valor agregado.

Milho segue como símbolo cultural e motor econômico das festas juninas

Muito além do campo, o milho ocupa papel central nas celebrações juninas em todo o país, especialmente em estados como Pernambuco, Paraíba, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e São Paulo.

A cadeia produtiva envolvida nas festas movimenta produtores rurais, cooperativas, distribuidores, supermercados, comerciantes ambulantes, restaurantes e organizadores de eventos.

O resultado é um fenômeno econômico e cultural: mesmo com a queda no preço do grão, o valor final ao consumidor segue elevado, refletindo a complexidade da cadeia entre a produção agrícola e o consumo nas festas populares brasileiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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