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Promotoria e PM intensificam ações de trânsito em Feliz Natal

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Em alusão à Semana Nacional de Trânsito, o Ministério Público de Mato Grosso, por meio da Promotoria de Justiça de Feliz Natal (530 km de Cuiabá), articulou junto à Polícia Militar uma série de ações educativas e fiscalizatórias voltadas à conscientização e segurança viária no município.As atividades foram realizadas entre os dias 18 e 25 de setembro, com destaque para palestras em escolas públicas, blitz educativas com participação de estudantes e operações de fiscalização em pontos estratégicos da cidade e rodovias estaduais.O promotor de Justiça Daniel Luiz dos Santos, responsável pelo acompanhamento das políticas públicas de trânsito na comarca, ressaltou a importância da atuação integrada entre instituições. “A educação para o trânsito começa nas escolas e se consolida com a presença efetiva dos órgãos de segurança. Nosso objetivo é salvar vidas e promover uma cultura de respeito às normas”, afirmou.Durante as ações educativas, policiais militares ministraram instruções sobre documentação obrigatória, uso do cinto de segurança, transporte adequado de crianças, riscos da condução sob efeito de álcool e procedimentos em blitz. Estudantes participaram ativamente de blitz educativas, distribuindo panfletos e exibindo cartazes confeccionados em sala de aula.Já nas ações repressivas, foram lavrados 53 autos de infração por irregularidades como condução sem habilitação, ausência de cinto de segurança, veículos não licenciados, falta de documentos obrigatórios e estacionamento irregular em vagas reservadas. Uma das barreiras resultou ainda na apreensão de entorpecentes.O promotor de Justiça Daniel Luiz dos Santos também destacou o papel da fiscalização. “A repressão qualificada é necessária para coibir condutas que colocam em risco a vida de todos. Mas ela deve caminhar lado a lado com a educação, que é o verdadeiro motor da mudança social.”

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Liminar atende MPMT e cobra reforço na Politec de Pontes e Lacerda

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A Justiça deferiu, nesta segunda-feira (25), o pedido de tutela de urgência formulado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) em ação civil pública que cobra a regularização do quadro de profissionais na unidade da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Pontes e Lacerda (444 km de Cuiabá). A decisão atende solicitação apresentada pela promotora de Justiça Mariana Batizoco Silva Alcântara.A ação foi proposta após apuração de irregularidades no funcionamento da unidade, especialmente relacionadas à insuficiência de papiloscopistas e técnicos em necropsia. De acordo com o Ministério Público, o déficit de servidores tem comprometido a realização de perícias urgentes em uma região que abrange 10 municípios, gerando prejuízos à população e à própria persecução penal.O processo evidencia que a Politec local opera com quadro reduzido, contando com apenas dois papiloscopistas e dois técnicos em necropsia, além de registros frequentes de escalas de plantão incompletas. Em fevereiro de 2026, por exemplo, foram constatados oito dias sem papiloscopista e dois dias sem técnico em necropsia, enquanto a escala de maio do mesmo ano indicou dias totalmente sem cobertura pericial e poucos períodos com equipe completa.A precariedade do serviço também teve reflexos diretos na população. Um dos casos citados nos autos relata que uma família aguardou mais de dez horas para a liberação de um corpo após acidente de trabalho, em razão da ausência de equipe disponível na unidade. Na decisão, o juiz Marcelo Ferreira Botelho reconheceu a presença dos requisitos legais para concessão da tutela de urgência. Segundo o magistrado, a atividade pericial é essencial para a segurança pública e para a produção de provas nos processos criminais, sendo dever do Estado garantir a continuidade e a eficiência do serviço. O magistrado ressaltou ainda que os elementos juntados ao processo demonstram que a deficiência é estrutural, recorrente e reconhecida pela própria administração, que apontou a necessidade de concurso público para recomposição do quadro. Para o Judiciário, a omissão estatal injustificada autoriza a intervenção judicial, sem violação ao princípio da separação dos poderes. Com a decisão, o Estado de Mato Grosso deverá adotar providências para o provimento das vagas de papiloscopista e técnico em necropsia no prazo de 30 dias. Também foi determinado que, em até 15 dias, sejam iniciados ou demonstrados os procedimentos para contratação temporária emergencial desses profissionais, até que ocorra o preenchimento definitivo dos cargos. Além disso, o Estado deverá implementar de forma imediata medidas de gestão para garantir o funcionamento contínuo da unidade, como o remanejamento de servidores de outras regiões, oferta de plantões extraordinários e suporte logístico necessário para cobrir integralmente as escalas de plantão.A decisão também prevê que o Estado apresente relatório detalhado das ações adotadas, incluindo cronograma de contratação e escala de trabalho atualizada, sob pena de aplicação de multa em caso de descumprimento.Na ação, o Ministério Público destaca que a falta de profissionais compromete não apenas o atendimento à população, mas também o andamento de investigações e processos judiciais, uma vez que a perícia oficial é indispensável para a comprovação da materialidade dos crimes, conforme previsto na legislação processual penal.

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Nº PJE: 1002848-13.2026.8.11.0013.

Fotos: Politec-MT

Fonte: Ministério Público MT – MT

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