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Cuiabá reforça ações de conscientização no Dia Nacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Doenças Falciformes

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reforça, neste 27 de outubro, Dia Nacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Doenças Falciformes, a importância do diagnóstico precoce, do acompanhamento contínuo e da garantia dos direitos das pessoas que convivem com a condição. A data tem como objetivo ampliar a conscientização sobre a doença e fortalecer o acesso integral ao tratamento por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

A Doença Falciforme (DF) é uma condição genética e hereditária causada por uma mutação no gene responsável pela produção da hemoglobina. Nas pessoas com DF, as hemácias, células vermelhas do sangue, que normalmente têm formato arredondado, adquirem a forma de “foice” ou “meia-lua”. Essa alteração compromete o transporte de oxigênio no organismo e pode causar crises de dor, anemia crônica, infecções recorrentes, acidente vascular cerebral (AVC) e outras complicações graves.

O diagnóstico é realizado principalmente pelo Teste do Pezinho, disponível na rede pública e indicado na primeira semana de vida. Já o exame de Eletroforese de Hemoglobina pode ser feito a partir dos quatro meses de idade, em jovens e adultos, permitindo identificar a doença em qualquer fase da vida.

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A secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, destaca que a atenção básica é a porta de entrada essencial para garantir o cuidado humanizado e o acompanhamento contínuo das pessoas com Doença Falciforme.

“A rede municipal está preparada para acolher e acompanhar cada paciente com Doença Falciforme. Nosso compromisso é garantir acesso ao diagnóstico precoce, ao tratamento adequado e às informações necessárias para uma melhor qualidade de vida”, afirma a gestora.

O tratamento envolve uma abordagem multiprofissional, voltada à prevenção de crises, controle de infecções e acompanhamento regular, com terapias medicamentosas e não medicamentosas. Pelo SUS, as pessoas com DF têm direito ao atendimento integral e gratuito, que inclui consultas médicas, fornecimento de medicamentos como a hidroxiureia, transfusões sanguíneas e suporte de equipes especializadas.

A secretária adjunta de Atenção Primária, Cinara Brito, ressalta a importância do acompanhamento contínuo nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e da capacitação das equipes para o manejo da doença.

“A Atenção Primária é o primeiro ponto de cuidado para quem vive com Doença Falciforme. É nas UBS que conseguimos identificar precocemente os sinais, orientar as famílias e fazer o encaminhamento adequado. Por isso, investimos na capacitação dos profissionais, para que estejam preparados para oferecer um atendimento acolhedor e resolutivo”, pontua Cinara.

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Em Mato Grosso, o MT Hemocentro, unidade administrada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), é referência no tratamento da Doença Falciforme. Em Cuiabá, o acompanhamento pode ser realizado em qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS), enquanto as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) estão preparadas para atender casos de urgência e intercorrências.

Com o objetivo de aprimorar o atendimento e fortalecer a rede de cuidados, a Secretaria Municipal de Saúde promoverá, no dia 13 de novembro de 2025, no auditório do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), a capacitação “Manejo da Dor em Pessoas com Doença Falciforme”, realizada em parceria com a equipe do MT Hemocentro.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Mercado de arroz segue travado no Brasil, mas fundamentos globais apontam cenário mais favorável para os preços

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O mercado brasileiro de arroz continua operando em ritmo lento, com baixa liquidez e poucas referências de preços, refletindo a cautela de produtores e compradores diante de um cenário ainda marcado pelo excesso de oferta e pela necessidade de ampliar as exportações. Apesar das dificuldades no mercado interno, indicadores internacionais começam a sinalizar fundamentos mais positivos para o setor no médio prazo.

Segundo análise de Safras & Mercado, o ambiente segue sem fatores capazes de provocar mudanças significativas na dinâmica entre oferta e demanda, mantendo os agentes à espera de sinais mais consistentes para a tomada de decisões comerciais.

“O sentimento predominante continua sendo de espera, tanto por parte dos vendedores quanto dos compradores”, destaca o analista e consultor Evandro Oliveira.

Escoamento dos excedentes continua sendo principal desafio

Após a conclusão da colheita, o setor arrozeiro concentra atenções na necessidade de reduzir os estoques acumulados. O volume disponível no mercado doméstico permanece elevado, aumentando a dependência do comércio exterior para equilibrar a oferta.

Embora as exportações sigam ocorrendo, o ritmo dos embarques ainda está abaixo do necessário para promover uma redução significativa da disponibilidade física do cereal.

Na avaliação dos especialistas, o desempenho das vendas externas será determinante para a recuperação dos preços e para o equilíbrio do mercado nos próximos meses.

Dólar mais fraco reduz competitividade do arroz brasileiro

Outro fator que tem limitado o avanço do setor é o comportamento do câmbio. Após um período de valorização, o dólar perdeu força nas últimas semanas e voltou a operar próximo da faixa de R$ 5,00.

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A movimentação reduz a competitividade do arroz brasileiro no mercado internacional, uma vez que diminui a atratividade das exportações e enfraquece a paridade de exportação.

Em um momento em que o setor depende fortemente da ampliação dos embarques para absorver os excedentes da safra, o recuo da moeda norte-americana representa um desafio adicional para a cadeia produtiva.

Relatório do USDA fortalece perspectiva altista para o mercado global

Enquanto o mercado doméstico enfrenta dificuldades, o cenário internacional apresenta sinais mais construtivos para os próximos meses.

O relatório de junho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe revisões importantes para o balanço global do arroz, indicando um aperto gradual na oferta mundial.

Entre os principais destaques estão:

  • Redução de 3,53 milhões de toneladas na produção global de arroz beneficiado;
  • Corte de 1,51 milhão de hectares na área cultivada mundial;
  • Diminuição dos estoques finais globais;
  • Manutenção do consumo mundial em níveis recordes.

Os números reforçam a percepção de que o mercado internacional poderá operar com menor folga entre oferta e demanda durante a temporada 2025/26.

Embora os estoques globais ainda sejam considerados confortáveis, a redução observada em relação aos últimos ciclos fortalece a expectativa de um ambiente mais favorável para a sustentação dos preços internacionais.

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Preços continuam pressionados no Rio Grande do Sul

Mesmo diante dos sinais positivos no mercado externo, os preços do arroz seguem pressionados no principal estado produtor do país.

A média da saca de 50 quilos de arroz em casca no Rio Grande do Sul, com padrão de 58% a 62% de grãos inteiros e pagamento à vista, encerrou a última quinta-feira cotada a R$ 58,79.

O valor representa:

  • Queda de 0,37% em relação à semana anterior;
  • Recuo de 3,54% na comparação mensal;
  • Desvalorização de 13,03% frente ao mesmo período de 2025.

Os números refletem a dificuldade do mercado em absorver a oferta disponível e a necessidade de uma aceleração das exportações para que ocorra uma recuperação mais consistente das cotações.

Perspectiva para o setor

A expectativa dos agentes do mercado é de que a combinação entre redução da oferta mundial, estoques globais menores e consumo crescente possa criar um ambiente mais favorável para o arroz nos próximos meses.

Entretanto, a recuperação dos preços no Brasil continuará diretamente ligada ao desempenho das exportações, ao comportamento do câmbio e à capacidade de escoamento dos excedentes da safra.

Enquanto esses fatores não apresentarem mudanças mais significativas, o mercado deverá permanecer operando com baixa liquidez, negociações pontuais e forte atenção aos movimentos do cenário internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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