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Exportações de algodão ganham força e podem ultrapassar 300 mil toneladas em outubro

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Beneficiamento da safra 2024/25 avança no Brasil

O beneficiamento do algodão em pluma da safra 2024/25 já ultrapassa a metade do volume total previsto, impulsionando o ritmo das exportações brasileiras neste mês de outubro. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), o bom desempenho dos embarques pode levar o país a registrar o maior volume exportado desde o início do ano. Caso o ritmo atual se mantenha, o total embarcado deve superar 300 mil toneladas até o fim do mês.

Exportações em ritmo acelerado

O cenário favorável para o algodão brasileiro reflete o aumento da competitividade no mercado internacional, especialmente diante da boa qualidade do produto e da demanda consistente de compradores estrangeiros. O avanço no beneficiamento da pluma tem garantido maior oferta para exportação, permitindo que o setor mantenha o fluxo de embarques em alta.

Mercado interno adota postura cautelosa

Enquanto o cenário externo segue aquecido, o mercado doméstico apresenta um comportamento mais estável. De acordo com pesquisadores do Cepea, o baixo escoamento de produtos manufaturados tem levado as indústrias têxteis a agirem com cautela na compra de novos lotes de algodão. Essa postura reduz a pressão sobre os preços internos e mantém as negociações dentro de uma faixa estreita.

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Cotações seguem estáveis

As cotações do algodão no mercado brasileiro acompanham de perto a paridade de exportação, com variações pouco expressivas ao longo de outubro. A média mensal está em R$ 3,55 por libra-peso, com mínima de R$ 3,50/lp e máxima de R$ 3,61/lp, o que representa um intervalo de apenas 2,8%. Essa estabilidade reflete o equilíbrio entre o ritmo firme das exportações e a cautela da demanda doméstica.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

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Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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