Mato Grosso

Polícia Civil encontra arma, munições e objetos furtados em casa de faccionado assassinado em Cáceres

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A Polícia Civil localizou, nesta terça-feira (21.10), itens furtados ou roubados, diversas facas, uma arma e munições na casa de Anderson Aparecido da Silva, 43 anos, conhecido como “Latrô”, que foi assassinado nessa segunda-feira (20.10), em Cáceres, por membros de uma facção criminosa, com requintes de crueldade.

Em ação coordenada da Delegacia de Cáceres, equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cáceres e do Núcleo de Combate a Entorpecentes, da 1ª Delegacia de Polícia, sob coordenação do delegado Mauro Apoitia, foram até a casa de Anderson para dar continuidade às investigações do homicídio e localizar a esposa da vítima.

Na residência, a equipe encontrou três homens, dois membros da mesma facção criminosa que Anderson e um usuário de drogas, e uma mulher, também usuária de drogas.

Os policiais também visualizaram diversos itens de origem duvidosa, compatíveis com itens furtados, e Anderson já era conhecido das forças policiais por seu vínculo com uma facção criminosa, por investigações de tráfico de drogas e por atuar como receptador de veículos e objetos furtados.

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A equipe identificou, ainda, uma motocicleta Honda Biz que havia sido furtada em setembro e uma caixa de som furtada no dia 12 deste mês. Diversos outros itens sem comprovação lícita foram apreendidos no local.

Questionado, um dos faccionados que estava na casa admitiu ter uma arma por temer represálias da facção rival à que pertence, principalmente após o homicídio e esquartejamento de Anderson.

Por fim, a esposa da vítima chegou ao local e também foi encaminhada à delegacia. Todos os itens localizados na casa, como celulares, bicicletas, notebook e TVs, foram apreendidos para passarem por análise e serem devolvidos às vítimas de furto ou roubo.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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