Tribunal de Justiça de MT

Palestra destaca recuperação de ativos como estratégia contra o crime organizado

Publicado em

A utilização da recuperação de ativos como ferramenta de enfraquecimento das organizações criminosas foi debatida nesta segunda-feira (20) no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O tema fez parte do curso do “Programa Nacional de Capacitação e Treinamento para a Recuperação de Ativos e o Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro – Avançado”.
A palestra foi ministrada por Maria Beatriz Amaro, que destacou a necessidade de uma atuação conjunta das instituições. Ela é coordenadora de Estratégias de Prevenção e Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
“É preciso ter essa articulação institucional com foco na recuperação de ativos, trazendo de volta para o Estado o dinheiro que foi utilizado pelo crime. Essa é uma forma de asfixiar financeiramente as organizações criminosas, mas também de propiciar que o valor recuperado seja revertido em prol da sociedade”, destacou Maria Beatriz Amaro.
A palestrante apontou a participação do Poder Judiciário nesse trabalho como fundamental. “O Judiciário é a primeira e última instância nesse processo. Então, é importantíssimo e fiquei muito feliz ao ver diversos magistrados participando da capacitação. O DRCI tem rodado o Brasil levando essa qualificação e atualização”, completou.
O evento foi promovido por meio do Comitê Institucional de Defesa do Patrimônio Público (CIPP) e da Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT), junto com o Ministério da Justiça e Segurança Pública. O desembargador Hélio Nishiyama e os juízes Bruno D’Oliveira Marques e Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni são os responsáveis pela coordenação da iniciativa.
O Curso do “Programa Nacional de Capacitação e Treinamento para a Recuperação de Ativos e o Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro – Avançado” segue com programação na terça-feira (21), no Auditório Espaço Justiça, Cultura e Arte – Desembargador Gervásio Leite, no TJMT.
Também participaram do evento o desembargador Orlando Perri, além de magistrados(as) e servidores(as) do TJMT e Justiça Federal, membros do Ministério Público Estadual e Federal, Advocacia Geral da União, Procuradoria Geral do Estado, conselheiros e auditores do Tribunal de Contas, Controladoria Geral do Estado e União e delegados das polícias Civil e Federal.
Leia matérias relacionadas:

Leia Também:  Escola estadual faz campanha de arrecadação para ajudar famílias atendidas por Vara de Várzea Grande

Efetividade na recuperação de ativos depende da atuação direta do juiz, afirma magistrado federal

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Lucas Figueiredo

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

Published

on

A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

Leia Também:  Pais podem sacar indenização de filho menor sem prova de risco patrimonial

“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

Leia Também:  Comarca de Nova Ubiratã abre seleção para fisioterapeutas e psicólogos

Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA