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Cuiabá recebe 28 doses de antídoto e está preparada para casos de intoxicação

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A Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá recebeu 28 ampolas do antídoto Fomepizol, medicamento utilizado no tratamento de intoxicações por metanol, substância tóxica encontrada em bebidas alcoólicas adulteradas. As doses foram distribuídas à farmácia da emergência do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), que integra a rede de referência do Sistema Único de Saúde (SUS) para atendimento de casos de envenenamento e intoxicação.

A secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, afirmou que a capital está pronta para agir em eventuais ocorrências. “Cuiabá está preparada para atender pessoas que, porventura, tenham consumido bebidas adulteradas. Contamos com estrutura adequada, profissionais capacitados e o suporte necessário do SUS para garantir o tratamento imediato e seguro”, declarou.

O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), localizado no HMC, é o núcleo responsável por monitorar e notificar casos suspeitos de intoxicação. A unidade atua em conjunto com as equipes de urgência e emergência, garantindo resposta rápida em situações de risco à saúde pública.

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O envio das doses de Fomepizol faz parte de uma ação nacional de reforço do estoque estratégico do SUS, que distribuiu o antídoto para todos os estados e o Distrito Federal. O medicamento, de alta eficácia e segurança, bloqueia a metabolização do metanol em ácido fórmico, evitando complicações graves como acidose metabólica e insuficiência renal.

A distribuição foi feita de forma proporcional à população de cada estado, assegurando equidade no acesso e agilidade na resposta a emergências toxicológicas. Embora Cuiabá não tenha registro de casos confirmados ou suspeitos de intoxicação por metanol até o momento, as autoridades de saúde reforçam o alerta à população para evitar o consumo de bebidas sem procedência conhecida.

Com as novas doses disponíveis e o monitoramento ativo do CIEVS, Cuiabá se mantém em estado de prontidão para garantir atendimento rápido e eficaz em eventuais casos de intoxicação.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Mato Grosso deve ampliar produção de etanol em 16% na safra 2026/27 e reforça liderança nacional em biocombustíveis

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Mato Grosso deve consolidar ainda mais sua posição estratégica no setor brasileiro de biocombustíveis na safra 2026/27. Projeção divulgada pelo Bioind-MT, com elaboração do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), aponta crescimento de 16,08% na produção estadual de etanol, que poderá atingir 8,44 milhões de metros cúbicos no próximo ciclo.

O avanço será liderado principalmente pelo etanol de milho, segmento em que Mato Grosso já responde por 62% da produção nacional de etanol de cereais. O crescimento também será sustentado pela entrada de novas plantas industriais e pela ampliação da moagem de milho destinada à produção de biocombustíveis.

Segundo o presidente do Bioind-MT e da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, o setor ganha importância crescente na matriz energética brasileira e no processo de descarbonização dos transportes.

“O avanço do etanol de milho fortalece a segurança energética e amplia o papel estratégico do Brasil na oferta de combustíveis renováveis, inclusive para setores como aviação e navegação marítima”, afirma.

Produção de etanol de milho deve crescer quase 19%

Antes mesmo da safra 2026/27, Mato Grosso já deve encerrar o ciclo 2025/26 com forte expansão na produção de etanol. A estimativa aponta crescimento de 8,52%, alcançando 7,27 milhões de metros cúbicos, enquanto a produção nacional deverá ficar praticamente estável, com leve alta de 0,22%.

Com esse desempenho, o estado mantém a segunda posição no ranking brasileiro de produção de etanol, atrás apenas de São Paulo.

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Na safra atual, a produção de etanol de milho deverá atingir 6,18 milhões de metros cúbicos, avanço de 9,89% em relação ao ciclo anterior. Já o etanol de cana-de-açúcar deve alcançar 1,09 milhão de metros cúbicos, com crescimento mais moderado de 1,37%.

Para 2026/27, a expectativa é de aceleração ainda maior no segmento de milho. A produção deverá subir 18,67%, alcançando 7,33 milhões de metros cúbicos. O etanol de cana, por sua vez, deve crescer 1,42%, chegando a 1,11 milhão de metros cúbicos.

O levantamento também mostra expansão significativa da moagem de milho para etanol. O volume processado deve atingir 13,81 milhões de toneladas em 2025/26, alta de 10,45%. Já para 2026/27, a projeção é de crescimento de 18,52%, totalizando 16,36 milhões de toneladas.

A entrada de duas novas plantas industriais no estado aparece como um dos principais fatores de impulso para o setor.

Cadeia de coprodutos amplia relevância econômica

Além do combustível, a indústria de etanol de milho segue fortalecendo a produção de coprodutos utilizados principalmente na nutrição animal e na indústria de alimentos.

A produção de DDG e DDGS — coprodutos proteicos derivados do processamento do milho — deverá crescer 16,14% na safra 2026/27, chegando a 3,41 milhões de toneladas.

Já a produção de óleo de milho deve avançar 12,9%, alcançando 338,9 mil toneladas.

No segmento sucroenergético, a moagem de cana-de-açúcar deverá permanecer praticamente estável no próximo ciclo, com previsão de 18,61 milhões de toneladas, alta de 0,39%.

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A produção de açúcar, por outro lado, poderá registrar leve retração de 1,42%, ficando em 579,7 mil toneladas.

Segundo o superintendente do Imea, Cleiton Gauer, o setor vem ampliando sua participação em diferentes segmentos da economia.

“A cadeia de bioenergia em Mato Grosso amplia sua relevância na produção de combustíveis renováveis, coprodutos para nutrição animal, óleo vegetal, bioenergia e créditos de descarbonização”, destaca.

Mato Grosso pode dobrar produção até 2033

As projeções de longo prazo indicam continuidade do forte crescimento da indústria de biocombustíveis no estado.

Segundo o levantamento, Mato Grosso poderá alcançar produção de 15,02 milhões de metros cúbicos de etanol até a safra 2033/34 — mais que o dobro do volume estimado para o ciclo atual.

O estudo também destaca os impactos ambientais positivos da cadeia de bioenergia. Desde o início do programa de Créditos de Descarbonização (CBIOs), o setor já contribuiu para mitigação equivalente a 189,64 milhões de toneladas de CO₂, sendo 40,06 milhões de toneladas apenas em 2025.

Além da relevância energética e ambiental, a cadeia produtiva do etanol em Mato Grosso também amplia sua importância econômica e social. Atualmente, o setor gera mais de 12 mil empregos diretos e movimenta arrecadação superior a R$ 2,5 bilhões em ICMS no estado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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