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Alunos de Cuiabá serão incentivados a trocar telas pela leitura de livros

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A Secretaria Municipal de Educação lançará na quarta-feira (15) o projeto “Livro Livre”, que vai incentivar cada estudante do 1º ao 5º ano das escolas públicas de Cuiabá a trocar, todos os dias, 15 minutos de telas de aparelhos celulares, tablets e TVs por 15 minutos de leitura.

O lançamento do projeto “Livro Livre” ocorrerá às 9h30 na EMEB (Escola Municipal de Educação Básica) professora Gracildes Melo Dantas, localizada na Rua 15, Quadra 60 S/N, bairro: Altos da Glória. O evento vai ter a participação do prefeito Abilio Brunini e da primeira dama Samantha Iris.

Cada estudante, do 1º ao 5º ano, receberá um kit com cinco livros literários para ler em casa, na escola, ou, onde quiser. Os livros serão de propriedade dos estudantes e deverão permanecer em casa, incentivando a leitura cotidiana e o convívio familiar.

Também serão entregues os seguintes materiais de apoio: o guia da família, destinado a sugestões práticas para incluir a leitura na rotina, e, o guia do professor, com roteiros de leitura alinhados a BNCC (Base Nacional Comum Curricular).

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O secretário de Educação, Amauri Monge Fernandes, detalha que o projeto Livro Livre incentivará a leitura, ao mesmo tempo, em que buscará o apoio da família para o melhor aprendizado dos estudantes.

“Nós queremos despertar o encantamento dos alunos pelas obras literárias, e, orientar as famílias a respeito da importância da leitura em casa, sem cobranças ou tarefas obrigatórias. Queremos os pais participando da leitura com os filhos, criando momentos afetivos e conversas significativas”, ressalta.

Pelo projeto “Livro Livre”, o papel do professor será de despertar o interesse do aluno pelas obras literárias, mediar experiências de leitura significativas, orientar as famílias sobre a importância da leitura em casa, sem cobranças ou tarefas obrigatórias.

A família será incentivada a organizar um espaço de acolher livros em seus lares, participar da leitura com os filhos, criando momentos afetivos e conversas significativas.

Os resultados esperados pelo projeto “Livro Livre” são os seguintes: criação de memórias afetivas entre estudantes, professores e familiares, valorização da leitura como ferramenta de imaginação, reflexão e afeto e o fortalecimento da comunidade escolar por meio da literatura.

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#PraCegoVer

A foto ilustra duas crianças próximas de uma quantia de livros que estão apoiadas numa mesa.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Uva Nebbiolo ganha espaço no terroir brasileiro e reforça vinhos de alta qualidade na Serra Gaúcha

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A uva Nebbiolo, tradicionalmente associada aos renomados vinhos Barolo e Barbaresco, do Piemonte, na Itália, vem sendo trabalhada como uma nova aposta da vitivinicultura brasileira. Conhecida pelo alto grau de exigência no manejo e pelo potencial de produzir vinhos de longa guarda, a variedade começa a apresentar resultados promissores no terroir da Serra Gaúcha, no Rio Grande do Sul.

Originária de uma das regiões mais tradicionais do vinho europeu, a Nebbiolo é considerada uma uva de comportamento agronômico desafiador, com brotação precoce, maturação tardia e sensibilidade a variações climáticas, especialmente chuvas próximas à colheita.

Serra Gaúcha aposta em adaptação da Nebbiolo ao clima brasileiro

Em Monte Belo do Sul (RS), a vinícola Casa Marques Pereira vem dedicando atenção especial à variedade e já observa resultados consistentes em diferentes safras. Na colheita de 2026, as condições climáticas foram consideradas favoráveis ao desenvolvimento da uva, com produtividade próxima de 3 kg por planta — índice expressivo para uma cultivar conhecida pela baixa regularidade produtiva.

O desempenho positivo foi resultado de um ciclo climático equilibrado, com inverno mais frio, favorecendo a dormência das videiras, além de chuvas adequadas antes da frutificação e redução das precipitações durante o período de maturação.

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Manejo no vinhedo é decisivo para qualidade da uva Nebbiolo

Segundo a equipe técnica da vinícola, o comportamento da Nebbiolo exige acompanhamento detalhado e manejo específico em cada parcela do vinhedo. Um dos ajustes adotados foi a manutenção parcial da cobertura foliar, protegendo os cachos da exposição solar excessiva.

O vinhateiro Felipe Marques Pereira destaca que essa característica está diretamente ligada à origem da variedade.

“No geral, todas as uvas gostam da exposição solar, mas a Nebbiolo nos traz uma característica específica que é poder inibir o sol do final da manhã e início da tarde. É praticamente a receita que já diz no nome. Na tradução ao português, a uva significa névoa, já que no Piemonte a neblina se dissipa ao longo do dia”, explica.

Controle de produção busca reduzir alternância produtiva da variedade

Um dos desafios da Nebbiolo é a alternância de produção entre safras, fenômeno em que anos de alta produtividade são seguidos por ciclos de menor rendimento. Para reduzir esse efeito, a equipe técnica ampliou em cerca de 30% a quantidade de gemas deixadas na poda de inverno.

As gemas são estruturas responsáveis pelo surgimento de novos ramos produtivos da videira. O ajuste na carga de gemas tem como objetivo equilibrar o vigor das plantas e garantir maior regularidade produtiva ao longo dos anos.

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Seleção massal contribui para adaptação ao terroir brasileiro

Outro processo adotado pela vinícola é a seleção massal, técnica tradicional da viticultura europeia que consiste na multiplicação de plantas com melhor desempenho agronômico dentro do próprio vinhedo.

Na prática, videiras com melhor sanidade, equilíbrio produtivo e qualidade de fruta são selecionadas ao longo dos anos para formação de novas mudas, criando uma população mais adaptada às condições locais.

Na propriedade Quinta da Orada, situada entre 466 e 543 metros de altitude, esse processo já permite identificar indivíduos mais adaptados ao clima e solo de Monte Belo do Sul.

Nebbiolo brasileira mantém identidade italiana e ganha características próprias

Apesar dos desafios, os resultados indicam que a Nebbiolo cultivada no Brasil preserva características clássicas da variedade, como alta acidez, complexidade aromática e grande potencial de envelhecimento.

Ao mesmo tempo, o desenvolvimento no terroir da Serra Gaúcha começa a imprimir identidade própria aos vinhos produzidos no país, ampliando o potencial da vitivinicultura brasileira no segmento de vinhos finos de alta gama.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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