A primeira turma do projeto Muxirum Digital concluiu, nesta quarta-feira (8.10), o curso de letramento digital, oferecido pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci). Foram cerca de 30 alunos, com idades entre 58 e 67 anos, do bairro Jardim Florianópolis, de Cuiabá.
Os alunos participaram de uma imersão no uso de tecnologias durante quatro meses. Eles foram capacitados desde o uso de configurações básicas, passando pelo uso de aplicativos, até funções de segurança digital em smartphones. Durante as aulas, cada participante recebeu uma apostila física, dividida em módulos.
Participante assídua das aulas, a aluna Carmélia Custódio, de 58 anos, ressaltou que o formato de levar a formação para os bairros promoveu um acesso ainda maior para a população.
“O curso foi uma bênção. Aprendi algumas coisas que eu não sabia, e o que eu sabia aprendi ainda mais. Para mim, foi muito bom. Aprendi a mexer no Facebook, conversar com os meus amigos e usar aplicativos. Nunca tivemos um curso desse. Foi uma bênção acontecer aqui no Centro Comunitário, nem sempre temos essa oportunidade, e quando vem até nós é bem mais fácil, conseguimos participar”, avaliou.
Outro participante do projeto, Jairo Ferreira, de 63 anos, se emocionou com a despedida da turma e lembrou com carinho da rotina das aulas.
“Eu fico emocionado ao me despedir, o curso foi muito bom, muito valioso, aprendi muita coisa. Tenho certeza de que muitos também aprenderam. Eu tive muitos amigos, que considero bastante e sei que também me consideram. Os professores foram muito valiosos e já tenho saudade. Fico emocionado de me despedir. Muito obrigado mesmo”, declarou.
Para a coordenadora do Programa Estadual de Qualificação de Mato Grosso (PEQ), Kassiana Galli, os relatos dos alunos demonstram como o projeto Muxirum Digital ultrapassa a formação técnica e representa um espaço de inclusão e sociabilidade para a população idosa.
“Está sendo muito emocionante para nós, professores e coordenadores, essa despedida da turma do bairro Jardim Florianópolis. Os depoimentos dos alunos mostram que esse exemplo de conectividade de gerações, na era digital, é muito importante. O Muxirum Digital vai muito além do letramento, é um espaço de socialização, afeto e autonomia no universo digital para a população idosa”, enfatizou.
Embora já tenham concluído todo o cronograma didático, a turma ainda participará da formatura e entrega de certificados de conclusão do curso. A cerimônia está prevista para ocorrer em dezembro, na qual todas as turmas participarão do cerimonial.
Muxirum Digital
O Muxirum Digital é realizado pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), com investimento de R$ 390 mil da Fundação de Amparo à Pesquisa de Mato Grosso (Fapemat). O projeto está em fase piloto e tem nome semelhante ao Mais MT Muxirum + Alfabetização, comandado pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), para alfabetizar adolescentes e adultos que não aprenderam na idade certa.
O projeto Muxirum Digital está sendo realizado nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio de Leverger, onde ocorrem aulas semanais e acompanhamento contínuo dos participantes. Além disso, todos receberam uniformes e apostilas de forma gratuita, assim que realizaram a inscrição.
O Supremo Tribunal Federal (STF) homologou, nesta sexta-feira (26.6), o Plano Estadual de Regularização Ambiental apresentado pelo Governo de Mato Grosso, reconhecendo a evolução do planejamento e a transição de um modelo artesanal para um sistema de gestão territorial mais automatizado.
A decisão foi proferida pelo ministro Flávio Dino, na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 743, que acompanha medidas estruturais voltadas à prevenção e ao combate de incêndios na Amazônia e no Pantanal.
“Merece registro positivo a estratégia adotada pelo Estado para o redesenho da lógica de funcionamento do Cadastro Ambiental Rural, com sua transformação em um instrumento ativo de governança ambiental e territorial”, afirmou o ministro, em um trecho da decisão.
O magistrado ressaltou, ainda, que Mato Grosso teve o maior ganho de escala entre todos os estados com a implantação do CAR Digital 2.0. O sistema possibilita a análise automatizada dos cadastros ambientais rurais com o cruzamento das informações declaradas pelos proprietários com as bases de referências homologadas pelo próprio Estado quanto à hidrografia, vegetação e área de preservação permanente.
Também foram destacados a transversalidade da política pública ambiental adotada em Mato Grosso com a integração entre o Plano de Combate ao Desmatamento e Incêndios (Cedif) e o Cadastro Ambiental Rural, e o desenvolvimento de módulos específicos para regularização ambiental dos assentamentos e de compensação ambiental.
Para a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, a homologação do Plano Estadual de Regularização Ambiental pelo STF demonstra que Mato Grosso não apenas cumpre as determinações judiciais, mas se posiciona como referência nacional na implementação do Código Florestal.
“O Plano reafirma o compromisso do Estado com uma agenda ambiental moderna, baseada em dados, tecnologia e governança, na qual produção e conservação não são objetivos antagônicos, mas dimensões complementares de um mesmo projeto de desenvolvimento”, afirmou a secretária.
Plano Estadual
Até 2028, o Governo de Mato Grosso pretende concluir oito ações estruturantes, que incluem o processamento de 100% dos cadastros via automação por meio do Sistema CAR Digital 2.0, a conclusão das bases cartográficas e o tratamento manual de casos complexos.
O plano estabelece cronogramas de execução para todos os eixos, com definição de prioridades, metas trimestrais e mecanismos para avaliação contínua dos resultados alcançados, revisão periódica das estratégias adotadas e a correção de eventuais desvios de execução.
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