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HOSPITAL SÃO JUDAS TADEU É ALVO DE AÇÃO JUDICIAL POR MAUS-TRATOS E ERRO MÉDICO DURANTE PANDEMIA

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Em pleno auge da crise sanitária da Covid-19, uma paciente denuncia ter sido vítima de uma sucessão de falhas médicas, omissões e práticas abusivas no Hospital São Judas Tadeu, em Cuiabá. O caso envolve desde a interrupção injustificada do fornecimento de oxigênio até a internação em uma suposta “semi-UTI” sem estrutura adequada, revelando um cenário de negligência, traumas psicológicos e suspeitas de fraude contra a operadora de saúde. A batalha judicial busca responsabilizar a instituição por colocar em risco a vida de quem deveria proteger.

Em meio ao caos da pandemia da Covid-19, quando milhares de famílias em Mato Grosso e em todo o país se viram reféns de um sistema de saúde sobrecarregado, um caso que chega agora ao Judiciário expõe com nitidez o outro lado da tragédia: a negligência, a ganância e a violação da dignidade humana dentro de uma instituição hospitalar que deveria zelar pela vida.

O Hospital São Judas Tadeu, em Cuiabá, responde na 9ª Vara Cível de Cuiabá – MT, movido por uma paciente que prefere não ser identificada, que sobreviveu após meses de intubação, mas afirma carregar cicatrizes físicas e, sobretudo, psicológicas de uma internação marcada por abusos e omissões.

Conta ela no processo, que contraiu Covid-19 em março de 2021, no auge da pandemia e no pico da mortalidade. Após atendimento inicial com o médico Dr. Arnaldo Sérgio Patrício, proprietário do Hospital São Judas Tadeu, iniciou o chamado “tratamento com o kit Covid precoce”. A cada tomografia, no entanto, a evolução da doença era evidente. Em 24 de março, já com 50% dos pulmões comprometidos, buscou socorro no pronto atendimento. Ali, segundo os autos, foi informada que “o hospital estava cheio” e não havia leitos disponíveis.

Somente após insistência do esposo, que relatou em depoimento detalhado as negativas iniciais e a resistência em oferecer tratamento – foi permitido que a paciente recebesse oxigênio, de forma precária, numa sala improvisada de medicamentos no pronto atendimento do hospital.

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Com a morte de um outro paciente, abriu-se vaga para sua internação. A expectativa da família era de que, dentro do hospital, haveria cuidados contínuos, exames regulares e medicação adequada. Mas o que se seguiu foi descrito como uma sucessão de erros e descasos.

A paciente relatou que o oxigênio prescrito para uso ininterrupto foi desligado propositalmente durante a madrugada. Em mensagens enviadas à família chegou a afirmar que “o hospital queria matá-la”. Em um dos episódios, segundo depoimento do marido, a enfermeira levou mais de 40 minutos para restabelecer o fornecimento, após repetidas chamadas.

Paralelamente, exames de tomografia que deveriam ter sido realizados diariamente eram constantemente adiados. Quando finalmente feitos, já era tarde: 99% de comprometimento pulmonar foi constatado, levando à intubação e coma induzido.

Após ser intubada, a paciente foi transferida para uma sala apresentada à imprensa e aos familiares como “semi-UTI” ao passo que para a operadora Unimed como “UTI”.

O espaço, no entanto, segundo as investigações, não passava de uma sala improvisada de estabilização, sem monitoramento adequado, sem especialistas em cuidados intensivos e sem a estrutura mínima exigida para uma UTI.

Os familiares perderam todo contato direto com a paciente, limitados a boletins médicos diários, imprecisos e, em muitos casos, contraditórios.

Alarmada, a família contratou o infectologista Dr. José Vitor Benevides Ferreira, que ao visitar a paciente, a princípio omitiu informações da família. Entretanto, ao ser ouvido em sede policial, na qualidade de testemunha, informou à delegada que constatou falhas gravíssimas no manejo clínico. Em depoimento, o médico afirmou que a paciente estava amarrada à maca, com contenções inadequadas, sedação insuficiente e sem acesso a medicamentos básicos de bloqueio neuromuscular, essenciais para o tratamento em casos graves de Covid-19.

De acordo com a escala internacional RASS, ela deveria estar em coma profundo (-5), mas estava apenas sonolenta (-1), o que significa que estava consciente enquanto entubada e amarrada”, relatou o médico. Segundo ele, essa condição não apenas era inadequada para sua melhora, mas potencialmente agravava o quadro pulmonar.

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O especialista teria orientado a família a buscar urgentemente a transferência da paciente, afirmando que sua sobrevivência estava em risco se permanecesse no hospital.

Uma técnica de enfermagem identificada como Amanda Delmondes Benicio, que atuava no Hospital São Judas Tadeu, procurou a família e denunciou o estado real da paciente: sem sedativos, contida com perflex, inchada, e em risco iminente de morte. Segundo ela, “o hospital só esperava uma parada para declarar o óbito”.

Com uma ordem judicial, ela foi transferida para a UTI do Pronto Socorro de Cuiabá, onde recebeu medicamentos adequados que a estabilizou.

Posteriormente, foi transferida para a UTI de referência da Unimed, onde, após meses de tratamento intensivo, conseguiu sobreviver e se recuperar.

Além das falhas médicas, a ação e os depoimentos apontam para indícios de cobrança indevida à Unimed: consultas com especialistas que nunca ocorreram, diárias em UTI inexistente e procedimentos não realizados. Segundo os autos, o hospital teria adotado uma prática deliberada de economizar insumos e reduzir custos, ao mesmo tempo em que recebia valores integrais por atendimento de alta complexidade.

A paciente sobreviveu, mas relata sequelas profundas decorrência direta da experiência traumática.

“Foi deixada na maca para morrer”, resumiu.

Agora, a paciente busca reparação judicial por danos morais contra o Hospital São Judas Tadeu. A ação destaca não apenas as falhas técnicas, mas também o abalo psicológico e a degradação de sua dignidade enquanto ser humano.

Para a defesa, não se trata de um “erro médico pontual”, mas de uma conduta institucional sistemática, marcada por negligência e ganância, que desrespeitou a vida no momento em que mais se exigia humanidade.

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Saúde de Sinop conquista prêmio nacional e leva experiência exitosa do SUS para todo o Brasil

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Saúde, conquistou reconhecimento nacional ao ter uma de suas experiências premiada na 21ª Mostra “Brasil, aqui tem SUS”, realizada durante o XXXIX Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), realizado em Porto Alegre (RS). O trabalho “Alta Segura: Integração APS-Hospital para Cuidado Puerperal Oportuno em Sinop-MT”, de autoria da servidora Dayane Aparecida de Souza, recebeu o Prêmio Conasems – Documentários, garantindo ao município a produção de um documentário que integrará a série “Webdoc Brasil, aqui tem SUS”, levando a experiência exitosa de Sinop para todo o país.

A premiação representa um importante reconhecimento às boas práticas desenvolvidas pela rede municipal de saúde e coloca Sinop em evidência no cenário nacional ao compartilhar uma iniciativa que fortalece a integração entre a Atenção Primária à Saúde (APS) e a assistência hospitalar, assegurando acompanhamento oportuno às puérperas após a alta hospitalar.

Para a coordenadora de Saúde da Mulher, Criança e Adolescente e autora da experiência premiada, Dayane Aparecida de Souza, o reconhecimento representa a oportunidade de compartilhar uma iniciativa desenvolvida em Sinop com todo o país e incentivar que ela seja adotada por outros municípios.

“Apresentar o trabalho para o Brasil inteiro foi uma emoção indescritível. Primeiro tivemos o reconhecimento em Mato Grosso e, agora, saber que a nossa experiência será conhecida nacionalmente é motivo de muito orgulho. Além disso, tivemos a oportunidade de conhecer iniciativas de outros municípios que também poderão contribuir para aprimorar nossa assistência à saúde. O mais gratificante é mostrar que a Alta Segura é uma ação simples, desenvolvida sem custos adicionais, mas que pode ser replicada em qualquer lugar do Brasil. O prêmio WebDocs eterniza essa experiência, permitindo que ela fique disponível para consulta e sirva de inspiração para outros gestores e profissionais do SUS”, destacou.

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Além da conquista do prêmio, Sinop foi o grande destaque de Mato Grosso na mostra ao classificar quatro experiências entre as 12 selecionadas pelo Estado para apresentação no congresso, consolidando o município como referência em inovação e qualificação dos serviços públicos de saúde.

Os trabalhos apresentados foram:

  • Estratificação de Risco Gestacional na APS: Ferramenta para Organizar e Qualificar o Pré-Natal, de Dayane Aparecida de Souza;
  • Alta Segura: Integração APS-Hospital para Cuidado Puerperal Oportuno em Sinop-MT, também de Dayane Aparecida de Souza;
  • Ampliação do Acesso dos Homens ao Cuidado: Pré-Natal do Parceiro na APS em Sinop-MT, de Thiara Chaves dos Santos;
  • Reorganização do Fluxo de Renovação de Prescrições de Psicotrópicos na Atenção Primária de Sinop/MT, de Lucas Salvador Pereira.

As experiências foram apresentadas nos dias 12 e 13 de julho, durante a programação da Mostra, considerada o principal espaço nacional para divulgação e intercâmbio de práticas exitosas do Sistema Único de Saúde (SUS).

O diretor da Atenção Primária em Saúde, Dr. Lucas Salvador, destacou que o reconhecimento demonstra a qualidade do trabalho desenvolvido pelas equipes de saúde de Sinop e evidencia que muitas ações já consolidadas no município são referências para outras cidades brasileiras. “A participação de Sinop na 21ª Mostra ‘Brasil, aqui tem SUS’ é extremamente relevante porque conseguimos perceber a grandiosidade do nosso país e a diversidade das experiências apresentadas. Saber que Sinop faz parte desse panorama, sendo reconhecida nacionalmente por uma experiência exitosa, demonstra que estamos no caminho certo. É muito interessante perceber que diversas iniciativas premiadas são ações que já realizamos em nosso município e que, muitas vezes, fazem parte da nossa rotina, mas possuem grande relevância quando observadas em âmbito nacional. Sinop mais uma vez se destaca em Mato Grosso e também no cenário brasileiro. Estamos muito felizes e motivados para desenvolver novos projetos, porque, em Sinop, tem SUS”, afirmou.

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XXXIX Congresso do Conasems

Nesta edição da Mostra “Brasil, aqui tem SUS”, foram selecionadas 397 experiências de todo o Brasil, sendo 355 na Modalidade 1, destinada a práticas desenvolvidas por equipes de trabalhadores e pela gestão municipal. Antes de chegarem à etapa nacional, os projetos passaram por um rigoroso processo de seleção promovido pelos Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems) de cada estado.

O reconhecimento obtido por Sinop reforça os investimentos em inovação, também a qualificação permanente da assistência e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde, projetando o município nacionalmente por meio da série “Webdoc Brasil, aqui tem SUS”, que divulgará experiências capazes de transformar a realidade da saúde pública brasileira.

Fonte: Assessoria de Comunicação
Autor: Roneir Corrêa

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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