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Parcerias fortalecem integração da cadeia produtiva da carne

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Carla Tuccilio também destacou o objetivo inicial da feira: integrar a cadeia produtiva da carne, a cidade e a região. “Conseguimos transformar a Feicorte em um movimento que vai além do evento, promovendo conexão entre produtores, empresas e a comunidade local”, afirmou.

O curador técnico do Fórum Feicorte e sócio-diretor da Inbra Nutrição Animal, Diéde Loureiro, reforçou o apoio de sua empresa à próxima edição e explicou a relevância do evento para o setor: “É no Feicorte que discutimos tendências, tecnologias e raças. Em 2026, nosso desafio será oferecer ainda mais conhecimento e inovação aos pecuaristas”.

Integração regional consolida força econômica e acadêmica

O anúncio da edição 2026 aconteceu na Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), apoiadora histórica da feira. Estudantes e professores desempenham funções fundamentais, desde a montagem da estrutura e manejo dos animais até a participação em palestras, debates e organização de simpósios, como o Simpósio ReprodOeste, realizado pelo segundo ano consecutivo.

O diretor-geral da Unoeste, Cesar Lima, enfatizou a importância da permanência da Feicorte em Prudente. “O evento foi um grande sucesso e precisa continuar na cidade. A Unoeste sempre estará à disposição”, afirmou.

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O prefeito de Presidente Prudente, Milton Carlos de Melo “Tupã”, também reforçou a relevância do evento para a cidade. “A Feicorte já faz parte do calendário oficial de Prudente. Temos que valorizar o trabalho da Verum, que acreditou na nossa região”, declarou.

O presidente do Sindicato Rural de Presidente Prudente, Thiago Jacinto, destacou a transformação do mercado da carne proporcionada pelo evento. “Nos últimos dois anos, a Feicorte revolucionou o setor não só em São Paulo, mas no Brasil e no mundo”, pontuou.

Feicorte 2025: resultados que impulsionam a edição 2026

A edição 2025, realizada de 17 a 21 de junho, recebeu mais de 16 mil visitantes no Recinto de Exposições Jacob Tosello, consolidando-se como um ponto de integração da cadeia produtiva da carne bovina.

O evento movimentou a economia local, com hotéis lotados, aumento de 40% no movimento de restaurantes e incremento de 50% no tráfego aéreo da cidade durante o período.

Entre as atrações, a Beef Hour das Raças, um churrasco com cortes especiais de 14 raças bovinas, foi destaque. A iniciativa, organizada em parceria com associações de criadores, mostrou ao público a qualidade e diversidade da carne brasileira, simbolizando a integração de diferentes segmentos da pecuária.

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A programação contou ainda com mais de 40 palestrantes nacionais e internacionais, debates técnicos no Fórum Feicorte e a exposição de cerca de 500 animais de nove raças bovinas. A estrutura do evento incluiu 6,5 mil metros quadrados de área coberta dentro de um recinto de 84 mil metros quadrados, com estandes, equipamentos, leilões e espaços de convivência.

Durante os cinco dias, aproximadamente cinco toneladas de carne foram servidas em ativações gastronômicas, aproximando o público consumidor do universo da pecuária e reforçando a força da carne brasileira no mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Seguro rural mais forte pode evitar nova crise bilionária de dívidas no campo

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Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) articula mudanças na Medida Provisória 1.376/2026 e a aprovação de um novo marco para o seguro rural como parte de uma estratégia para enfrentar a crise de endividamento no campo. A bancada avalia que a renegociação é necessária, mas precisa ser acompanhada de mecanismos capazes de proteger o produtor contra novas perdas climáticas e impedir a repetição do problema nos próximos anos.

O debate ganhou força após estudo do Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) mostrar que o impacto fiscal anual da renegociação, estimado pelo governo em até R$ 3,6 bilhões, permitiria proteger R$ 112,6 bilhões em produção caso o mesmo valor fosse aplicado no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

A comparação não significa que o seguro possa substituir a renegociação. A conclusão dos pesquisadores é que a medida emergencial deve funcionar como uma ponte para uma política permanente de gestão de riscos. Sem essa mudança, o produtor pode voltar ao crédito com a mesma exposição às perdas climáticas e enfrentar novas dificuldades no próximo choque.

A FPA tem maioria entre os integrantes da comissão mista instalada pelo Congresso para analisar a MP. Dos 26 titulares, 14 pertencem à bancada. Integrantes da frente também apresentaram 126 das 144 emendas protocoladas, demonstrando a intenção de ampliar o alcance e corrigir limitações da medida.

A MP foi construída em uma negociação entre a FPA, o Ministério da Fazenda e a presidência da Câmara. O acordo prevê linhas para liquidação ou amortização de operações de crédito rural e Cédulas de Produto Rural (CPRs), além da participação da União em um fundo garantidor.

A expectativa inicial era de que aproximadamente R$ 100 bilhões pudessem ser renegociados. A portaria de equalização de juros publicada pelo governo, porém, autorizou R$ 25,8 bilhões, equivalentes a apenas 13% dos R$ 197,2 bilhões classificados pelo Banco Central como carteira problemática do setor. O cálculo não inclui dívidas privadas representadas por CPRs emitidas para fornecedores e empresas de comercialização.

Isan Rezende

INDISPENSÁVEL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende, a renegociação é indispensável para preservar produtores que sofreram perdas sucessivas, mas não pode ser tratada como solução definitiva. “O produtor não está pedindo perdão da dívida. Ele precisa de prazo, juros compatíveis e condições para continuar produzindo. Sem esse fôlego imediato, perde capacidade de financiar a safra, reduz investimentos e coloca em risco a própria continuidade da atividade”.

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Segundo Rezende, a crise atual evidencia a fragilidade da política brasileira de proteção da produção. “Se renegociarmos o passivo e devolvermos o produtor ao campo sem seguro adequado, o próximo evento climático poderá criar exatamente o mesmo problema. A renegociação resolve a urgência; o seguro, a assistência técnica e uma política consistente de gestão de risco diminuem a possibilidade de uma nova crise”.

Rezende defende que os recursos para o seguro rural tenham estabilidade e não sejam submetidos a cortes no decorrer do ano. “Não existe seguro eficiente sem previsibilidade orçamentária. Produtores, seguradoras e resseguradoras precisam saber quanto estará disponível e quando a subvenção será liberada. Proteger a lavoura custa menos ao País do que socorrer repetidamente o produtor depois que a perda já ocorreu”.

O exercício realizado pela FGV Agro mostra o tamanho da diferença. Com base no desempenho do PSR em 2025, uma dotação de R$ 3,6 bilhões permitiria proteger 20,47 milhões de hectares, contratar cerca de 398 mil apólices e gerar R$ 10,16 bilhões em prêmios de seguro.

No ano passado, o programa alcançou somente 3,3 milhões de hectares e pouco mais de R$ 18,1 bilhões em importância segurada. A subvenção federal ficou em R$ 581,1 milhões. Em 2021, quando atingiu seu maior alcance, o PSR protegeu 14,23 milhões de hectares.

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Os pesquisadores ressalvam que a expansão não ocorreria automaticamente. Seria necessário ampliar a capacidade de seguradoras e resseguradoras, garantir recursos no Orçamento e estimular a contratação pelos produtores. O custo fiscal da renegociação também pode variar ao longo do tempo, conforme o pagamento das parcelas.

Apesar dessas limitações, o estudo sustenta que políticas de valores semelhantes produzem resultados diferentes. A renegociação age depois da perda, reduzindo o peso do passivo. O seguro atua antes do choque e evita que parte do prejuízo se transforme em inadimplência, recuperação judicial, perda de garantias ou pressão por novo socorro público.

Além das mudanças na MP, a FPA trata como prioridade o Projeto de Lei 2.951/2024, que moderniza o seguro rural. A proposta impede o bloqueio dos recursos destinados à subvenção, oferece estímulos para produtores segurados e reformula o Fundo de Estabilidade do Seguro Rural, que passaria a funcionar como Fundo de Catástrofe.

Para a bancada, a saída da crise depende das duas frentes. A renegociação precisa chegar rapidamente aos produtores que perderam capacidade de pagamento, enquanto o fortalecimento do seguro deve reduzir a exposição das próximas safras. O objetivo é evitar que o País apenas adie o passivo atual e tenha de discutir, em poucos anos, uma nova renegociação das mesmas dívidas.

Fonte: Pensar Agro

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