Mato Grosso

Envio de materiais para publicação em revista sobre a cultura em MT pode ser feito até segunda-feira (6)

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O prazo para envio de textos e imagens para publicação na Revista Observatório, que é editada pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), encerra na segunda-feira (6.10). Com o tema ‘Mulheres e protagonismo na cultura mato-grossense’, o periódico está em sua 2ª edição para fomentar a produção e diálogos no setor cultural.

“A revista Observatório é um espaço que contribui para a reflexão e o debate em torno de diversos eixos da cultura, e que nesta edição, tem o protagonismo das mulheres como tema base. Compartilhe suas produções e ajude a manter os saberes culturais vivos!”, reforça o secretário adjunto de Cultura da Secel, Jan Moura.

O convite para publicação é voltado a pesquisadores, estudantes, artistas, gestores culturais, produtores, empreendedores culturais, servidores públicos e demais profissionais da cadeia produtiva da cultura. A participação é voluntária e sem ônus para a administração pública.

Podem ser enviados conteúdos (textos e/ou imagens) sobre estudos técnicos realizados pela Secel, artigos derivados de pesquisas acadêmicas e análises sobre ações culturais com impactos socioeconômicos desenvolvidos em Mato Grosso.

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Além de baseados no tema ‘Mulheres e protagonismo na cultura mato-grossense’, os textos podem seguir diferentes eixos, como políticas públicas, diversidade, audiovisual, expressões artísticas, patrimônio histórico, economia criativa, literatura, inclusão e acessibilidade, entre outros.

Os direcionamentos são os mesmos para a inscrição de trabalhos artísticos (fotografias, gravuras, ilustrações). Todos os trabalhos inscritos serão submetidos à avaliação da Comissão Editorial da Revista, que será publicada em formato digital.

Entre os critérios de seleção estão adequação ao tema, formatação adequada, qualidade técnica da escrita, argumentação e dados, impactos socioeconômicos na cadeia produtiva da cultura e relevância social e cultural. Também são consideradas as referências bibliográficas e as citações referenciadas.

O envio dos materiais deve ser feito exclusivamente pela internet, por meio do formulário online (link aqui) até o dia 6 de outubro. A relação dos trabalhos selecionados para publicação será divulgada até o dia 20 de outubro.

Mais informações sobre o tema, eixos e formatos exigidos estão descritos no convite para publicação, que está disponível no site www.secel.mt.gov.br/observatorio. No mesmo espaço é possível baixar a 1ª edição da Revista Observatório.

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Serviço:
Revista Observatório – 2ª edição
Inscrição de textos e imagens: até 6 de outubro
Acesso ao convite e formulário de inscrição: link aqui
Contato para dúvidas: e-mail [email protected]

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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