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TJMT promove curso sobre recuperação de ativos e combate à lavagem de dinheiro

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por meio do Comitê Interinstitucional de Defesa do Patrimônio Público (CIPP) e da Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT), em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, ofertará presencialmente nos dias 20 e 21 de outubro, em Cuiabá, o “Programa Nacional de Capacitação e Treinamento para a Recuperação de Ativos e o Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro – Avançado”.

Segundo o desembargador Hélio Nishiyama, coordenador do Comitê Interinstitucional, o objetivo é que, ao final da capacitação, os participantes sejam capazes de compreender o funcionamento do Sistema Nacional de Combate à Lavagem de Dinheiro e Recuperação de Ativos, com ênfase no papel institucional do Poder Judiciário, estando capacitados para a análise crítica de relatórios de inteligência financeira que subsidiam a formação do convencimento judicial.

Conforme o magistrado, o enfrentamento qualificado da criminalidade organizada e dos crimes econômicos constitui um dos mais relevantes desafios contemporâneos do sistema de justiça brasileiro. “A crescente sofisticação das organizações criminosas, aliada à complexidade das operações financeiras utilizadas para ocultação de bens, direitos e valores de origem ilícita, impõe a necessidade de constante aperfeiçoamento técnico por parte dos magistrados e demais operadores do direito”, ressaltou.

Segundo Nishiyama, a recuperação de ativos desponta como instrumento essencial para a desestruturação econômica dessas organizações, viabilizando não apenas a diminuição de sua capacidade operacional, mas também a reparação dos danos causados ao erário e à coletividade.

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Peça publicitária colorida azul e marrom. Texto: Save the date. 20 e 21 de outubro. Cuiabá-MT. Programa Nacional de Capacitação e Treinamento para a Recuperação de Ativos e o Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro - Avançado“O Programa Nacional de Capacitação e Treinamento para a Recuperação de Ativos e o Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro, concebido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em parceria com órgãos especializados, configura importante estratégia institucional voltada à difusão de boas práticas, à padronização de procedimentos e à consolidação de conhecimentos técnico-jurídicos no enfrentamento da criminalidade econômica organizada”, complementou.

A capacitação incluirá a apresentação institucional do Comitê Interinstitucional de Defesa do Patrimônio Público – CIPP, cuja atuação se pauta na articulação e fomento de ações estratégicas voltadas ao enfrentamento dos crimes contra a administração pública, da lavagem de dinheiro e dos atos de improbidade administrativa.

Além do desembargador Hélio Nishiyama, também são coordenadores da iniciativa os juízes Bruno D’Oliveira Marques e Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni.

Inscrições

Poderão se inscrever para a capacitação magistrados(as) e servidores(as) do TJMT e Justiça Federal, membros do Ministério Público Estadual e Federal, Advocacia-Geral da União, Procuradoria-Geral do Estado, conselheiros e auditores do Tribunal de Contas, Controladoria-Geral do Estado e União e delegados da Polícia Judiciária Civil e Polícia Federal.

Clique neste link para efetuar sua inscrição.

Nomenclatura

Com uma abordagem mais estratégica e preventiva, o Comitê Interinstitucional de Defesa do Patrimônio Público (CIPP) é uma modernização do antigo Núcleo de Enfrentamento aos Crimes de Corrupção e à Improbidade Administrativa (Necco), criado em 2012 no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

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O Necco foi criado com o objetivo de articular estratégias interinstitucionais para fortalecer investigações e processos relacionados a crimes contra a administração pública. Entre suas atribuições estão o incentivo à celeridade processual, à promoção de capacitações e à proposição de medidas preventivas para garantir a integridade da gestão pública.

Desde janeiro deste ano, com a designação do desembargador Hélio Nishiyama como coordenador, o Núcleo está sendo reformulado. A equipe tem atuado na reestruturação institucional do Núcleo, retomando parcerias e desenvolvendo ações concretas, como a realização do curso.

Nesse ínterim, surgiu a proposta de alteração da nomenclatura, que busca enfatizar a proteção ativa do patrimônio público, a articulação com instituições parceiras e a promoção da governança, indo além da repressão penal tradicional.

“A alteração visa fortalecer a imagem institucional do órgão, ampliar sua efetividade e alinhar suas ações às diretrizes modernas de gestão pública, promovendo maior clareza de propósito e engajamento com a sociedade e os parceiros institucionais”, complementou o desembargador.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Proteção à infância avança com atuação humanizada do Judiciário

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O Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, instituído pela Lei federal nº 8.069/1990, representa um marco na legislação brasileira e mundial ao determinar a proteção integral às pessoas dessa faixa etária, em razão de sua condição de seres em desenvolvimento.
Enquanto responsável por aplicar as leis, o Judiciário tem garantido o acesso de crianças e adolescentes aos seus direitos fundamentais, o que pode ser observado no número de processos.
Conforme levantamento realizado pelo Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (DAPI), vinculado à Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-MT), é crescente o número de ações judiciais envolvendo crianças e adolescentes ao longo dos anos. Somente na esfera cível, houve um salto de 4.992 processos em 2020, para 11.653 ações em 2025. Neste ano, até o último dia 10 de julho, já haviam sido ajuizados 6.167 casos na primeira instância da Justiça estadual.
Em relação às sentenças, o crescimento também é significativo, pulando de 1.196 em 2020, para 9.113 em 2025. Neste ano, já foram proferidas 4.396 sentenças somente nos processos envolvendo crianças e adolescentes.
A maioria dessas ações são relativas a medidas protetivas, acolhimento institucional, obrigação de fazer ou não fazer, orientação e acompanhamento temporário, acesso próximo ao domicílio, tratamento médico-hospitalar, guarda, adoção, fornecimento de medicamentos, entre outros.
Na seara infracional também houve aumento no número de processos. Em 2020, foram registrados 4.728 casos novos. De lá para cá, o pico de processos ocorreu no ano seguinte, com 7.860 ações, caindo levemente para 7.520 em 2025. Neste ano, já foram ajuizadas 4.385 ações, até o dia 10 de julho.
O crescimento no número de sentenças também é observado na série histórica, com 1.624 sentenças em 2020, subindo para 5.986 no ano passado. Em 2026, 3.111 processos na esfera infracional já foram sentenciados até 10 de julho, em todo o Primeiro Grau de jurisdição do estado.
Abordagem humanizada
Mais do que nos números, a eficiência do atendimento judiciário à população infantojuvenil pode ser observada na humanização de cada abordagem processual. Ao reconhecer a condição de vulnerabilidade de cada criança e adolescente, o Judiciário mato-grossense adota medidas de acolhimento, como o depoimento especial, por exemplo.
Quando uma criança ou adolescente precisa ser ouvido em um processo judicial, isso demanda um cuidado redobrado e uma técnica especial, o que ocorre por meio do depoimento especial. Essa é uma forma de buscar a prova mediante relato do menor à autoridade policial ou judiciária, sempre por um profissional capacitado, geralmente psicólogo ou assistente social, de forma humanizada, reservada e respeitando os sentimentos e o tempo de cada um. Tal mecanismo é previsto na Lei nº 13.431/2017, que estabelece o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência.
Crianças e adolescentes cujos pais passam pelo processo de separação ou divórcio, também recebem atenção especial do Judiciário estadual, por meio das oficinas de parentalidade, oferecidas gratuitamente aos responsáveis, visando garantir o bem-estar emocional dos filhos, além de suas próprias emoções. As oficinas também são uma importante ferramenta para prevenir crimes como a alienação parental.
Realizadas por meio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), de forma alinhada à Recomendação nº 50/2014 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Autor: Celly Silva

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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