AGRONEGÓCIO

STF julga Ferrogrão e decisão pode definir futuro da logística e custos do agronegócio

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O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quinta-feira (02.10) o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, que questiona a constitucionalidade da Lei 13.452/2017. Essa legislação alterou os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para viabilizar o traçado da Ferrogrão, ferrovia projetada para ligar Sinop (MT) ao porto de Miritituba (PA).

A obra está paralisada desde março de 2021, quando o ministro Alexandre de Moraes concedeu liminar atendendo a pedido do PSOL, que alegou impactos ambientais e em terras indígenas. Para o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Theo Sampaio, o julgamento não deve afetar o cronograma para a concessão da ferrovia.

“O entendimento que a procuradoria jurídica nos apresenta é que uma coisa não obstrui a outra”, disse, durante a abertura da 9ª edição do Brasil nos Trilhos, evento promovido pela Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF).

A Ferrogrão é um projeto de ferrovia de aproximadamente 1,1 mil quilômetros, que vai ligar o norte de Mato Grosso, região produtora de grãos, até Miritituba, no Pará, permitindo escoar soja, milho e outros produtos agrícolas de forma mais eficiente e sustentável. A obra é considerada estratégica para o transporte brasileiro, reduzindo custos logísticos e oferecendo alternativa ao transporte rodoviário, com menor emissão de gases de efeito estufa.

O processo em julgamento é a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, que questiona uma lei de 2017 que reduziu o tamanho do Parque Nacional do Jamanxim para acomodar o traçado da ferrovia. O caso estava paralisado desde 2023 e será avaliado no Plenário físico do STF.

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A ANTT afirma que os estudos do projeto foram atualizados para evitar impactos sobre áreas ambientais e comunidades indígenas, garantindo que o traçado não comprometa territórios protegidos.

Mesmo com o julgamento, a ANTT mantém o prazo para enviar o projeto de concessão ao Tribunal de Contas da União (TCU) até dezembro de 2025. O leilão da ferrovia está previsto para o primeiro semestre de 2026.

Isan Rezende

“Os estudos foram atualizados e estamos agora fazendo a revisão final, com ajustes regulatórios e contratuais dentro da competência da agência. Pelo que a procuradoria orienta, o julgamento da ADI não impacta a concessão”, afirmou Sampaio.

O secretário Nacional de Transporte Ferroviário do Ministério dos Transportes, Leonardo Cezar Ribeiro, reforçou a importância da ferrovia para o escoamento da safra agrícola e para o desenvolvimento logístico do país. “Hoje, nós não vemos problemas na questão do traçado. Atualizamos os estudos, inclusive com análise de custo-benefício, para mostrar que o projeto é relevante do ponto de vista social, ambiental e econômico”, disse.

Segundo Ribeiro, o projeto foi aprimorado com participação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, garantindo que diferentes setores do governo e da sociedade tenham sido ouvidos. “Não fazer a Ferrogrão é um problema. É um projeto crucial para o setor de transporte brasileiro e para o escoamento da produção agrícola de forma mais sustentável”, destacou.

Especialistas e produtores veem a Ferrogrão como uma alternativa para reduzir custos e aumentar a competitividade da produção agrícola brasileira. Com capacidade para transportar grãos em larga escala, a ferrovia pode desafogar rodovias, diminuir acidentes e reduzir o impacto ambiental do transporte de cargas pesadas.

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Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende, o julgamento da Ferrogrão é estratégico para o agronegócio brasileiro. “Estamos falando de uma ferrovia que pode reduzir significativamente os custos de transporte da produção do Centro-Oeste para os portos do Arco Norte, tornando nossas commodities mais competitivas no mercado internacional. A decisão do STF terá impacto direto na economia do setor, independentemente das discussões ambientais”, afirmou Rezende.

“Do ponto de vista logístico, a Ferrogrão é um divisor de águas. Hoje, boa parte da safra precisa percorrer longas distâncias por rodovias, com aumento de custos, riscos e tempo de escoamento. A ferrovia vai melhorar a eficiência do transporte, reduzir perdas e possibilitar uma cadeia mais organizada, beneficiando produtores, tradings e toda a economia envolvida”, complementa.

“Para o Brasil manter sua posição de destaque no comércio agrícola global, precisamos de infraestrutura sólida. A Ferrogrão representa não apenas uma oportunidade de escoar grãos, mas também de impulsionar investimentos e gerar empregos em regiões estratégicas. O setor está atento ao julgamento, porque cada mês de atraso reflete diretamente em custos e competitividade”, conclui Isan.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Prefeitura participa do Conecta Contábil e destaca modernização tributária em Cuiabá

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O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Agricultura, Fellipe Pereira Correa, abriu na manhã desta sexta-feira (24) a etapa Cuiabá do Conecta Contábil Mato Grosso, realizada na CDL Cuiabá. O evento, promovido pelo Sescon-MT com apoio da Prefeitura, reúniu profissionais da contabilidade, empresários e representantes do poder público para discutir inovação, conformidade fiscal e os impactos da reforma tributária.

Ao dar início à programação, o secretário destacou a importância do diálogo entre o município e os profissionais que atuam diretamente na orientação do setor produtivo. Segundo ele, a troca de informações fortalece a segurança jurídica e contribui para um ambiente de negócios mais previsível.

Durante a abertura, o ex-secretário municipal e atual vice-presidente da FCDL, Fernando Medeiros, ressaltou o papel da integração institucional para enfrentar as mudanças no sistema tributário. “Esse evento vem exatamente para isso, para que a gente tenha previsibilidade e possa, de mãos dadas com a Prefeitura de Cuiabá, trabalhar, gerar emprego e renda sem prejuízo”, afirmou. Ele também destacou os avanços recentes na desburocratização, como a implantação do Balcão Único, que reduz o tempo de abertura de empresas na capital.

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Representando o Sescon-MT, o presidente Marco Aurélio Jr enfatizou a relevância do encontro para a categoria. “Estamos vivendo um momento extremamente simbólico para a nossa classe. Mais do que uma data comemorativa, este evento reafirma que tudo passa pelo contador, que é responsável por interpretar a legislação e orientar o contribuinte”, declarou, lembrando ainda o Dia do Profissional da Contabilidade, celebrado em 25 de abril.

A programação contou com seis painéis técnicos abordando temas como inteligência artificial no atendimento fiscal, meios de pagamento, novo layout da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica e autorregularização. Entre os destaques, o secretário adjunto de Receita, Thiago Semensato, apresentou soluções tecnológicas adotadas pela Prefeitura, incluindo o uso de chatbot para atendimento ao contribuinte, reforçando o processo de modernização da gestão tributária municipal.

O Conecta Contábil Mato Grosso seguiu até o meio-dia com debates técnicos e espaço para perguntas, consolidando-se como um importante fórum de atualização e alinhamento entre Fisco e setor produtivo em Cuiabá.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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