A 2ª temporada da série de ficção “Fica Perto” segue com filmagens em diferentes locações de Primavera do Leste (a 243 km de Cuiabá) até esta terça-feira (30.9), movimentando diversas áreas econômicas e culturais do município. A produção mato-grossense foi contemplada pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) por meio do edital Cinemotion de Produção Audiovisual – edição Lei Paulo Gustavo.
“Eu sou muito feliz com as conquistas que andam ocorrendo para o cinema de Primavera do Leste. A indústria da cultura contrata pessoas e serviços, e movimenta uma gama de áreas, como hotelaria, restaurantes, materiais de construção, aluguéis, combustível, roupas e acessórios”, destaca o diretor e roteirista da série, Wanderson Lana.
A séria conta a história de quatro amigos que, ao planejar um plano de vingança com assassinato, fazem com que suas vidas nunca mais sejam as mesmas. Em meio ao desejo de justiça, João, Miguel, Caio e Marina, ainda precisam lidar com seus próprios segredos e medos numa tentativa de ficarem juntos.
Cinco anos depois dos acontecimentos da primeira temporada, que foi transmitida pelo canal de YouTube Faces Filmes, os personagens de Fica Perto ainda carregam marcas do passado.
O elenco principal conta com os atores Jeisy Sá, Marcione Neves, Rodsley Gomes e Hiago Gonçalves. Ao todo, a produção reúne mais de 45 profissionais, sendo a maioria de artistas e técnicos da própria cidade, formados em projetos socioculturais locais.
“Além do aprofundamento da história, a nova temporada dá corpo e voz a uma narrativa nascida no interior de Mato Grosso”, enfatiza o diretor.
Entre os espaços da locação estão restaurantes, praças, ciclovia, pontos turísticos, como o Lago Municipal e a Lagoa Azul, além de cemitério, câmara e teatro municipais.
“Esses lugares, tão presentes no cotidiano dos moradores de Primavera do Leste, passam a compor o imaginário da série, reforçando a identidade local e a grande conexão da direção do filme em mostrar a beleza de Primavera do Leste como cenários de filmes e séries”, conclui Wanderson Lana.
“Fica Perto! 2ª Temporada” é uma realização da Faces da Cultura, uma associação cultural de Primavera do Leste que conta com escola de teatro e produtora de filmes.
O café é considerado a segunda bebida mais consumida no mundo, atrás apenas da água, e, em Mato Grosso, a produção tem se consolidado como uma importante alternativa de renda para agricultores familiares. Com variedades já validadas para os solos das regiões Norte e Noroeste, onde se concentram os maiores produtores, o cenário é promissor. O avanço é resultado de investimentos do Governo do Estado com R$ 3,1 milhões em equipamento, máquinas, veículos e insumos, também investe em pesquisa por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).
O fortalecimento da cadeia produtiva também abre perspectivas para a expansão da cafeicultura em outras regiões do estado, como o Araguaia, que apresenta potencial para o desenvolvimento da atividade.
Para a secretária Andreia Fujioka, o avanço da cafeicultura no estado reflete uma estratégia de desenvolvimento rural baseada na valorização da produção familiar e na incorporação de conhecimento técnico ao campo. Segundo ele, quando o produtor tem acesso a estrutura, pesquisa, assistência e tecnologia, o resultado vai além do aumento de produção, alcançando estabilidade econômica e permanência das famílias no meio rural.
“O fortalecimento da cafeicultura em Mato Grosso mostra que, é possível gerar renda, oportunidades e garantir dignidade para as famílias no campo”, destacou.
No município de Castanheira, o pequeno produtor Osvaldo Roberto Gomes e sua esposa, Zeni Pereira Gomes, são exemplo de superação e transformação no campo. Há cinco anos, o casal decidiu migrar de outra cadeia de produção alimentar para investir no cultivo de café, motivado pela orientação técnica da Empaer.
A mudança exigiu adaptação. No início, as dificuldades com o novo sistema de plantio foram um desafio. Com o tempo, porém, o aprendizado e o acompanhamento técnico deram resultado. Hoje, a propriedade conta com mais de oito mil pés de café, conduzidos com manejo adequado e foco na qualidade.
“Comercializamos nossa produção na feira de Juína. Optar pelo café foi uma boa alternativa de renda. Aqui, podemos contar com a assistência técnica da Empaer e com a Seaf. No começo, tivemos um pouco de dificuldade, porque o sistema de plantio é diferente, mas depois pegamos o jeito. Aqui sou eu e minha esposa, com mais de oito mil pés de café”, contou Osvaldo.
A produção, inicialmente modesta, começou de forma artesanal. Zeni relembra que, na primeira colheita, o casal optou por torrar o próprio café e vender diretamente ao consumidor.
“Na primeira colheita, não vendemos para terceiros; nós mesmos torramos. Comecei a ir à feira vendendo para uma ou outra pessoa em Juína; todo mundo conhece a gente lá. Se não fosse o café, a gente não estaria mais aqui, porque atravessamos uma época difícil”, contou.
O trabalho de pesquisa e assistência técnica foi fundamental para consolidar o sucesso da produção. A engenheira agrônoma e pesquisadora da Empaer, dra. Danielle Muller, destacou que o caso da família representa a essência da agricultura familiar.
“Nós vimos que o seu Osvaldo e a esposa representam a agricultura familiar raiz: plantam, colhem, beneficiam e levam o café para vender na feira. Durante cinco anos, nos dedicamos a pesquisar as variedades de clones de robusta amazônico para identificar quais são ideais para o solo mato-grossense. Hoje, temos materiais validados para as nossas condições, o que fortalece ainda mais a atividade no estado”, explica.
Segundo a pesquisadora, a lavoura do produtor é um exemplo de boa condução técnica, com sistema de irrigação implantado, espaçamento adequado e uso de clones produtivos e com qualidade de bebida.
“O café do seu Osvaldo está bem conduzido. Ele já utiliza clones como o 25 e o 03, que apresentam boa produtividade e qualidade. Esse é o caminho para consolidar a cafeicultura no estado”, completa.
Equipe de pesquisadores da Empaer-MT.
Para o extensionista rural da Empaer, Thiago Evandro Marim, que acompanha a propriedade há anos, o café representa mais do que uma alternativa econômica. “O café, para mim, representa muito mais do que esperança: representa realidade. Esse casal é um exemplo claro disso. Eles migraram de outra cadeia e hoje têm 100% da renda proveniente do café. É uma cultura viável para a agricultura familiar, com alta produtividade, que exige pouca área e tem grande potencial de crescimento. Além disso, contribui para manter as famílias no campo, evitando a evasão para a cidade”, afirma.
Entre desafios e conquistas, Osvaldo e Zeni encontraram no café não apenas uma fonte de renda, mas um novo projeto de vida. Mais do que esperança, a cafeicultura se tornou realidade e abriu novas perspectivas para o futuro da família, um retrato fiel do potencial que cresce no campo mato-grossense.
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