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Prefeitura atua contra fogo próximo ao Parque Mãe Bonifácia

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Uma resposta rápida da Prefeitura de Cuiabá foi crucial para controlar o incêndio que atingiu a vegetação próxima ao Parque Mãe Bonifácia e às imediações do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e da Vigilância Sanitária, na manhã deste sábado (27). O Corpo de Bombeiros agiu prontamente em uma ação viabilizada pelo convênio de jornada delegada, custeado pela gestão municipal, o que permitiu a extinção do fogo na área próxima à pista que liga a Avenida Miguel Sutil ao Centro de Eventos do Pantanal.

De acordo com o secretário-adjunto especial da Defesa Civil de Cuiabá, coronel BM Alessandro Borges Ferreira, a atuação integrada foi essencial para conter o risco. Ele explicou que a Defesa Civil acompanhou todo o processo e articulou com a Secretaria Municipal de Obras a disponibilização de uma retroescavadeira para realizar um aceiro preventivo, mantendo o fogo confinado.

O coronel destacou ainda que, mesmo após a extinção das chamas, permanecem brasas que, com vento e baixa umidade, podem provocar a reignição do fogo. “O aceiro preventivo foi fundamental para impedir que as chamas se espalhassem e atingissem prédios próximos, como a Vigilância Sanitária, o HMC e o próprio Centro de Eventos do Pantanal”, lembrou.

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Segundo ele, o caso ilustra os esforços da Prefeitura tanto na prevenção quanto no combate às queimadas urbanas. A área já havia passado por limpeza e aceiro realizado pela Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), o que reduziu a proporção da ocorrência.

“Foi uma ocorrência pequena diante do todo, justamente porque o trabalho preventivo havia sido feito. Tivemos atendimento rápido dos Bombeiros, participação da Defesa Civil e uso de maquinário para reforçar a segurança. Seguimos atentos, todos juntos, no projeto por uma Cuiabá Sem Queimadas”, concluiu Alessandro.

A Prefeitura reforça que queimadas em Cuiabá agora são consideradas crime durante todo o ano e que a população pode ajudar no enfrentamento denunciando pelos canais oficiais: Corpo de Bombeiros (193), Defesa Civil de Cuiabá pelo WhatsApp (65) 99244-4018 e Web Denúncias no endereço sorp.cuiaba.mt.gov.br.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Reforma tributária aprovada em 2023 ainda cria incertezas sobre custo do frete

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O debate em torno da reforma tributária atingiu um ponto crítico para o setor logístico que atende o campo. De um lado, transportadoras projetam um aumento expressivo na carga de impostos com as novas regras; de outro, o governo federal sustenta que o novo sistema, baseado no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), trará equilíbrio e simplificação. O que está em jogo é o custo final do frete que chega à porteira do produtor.

A questão é que apesar da Reforma Tributária tenha sido aprovada no final de 2023, ainda não está em vigor na sua totalidade. O Brasil vive atualmente a fase de regulamentação, onde o Congresso debate as leis complementares que vão definir, na prática, como o imposto será calculado e cobrado. É exatamente por isso que o setor logístico intensificou as discussões em Brasília agora: é nesta etapa final que as ‘regras do jogo’ — como alíquotas específicas e regimes de crédito — são definidas antes da implementação definitiva do novo sistema.

O ponto de tensão surgiu após a divulgação de um estudo da consultoria Rumo Brasil, que estima uma possível alta de 414,44% na carga tributária das empresas de transporte. O número, que vem sendo utilizado pelo setor em negociações em Brasília, baseia-se na preocupação com o fim de regimes de créditos tributários que as transportadoras utilizam hoje para abater custos operacionais. Segundo as empresas, sem esses créditos, o valor do imposto sobre a operação subiria drasticamente.

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O governo, por sua vez, contesta esse cenário de “explosão de custos”. A equipe econômica argumenta que o novo sistema tributário permite o aproveitamento de créditos sobre todos os insumos e serviços utilizados na operação logística, o que, em tese, eliminaria o efeito cascata do imposto atual. Para o Executivo, o aumento projetado por consultorias ignora a nova lógica de compensação, que visa tornar a carga mais transparente e uniforme.

O impacto na ponta

Para o agricultor e o pecuarista, a disputa técnica tem um impacto direto no bolso. A logística é um dos componentes principais na formação do preço das commodities: se o custo do frete sobe, o lucro do produtor é afetado. Isso ocorre de duas formas:

  1. Vendas FOB: Quando o produtor arca com o frete, qualquer aumento na tabela das transportadoras é uma redução imediata na margem de lucro da sua produção.

  2. Insumos: O frete também incide sobre o custo dos fertilizantes, sementes e rações que chegam à fazenda. Se a logística fica mais cara para o transportador, esse custo é repassado ao longo da cadeia.

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Ainda não há um consenso sobre como essas novas regras serão aplicadas na prática. Enquanto as transportadoras pressionam o Congresso por alíquotas diferenciadas ou regimes especiais para evitar o aumento do imposto, o governo tenta manter a estrutura central da reforma para garantir a prometida simplificação.

Para o produtor rural, o cenário atual é de espera e cautela. A definição de como ficará o custo tributário do frete será fundamental para o planejamento das próximas safras e para a manutenção da competitividade do produto brasileiro, que já enfrenta os desafios históricos de uma logística rodoviária de longas distâncias.

Fonte: Pensar Agro

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