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Dólar abre em baixa nesta sexta-feira com atenção voltada a indicadores econômicos dos EUA

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Ibovespa inicia o dia com desempenho misto

O principal índice da Bolsa brasileira, Ibovespa, apresentou variações mistas nas primeiras operações do pregão. O mercado acompanha de perto os desdobramentos da política monetária interna e fatores externos, como os indicadores econômicos americanos.

Economia americana: crescimento revisado e impacto de novas tarifas

O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA foi revisado para cima, registrando crescimento de 3,8% no segundo trimestre de 2025, superando as expectativas de analistas. O desempenho foi impulsionado pelo aumento nos gastos do consumidor e redução nas importações, em parte devido às tarifas impostas pelo governo Trump.

Além disso, o presidente Donald Trump anunciou novas tarifas sobre produtos farmacêuticos, caminhões pesados, móveis e itens de cozinha e banheiro, movimentando o comércio internacional e podendo influenciar futuras decisões do Federal Reserve (Fed) sobre taxas de juros.

Banco Central do Brasil reduz projeção de crescimento do PIB

O Banco Central divulgou o Relatório de Política Monetária do 3º trimestre, revisando a projeção de crescimento do PIB em 2025 de 2,1% para 2%. Para 2026, ano de eleições, a estimativa caiu para 1,5%, marcando o menor ritmo desde 2020, quando a economia recuou 3,3% devido à pandemia.

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A revisão acontece em um cenário de juros elevados, estratégia adotada para controlar pressões inflacionárias.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,48% em setembro, levemente abaixo da previsão de 0,51%. Com isso, o acumulado em 12 meses chegou a 5,32%, e em 2025, a 3,76%.

O grupo Habitação, em especial a energia elétrica residencial, foi responsável pelo aumento de 12,17%, devido ao fim do Bônus de Itaipu, que havia reduzido tarifas no mês anterior.

Mercados internacionais: bolsas em baixa e resultados mistos na Ásia

Os principais índices de Wall Street encerraram o dia em queda, impactados por dados econômicos mais fortes que o esperado e falas de dirigentes do Fed:

  • Dow Jones: -0,38%
  • S&P 500: -0,50%
  • Nasdaq: -0,50%

Na Europa, as bolsas também recuaram, pressionadas pela desvalorização de empresas do setor médico e incertezas sobre política monetária americana:

  • STOXX 600: -0,7%
  • DAX (Alemanha): -0,56%
  • FTSE 100 (Reino Unido): -0,39%

Na Ásia, os resultados foram mistos: o CSI300 da China subiu 0,60%, o Hang Seng de Hong Kong caiu 0,13%, e o Nikkei do Japão avançou 0,27%.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de café na Ásia enfrenta escassez de oferta e preocupa traders com riscos climáticos do El Niño

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O mercado de café no Sudeste Asiático segue operando com oferta restrita e baixa liquidez nas últimas semanas, em um cenário marcado pela retenção de vendas no Vietnã, atrasos na colheita da Indonésia e crescente preocupação com os impactos climáticos associados ao possível retorno do fenôeno El Niño. A avaliação é da Hedgepoint Global Markets, que monitora o comportamento do mercado global da commodity.

Segundo a análise, o Vietnã — maior produtor mundial de café robusta — registrou forte desempenho nas exportações até abril da safra 2025/26, embarcando 18,6 milhões de sacas, volume 23,9% superior ao observado no mesmo período do ciclo anterior.

Vietnã reduz disponibilidade de café após vendas aceleradas

De acordo com a Hedgepoint Global Markets, os produtores vietnamitas aproveitaram os preços elevados, a maior oferta da safra e a menor presença do Brasil nas exportações nos últimos meses para intensificar as vendas no início da temporada.

Com grande parte da produção já comercializada e o país entrando no período de entressafra, os produtores passaram a reduzir o ritmo de novos negócios, diminuindo a disponibilidade de café no mercado internacional.

Esse movimento levou compradores a buscar alternativas na Indonésia. No entanto, o país também enfrenta dificuldades de oferta.

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Chuvas atrasam colheita de café na Indonésia

As chuvas intensas registradas nas últimas semanas provocaram atrasos no início da colheita da safra 2026/27 da Indonésia, reduzindo a disponibilidade imediata do produto e limitando os volumes exportados.

“A safra 26/27 da Indonésia tinha previsão de começar em abril, com volumes maiores chegando ao mercado a partir de maio. No entanto, chuvas intensas ao longo do mês passado atrasaram o início da colheita, limitando a disponibilidade de café”, afirma Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.

Oferta restrita sustenta preços do café robusta

O cenário de menor disponibilidade na Ásia também tem sustentado os preços internacionais do café robusta, principalmente porque a entrada da safra brasileira 2026/27 ainda ocorre de forma lenta, apesar da expectativa de produção recorde.

Outro fator que contribui para o suporte das cotações é o fortalecimento do real frente ao dólar, condição que reduz o interesse de produtores brasileiros em acelerar vendas no curto prazo.

El Niño amplia preocupações para próximas safras

Além das restrições imediatas de oferta, o clima segue no radar do mercado cafeeiro global. No Vietnã, abril registrou chuvas abaixo da média após um março mais úmido, aumentando as preocupações sobre a floração e o desenvolvimento das lavouras.

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As atenções do mercado se concentram na possibilidade de formação de um novo episódio de El Niño ao longo do segundo trimestre, fenômeno que pode afetar a disponibilidade hídrica nas regiões produtoras.

“Até o momento, nenhum impacto negativo foi relatado, e chuvas adicionais são esperadas nos próximos dias, o que deve proporcionar algum alívio aos agricultores”, destaca Laleska Moda.

Segundo a analista, os maiores riscos climáticos ainda estão concentrados nas próximas temporadas.

“Os principais riscos são vistos atualmente para a safra 27/28, já que o El Niño poderia restringir a disponibilidade de água para irrigação e atrasar a floração do café”, afirma.

Mercado segue atento à oferta global de café

Com estoques reduzidos no Vietnã, atraso da colheita na Indonésia e incertezas climáticas para os próximos ciclos, o mercado internacional de café segue monitorando de perto a evolução da oferta asiática.

A combinação entre menor disponibilidade imediata e riscos climáticos futuros mantém o setor em alerta e reforça a volatilidade nas cotações globais do café robusta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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