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Pesquisa filosófica sobre reencantamento do mundo é destaque

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A promotora de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Lindinalva Correia Rodrigues, foi aprovada com nota máxima em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da licenciatura em Filosofia pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A defesa pública ocorreu nesta quarta-feira (24), e contou com a presença de professores, colegas e familiares.Intitulado “Do vazio de sentido ao mundo imaginal”, o trabalho foi orientado pelo professor doutor Walter Gomide do Nascimento Junior e propõe uma profunda reflexão sobre os dilemas existenciais da sociedade contemporânea. A pesquisa percorre temas como o desencantamento do mundo, o culto ao trabalho, o consumismo e a possibilidade de reencantamento por meio da filosofia imaginal.A estrutura do TCC é dividida em quatro capítulos, que dialogam com pensadores clássicos e contemporâneos como Max Weber, Nietzsche, Zygmunt Bauman, Byung-Chul Han, Heidegger e Henry Corbin, além de incorporar a proposta da Ética Quântica Transreal, desenvolvida pelo orientador.Segundo Lindinalva, a escolha do tema foi motivada por inquietações pessoais e profissionais diante da lógica acelerada e hiperconectada da vida moderna. “Nascemos para morrer. Seguindo dia após dia mais perto desta realidade inexorável, razão pela qual afirmo que a filosofia me salvou. Ela não me salvou do mundo, que segue seu curso plenamente com, ou sem, a minha existência, ela me salvou de mim, mostrando-me a pequenez do que eu tinha antes como triunfos, jogando em minha cara a ignorância indisfarçável que sempre me devorou, neste moinho de gente chamado de vida”, destacou a promotora.A promotora também ressaltou que o estudo filosófico permitiu uma reconexão com o sentido da existência. “Agora por onde eu for, todos os filósofos e filósofas que conheci e ainda conhecerei estarão comigo, não sigo mais de mãos dadas só com a morte, pois esses pensadores e pensadoras me acompanham, neste mundo de possibilidades, onde só o conhecimento nos justifica. Para os que ainda perguntam: “A filosofia serve para quê?”. Eu tenho a minha resposta: A filosofia serve para tudo”, ressaltou Lindinalva Correia Rodrigues.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Penas de sete faccionados condenados pelo Júri somam 192 anos

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O Tribunal do Júri de Água Boa (a 730 km de Cuiabá) condenou sete integrantes de uma facção criminosa por homicídio qualificado e participação em organização criminosa. Parte dos réus também foi condenada pelos crimes de cárcere privado, tortura e ocultação de cadáver. Somadas, as penas totalizam 192 anos e quatro meses de reclusão, além de 116 dias-multa. O julgamento foi realizado nos dias 16 e 17 de junho, com apoio do Grupo de Atuação Especial no Tribunal do Júri (GAEJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).De acordo com denúncia da 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Água Boa, Jonatha Fernando Moraes Mata, Natália Galvão Alves, Ana Julia Xavier Morais, Yara Yasmin Vilava Alves, Eduardo Ribeiro da Silva, Diego Oliveira dos Santos e Mathias Xavier Campos integravam uma organização criminosa com atuação na região. Conforme a investigação, o grupo planejou e executou o assassinato de Allan Davi Andrade Sousa, em fevereiro de 2024, em uma residência localizada no município de Nova Nazaré. A vítima foi atraída para uma emboscada, morta por motivo torpe e submetida a meio cruel de execução.Antes do homicídio, Allan Davi e o amigo Lucas Orescio Dias foram mantidos em cárcere privado por várias horas. Segundo o Ministério Público, os dois foram atraídos para a residência sob o pretexto de um encontro com integrantes da facção. Após chegarem ao local e consumirem entorpecentes com algumas das acusadas, foram surpreendidos por outros integrantes do grupo, que chegaram armados, tomaram seus celulares e os impediram de deixar o imóvel.As investigações apontaram que a execução foi motivada pela suspeita de que Allan integrasse uma facção rival. A desconfiança surgiu após uma publicação feita pela vítima em uma rede social. A partir daí, integrantes da organização criminosa passaram a monitorar Allan, planejaram uma emboscada e acionaram lideranças da facção para decidir o destino da vítima. Durante horas, Allan e Lucas foram submetidos a ameaças e intensa pressão psicológica enquanto os acusados analisavam o conteúdo de seus aparelhos celulares e buscavam obter uma suposta confissão.Ainda conforme a denúncia, após a autorização para a execução, Allan Davi foi asfixiado com um lençol por integrantes do grupo. Em seguida, parte dos envolvidos transportou o corpo para uma área de mata na zona rural de Nova Nazaré, onde o cadáver foi enterrado em uma cova rasa. A vítima foi decapitada no local, circunstância que embasou o reconhecimento da qualificadora do meio cruel. Enquanto isso, Lucas Orescio permaneceu sob vigilância dos criminosos e, ao ser liberado, teria sido ameaçado para não revelar o que havia ocorrido.Entre os condenados, Jonatha Fernando Moraes Mata recebeu a maior pena, de 35 anos e oito meses de reclusão, além de 16 dias-multa, pelos crimes de homicídio qualificado, dois crimes de cárcere privado, dois crimes de tortura e organização criminosa com função de comando. Natália Galvão Alves foi condenada a 29 anos de reclusão e 20 dias-multa; Yara Yasmin Vilava Alves, a 28 anos de reclusão e 10 dias-multa; Diego Oliveira dos Santos, a 28 anos e oito meses de reclusão e 20 dias-multa; Ana Julia Xavier Morais, a 26 anos de reclusão e 20 dias-multa; Eduardo Ribeiro da Silva, a 25 anos de reclusão e 10 dias-multa; e Mathias Xavier Campos, a 20 anos de reclusão e 20 dias-multa.Todos os condenados deverão cumprir a pena em regime inicial fechado. O juiz presidente do Tribunal do Júri negou o direito de recorrer em liberdade e manteve as prisões preventivas dos réus.Processo 1001338-09.2024.8.11.0021.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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