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Compromisso com o meio ambiente rende premiação no Desafio Judiciário Sustentável

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) celebrou mais uma conquista no campo da responsabilidade socioambiental. Durante a cerimônia de entrega dos selos do Desafio Judiciário Sustentável, realizada em Cuiabá no último dia 19 de setembro, os esforços em prol da sustentabilidade de todo o Poder Judiciário foram reconhecidos, entre eles de gabinetes dos desembargadores.

O selo Diamante foi para o gabinete da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo, que alcançou a meta de 98,38% de todos os critérios avaliados. Integrantes da sua equipe subiram ao palco juntos com ela para receber a placa.

Já os gabinetes das desembargadoras Clarice Claudino da Silva e Helena Maria Bezerra Ramos também foram reconhecidos pelas práticas adotadas, recebendo os selos Prata e Ouro, respectivamente.

Para a desembargadora Clarice Claudino da Silva, o prêmio reforça a importância de disseminar práticas que vão além do campo institucional, alcançando também a cidadania. “Nós temos primeiramente que espalhar a ideia da conscientização entre nós, fortalecer bem essa prática e dar exemplo. Porque todos os bons exemplos têm uma força muito grande. Acredito que dar publicidade a tudo isso que estamos fazendo aqui terá uma repercussão muito interessante para a sociedade. Esse é também um trabalho de cidadania: o cuidado com a natureza e com a sustentabilidade faz parte do serviço público.”

Já a desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos destacou o desafio de romper barreiras culturais e promover mudanças de comportamento dentro da rotina judiciária. “É um orgulho para a nossa equipe receber o selo Ouro, porque é um trabalho coletivo. Mas não é fácil. O ser humano tem dificuldade com mudanças. Deixar de lado o processo físico, o hábito de imprimir votos e corrigir documentos em papel exige uma transformação mental. É um paradigma que precisamos quebrar. Essa mudança é necessária, já que a tecnologia nos permite trabalhar de forma mais sustentável e preservar o meio ambiente.”

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A desembargadora ressaltou ainda a importância de eventos como o Desafio Judiciário Sustentável para incentivar a adaptação. “Nós, muitas vezes, nos acomodamos em velhos hábitos. Esses prêmios e iniciativas nos incentivam a sair da zona de conforto e a adotar novas práticas. Eu mesma me engajei após ser incentivada, mudei minha postura e passei a olhar com mais seriedade para a questão da sustentabilidade.”

O Desafio Judiciário Sustentável avalia, entre outros critérios, o consumo de energia, água, papel, transporte e telefonia, além da destinação de resíduos e uso de equipamentos de impressão. Os resultados permitem comparar unidades administrativas, comarcas e gabinetes de desembargadores, premiando aqueles que demonstram maior eficiência e responsabilidade ambiental.

Ainda na categoria Gabinetes de Desembargadores, também foram reconhecidos na categoria Ouro o gabinete do desembargador Rodrigo Roberto Curvo (95,14%). Já o selo Prata reconheceu os gabinetes dos desembargadores Juvenal Pereira da Silva (94,92%) e Gilberto Giraldelli (94,84%). Por fim, o nível Bronze contemplou os gabinetes dos desembargadores Lídio Modesto da Silva Filho (94,44%), Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro (94,38%), Sebastião Barbosa Farias (94,23%), da desembargadora Anglizey Solivan de Oliveira (94,08%) e do desembargador Paulo Sérgio Carreira de Souza (93,94%).

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Autor: Ana Assumpção

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Núcleo de Cooperação coordena articulação para implantação da Casa da Mulher Brasileira em MT

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A implantação da Casa da Mulher Brasileira em Mato Grosso deu mais um passo importante com o avanço das ações coordenadas pelo Núcleo de Cooperação Judiciária (NCJUD) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Em reunião de alinhamento realizada na última quinta-feira (9 de julho), magistradas e servidores definiram estratégias, responsabilidades e os próximos passos para viabilizar a implantação do projeto no Estado.
A articulação é conduzida pelo supervisor do NCJUD, desembargador Wesley Sanchez Lacerda, e pela coordenadora do Núcleo, juíza Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima, que vêm promovendo o diálogo entre o Poder Judiciário, Governo do Estado, municípios e demais instituições que integram a rede de proteção às mulheres.
Participaram da reunião a juíza Maria Mazarelo Farias Pinto, titular da Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Rondonópolis; a juíza diretora do Fórum da Comarca de Cuiabá, Hanae Yamamura de Oliveira; e a equipe técnica do NCJUD, responsável pela elaboração do Plano de Ação estruturado conforme as diretrizes do Ministério das Mulheres.
Articulação interinstitucional
Durante o encontro, foram definidas as primeiras medidas para a constituição de um Grupo de Trabalho Interinstitucional, que ficará responsável por coordenar todas as etapas necessárias à implantação da Casa da Mulher Brasileira em Mato Grosso.
O plano prevê a atuação integrada dos Poderes Judiciário e Executivo, Ministério Público, Defensoria Pública, Assembleia Legislativa, municípios e demais órgãos que compõem a rede de enfrentamento à violência contra a mulher.
Outro encaminhamento foi a definição de Cuiabá e Rondonópolis como municípios-piloto da iniciativa, em razão do estágio avançado das articulações locais e do comprometimento das instituições envolvidas.
Além da implantação da Casa da Mulher Brasileira, o grupo discutiu medidas estruturantes para aprimorar a prestação jurisdicional às vítimas de violência doméstica. Entre as propostas estão a ampliação das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e a criação de um Núcleo de Justiça 4.0 especializado, com competência estadual, para conferir maior celeridade ao julgamento dos processos e ampliar o atendimento em municípios que ainda não possuem unidades especializadas.
Cooperar para transformar
Para o supervisor do NCJUD, desembargador Wesley Sanchez Lacerda, o trabalho cooperativo demonstra a capacidade do Poder Judiciário de promover transformações estruturais em benefício da sociedade.
“A cooperação institucional é uma das principais ferramentas para superar desafios complexos. Quando diferentes órgãos atuam de forma integrada, compartilhando responsabilidades e objetivos, conseguimos construir soluções mais eficientes e permanentes para a proteção das mulheres. Esse projeto representa exatamente esse compromisso do Poder Judiciário com uma justiça cada vez mais humanizada e resolutiva”, pontuou o magistrado.
A coordenadora do NCJUD, juíza Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima, destacou que os esforços estão concentrados na construção de uma proposta consistente, com definição clara das atribuições de cada instituição parceira.
“Nosso objetivo é construir uma proposta sólida, com responsabilidades previamente definidas e o comprometimento efetivo de cada órgão participante. A Casa da Mulher Brasileira exige atuação integrada e planejamento. Estamos trabalhando para que essa implantação aconteça de forma organizada, célere e com resultados concretos para a população”, completou.
A juíza Maria Mazarelo Farias Pinto ressaltou a importância da iniciativa diante da crescente demanda enfrentada pelas unidades especializadas.
“Quem atua diariamente na violência doméstica conhece a realidade enfrentada pelas vítimas e a necessidade de ampliar a estrutura de atendimento. A implantação da Casa da Mulher Brasileira representa um avanço histórico para Mato Grosso, porque permitirá reunir, em um único espaço, serviços essenciais de acolhimento, proteção e acesso à Justiça”, explicou a juíza.
Representando a Diretoria do Fórum da Comarca de Cuiabá, a juíza Hanae Yamamura de Oliveira reforçou que o projeto também fortalece a estrutura do Poder Judiciário.
“Estamos construindo soluções de longo prazo. A proposta de ampliação das Varas Especializadas e a criação de um Núcleo de Justiça 4.0 caminham na mesma direção: oferecer uma resposta mais rápida, especializada e eficiente às mulheres que procuram o sistema de Justiça”, concluiu Yamamura.
Mapeamento e atribuições
Como próximos passos, o grupo realizará o mapeamento dos órgãos parceiros, definirá as atribuições institucionais de cada ente e promoverá reuniões com representantes do Governo do Estado e dos municípios para formalizar o Grupo de Trabalho. Na sequência, será apresentada ao Ministério das Mulheres a proposta de implantação da Casa da Mulher Brasileira em Mato Grosso, acompanhada das articulações institucionais já consolidadas.
A atuação coordenada pelo NCJUD reafirma o compromisso do Tribunal de Justiça de Mato Grosso com a cooperação interinstitucional e com a construção de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da rede de proteção às mulheres, garantindo atendimento integrado, humanizado e mais efetivo às vítimas de violência.

Autor: Vitória Maria Sena

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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