Saúde

“O SUS que cuidou de mim foi o mesmo que me acolheu de volta ao mercado de trabalho”, conta profissional do Mais Médicos

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O Sistema Único de Saúde (SUS)  é uma referência mundial. Ele cresceu não apenas em tamanho, mas em significado, e se tornou uma rede de cuidado para milhões de pessoas. E para que essa expansão siga acontecendo, o SUS conta com a atuação de trabalhadores em todo o Brasil.  

São 3,5 milhões de profissionais, entre gestores, médicos, enfermeiros, agentes de saúde, fisioterapeutas, dentistas, psicólogos e residentes, lotados em hospitais, unidades básicas de saúde, ambulatórios e unidades de pronto atendimento nos 5.570 municípios brasileiros.  

Em 35 anos de história, o SUS é o cenário em que importantes iniciativas são desenvolvidas como o Programa Mais Médicos, que hoje assegura assistência a cerca de 67 milhões de pessoas em todo o Brasil. Atualmente, mais de 26 mil profissionais atuam em 4,5 mil municípios pelo programa. Entre essas cidades, 1,7 mil apresentam altos níveis de vulnerabilidade social.  

Para o médico de Saúde da Família, Walder Amaral (38), foi só depois que iniciou sua atuação no SUS que compreendeu a força do sistema de saúde “É um instrumento de vida, que garante acesso ao cuidado mesmo nos lugares mais distintos. Para mim, o SUS representa inclusão, equidade e dignidade”.  

Walder faz parte do Mais Médicos em Natal (RN) e conta que sua ligação com a rede pública vai além do programa. “Sofri um acidente de carro que fez com que eu perdesse minha visão de forma irreversível. E foi no SUS que fui cuidado. Passei por uma reconstrução de face, procedimentos dentários e um longo período de adaptação. A rede pública esteve presente em cada etapa desse processo, desde o atendimento de urgência até a reabilitação. O SUS que cuidou de mim foi o mesmo que me acolheu de volta ao mercado de trabalho como médico, provando que ele é feito não só de políticas públicas, mas também de humanidade e inclusão, se emociona.  

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Outras ações de destaque contaram com a articulação e colaboração da União, estados e municípios. Dentre elas está o Mais Saúde com Agente, o maior programa de formação técnica nas áreas de saúde para qualificar Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE) por meio de cursos semipresenciais.  

O Mais Saúde com Agente valorizou e ampliou o conhecimento de diversos profissionais como Maicon de Mattos (41), agente de saúde do município de Mendes (RJ).Cada trabalhador do SUS, independentemente da função, é essencial para o sistema funcionar e ser valorizado. Hoje, consigo realizar atendimentos com mais qualidade, fortalecendo o vínculo com as famílias e oferecendo um cuidado ainda mais humano e próximo da comunidade”. 

Foto: arquivo pessoal
Foto: arquivo pessoal

E, com mais de 10 anos de existência, o Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde) se consolidou como uma estratégia fundamental para a integração entre ensino, serviços de saúde e comunidade, com foco na formação de profissionais qualificados para o SUS. A ação promove a formação prática de estudantes de graduação em saúde e aprimora as competências dos profissionais de saúde e docentes. Em 12 edições, cerca de 1,2 mil projetos já foram contemplados, ofertando mais de 70 mil bolsas para todas as regiões do Brasil. 

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A farmacêutica Melissa Costa (45) participou do programa e ressalta a importância da relação ensino, serviço e comunidade. “O SUS oferece campo de prática para os estudantes e, em contrapartida, as universidades formam futuros profissionais, com perfil adequado para trabalhar no sistema de saúde e atender a população. Essa relação é enriquecedora e resulta em equipes mais motivadas e engajadas com a comunidade.  

O Ministério da Saúde atua como o maior financiador de bolsas do país, para garantir recursos para o Programa de Residências em Saúde, outra iniciativa fundamental. Só em 2025, a pasta custeou 31,3 mil bolsas, oferecidas em 3,3 mil programas, que abrangem 120 especialidades e áreas de atuação médicas, além de 35 áreas de especialização voltadas para outras profissões da saúde. 

Uma das vidas transformadas pelo projeto foi a da médica sanitarista Cristina Sette (62). “Ter cursado um programa de residência fez toda diferença na minha vida profissional. A oportunidade de estudar e aprender durante dois anos em serviço sob supervisão, recebendo uma bolsa do governo brasileiro, propiciou o aprofundamento do conhecimento e o desenvolvimento de habilidades necessárias para a atuação no SUS”, destaca. 

Victor Almeida 
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde reforça orientações para proteger a população durante frio no Sul

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Diante das baixas temperaturas registradas na Região Sul, o Ministério da Saúde reforça as orientações para proteger a população e reduzir os riscos à saúde. Segundo previsões meteorológicas, a cidade de São José dos Ausentes, no Rio Grande do Sul, registrou a menor temperatura do ano (-6,8 °C), e há previsão de novas mudanças nas condições do tempo nos próximos dias na região. Nesta sexta-feira (11), uma nota técnica será enviada aos serviços de saúde do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná, com diretrizes para orientar a assistência à população durante as ondas de frio e instabilidades.

 O frio intenso pode agravar doenças cardiovasculares e aumentar o risco de complicações como hipertensão arterial, infarto agudo do miocárdio e AVC, especialmente entre pessoas com doenças crônicas. A orientação é que os serviços de saúde locais intensifiquem a vigilância e a assistência às pessoas, com atenção especial a crianças, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades.

As baixas temperaturas também favorecem a circulação de vírus respiratórios, como influenza, VSR e covid-19, elevando o risco de síndromes gripais e infecções respiratórias graves. Para reforçar a proteção, o SUS oferece gratuitamente vacinas contra essas doenças, conforme os públicos definidos pelo Calendário Nacional de Vacinação. A vacina contra o VSR para gestantes contribui para proteger os bebês nos primeiros meses de vida contra a bronquiolite.

Para a população em situação de rua, um dos grupos mais vulneráveis ao frio extremo, as equipes de Consultório na Rua fazem busca ativa, vacinação e acompanhamento nos territórios, ampliando o acesso aos serviços do SUS.

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Sintomas persistentes? Vá até uma UBS

A população deve procurar atendimento quando apresentar sintomas persistentes ou que estejam se agravando, como tontura, fraqueza, dor de cabeça, náuseas, cãibras, diarreia, falta de ar, tosse ou piora de uma doença crônica. 

Nas UBSs, as equipes de Atenção Primária podem realizar avaliação clínica, acompanhar doenças crônicas, orientar sobre hidratação e prevenção, identificar sinais de agravamento, atualizar a vacinação, prescrever e acompanhar tratamentos e encaminhar o paciente para outros pontos da Rede de Atenção à Saúde, quando houver necessidade de atendimento especializado ou hospitalar.

Em situações graves, como confusão mental, desmaio, convulsões, perda de consciência ou dificuldade intensa para respirar, a recomendação é buscar atendimento de urgência nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) do SUS.

Para reduzir os riscos à saúde durante as baixas temperaturas, o Ministério da Saúde orienta:

  • Manter a vacinação atualizada, especialmente contra influenza e covid-19;
  • Utilizar máscara em caso de sintomas gripais ou em ambientes fechados, pouco ventilados e com aglomeração;
  • Usar roupas e agasalhos adequados para proteção contra o frio;
  • Trocar roupas úmidas ou molhadas o mais rápido possível;
  • Evitar o consumo de álcool em dias frios, devido ao risco de hipotermia;
  • Manter-se hidratado, mesmo durante períodos de baixas temperaturas;
  • Procurar atendimento médico em caso de confusão mental, calafrios intensos ou dificuldade para respirar, especialmente entre idosos.
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Preparação e resposta a eventos climáticos

 A Força Nacional do SUS (FN-SUS) está disponível para apoiar estados e municípios nas ações de assistência, conforme a necessidade e a avaliação técnica de cada ocorrência. Nesta semana, o Rio de Janeiro passou a contar com a terceira base regional da Força em funcionamento no país, somando-se às unidades ativas em Porto Alegre (RS) e Salvador (BA). Estão previstas outras seis bases até o fim do ano para atender todas as regiões do país. Equipadas com posto médico avançado, comunicação via satélite e drones, as bases contam com estrutura para resposta a emergências em saúde pública e podem levar apoio a qualquer localidade da região de referência em até 12 horas.

A atuação das bases é integrada a oito Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC), localizados em Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Santarém (PA), Salvador (BA) e Fortaleza (CE). Os centros consolidam dados climáticos e epidemiológicos para identificar riscos e subsidiar planos de contingência e a resposta do SUS a eventos extremos.

As ações de adaptação da rede de saúde fazem parte do AdaptaSUS, Plano Nacional de Adaptação do Setor Saúde às Mudanças Climáticas, apresentado na COP30. O plano prevê 27 metas e 93 ações até 2035, com R$ 9,8 bilhões destinados a investimentos em adaptação estrutural.

 João Vitor Moura
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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