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Planejamento Estratégico é essencial para contratações sustentáveis no Judiciário

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O Estado brasileiro movimenta cerca de 15% do Produto Interno Bruto por meio de suas contratações públicas, um volume capaz de impactar mercados e incentivar práticas sustentáveis no setor produtivo. Garantir que esses recursos sejam aplicados em produtos e serviços ambientalmente responsáveis depende, segundo especialistas, de planejamento estratégico. A observação foi feita por Adriana Moreira Tostes Ribeiro durante o “Painel 6: Planejamento das contratações sustentáveis”, do 10º Encontro de Sustentabilidade e 2º Seminário de Mudanças Climáticas, iniciado nesta quarta-feira (17 de setembro) no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

“Contratação sustentável não se resume a incluir um critério específico em um projeto, como, por exemplo, a instalação de sistemas fotovoltaicos em comarcas. Sustentabilidade exige, acima de tudo, planejamento adequado das contratações”, destacou Ribeiro, que acumula 28 anos de experiência no serviço público e atua na disseminação de práticas sustentáveis por meio de sua empresa.

Entre os principais desafios apontados está a falta de planejamento, que pode resultar em aquisições ineficazes. “Não adianta substituir toda a frota de veículos por modelos elétricos se, no interior do estado, não há infraestrutura para recarga. Sem planejamento, adquire-se um volume elevado sem condições de uso”, exemplificou.

Ribeiro ressaltou que o Brasil conta com legislação avançada para contratações sustentáveis, incluindo diretrizes da Advocacia Geral da União, normas da Anvisa, ABNT e Inmetro, além de políticas nacionais relacionadas a mudanças climáticas e gestão de resíduos. “O país está bastante avançado nesse aspecto”, afirmou.

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A especialista enfatizou ainda que a sustentabilidade é uma temática transversal, que perpassa toda a administração pública. “Não basta uma determinação do CNJ. É fundamental que as pessoas se apropriem do propósito da sustentabilidade”, explicou.

Para facilitar a aplicação prática, Ribeiro sugeriu iniciar pelos 20 maiores contratos em valor, que correspondem a aproximadamente 80% do orçamento total. “Não é necessário revisar todos os contratos. Basta avaliar os de maior impacto financeiro”, destacou.

Durante a apresentação, também foram apontadas tendências como a economia circular e negócios de impacto. Entre os exemplos citados, a palestrante destacou o TRT 13 da Paraíba, primeiro tribunal brasileiro a remunerar cooperativas de catadores, reforçando a importância de selecionar fornecedores engajados em ações socioambientais. “Na hora de contratar, busquem empresas que promovem inclusão e investem em suas comunidades”, orientou.

Para mensurar a efetividade das contratações sustentáveis, a especialista propôs indicadores como alinhamento das contratações à missão institucional, tempo de estoque no almoxarifado, adesão dos fornecedores a programas de integridade, percentual de empresas com negócios de impacto e redução do consumo de recursos.

“É dinheiro público. Sem planejamento estratégico, não é possível atender às premissas constitucionais”, concluiu Ribeiro, reforçando que contratações sustentáveis exigem foco no cidadão e compromisso com resultados de longo prazo.

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O 10º Encontro de Sustentabilidade e 2º Seminário de Mudanças Climáticas é promovido pelo Núcleo de Sustentabilidade do TJMT, em parceria com a Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT), por meio do Eixo Temático de Meio Ambiente.

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Feira sustentável e distribuição de mudas disponíveis no 10° Encontro de Sustentabilidade do TJMT

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Comitê Gestor do TJMT debate integridade, cooperação institucional e Código de Conduta

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O Comitê Gestor de Integridade do Poder Judiciário de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (28), a 4ª reunião para tratar do desenvolvimento das ações voltadas ao fortalecimento da ética, da transparência, da governança e da cultura de integridade no âmbito institucional.

O encontro foi marcado pelo alinhamento de iniciativas estratégicas, entre elas a formalização de parcerias com instituições públicas, o avanço das tratativas relacionadas ao Código de Conduta do TJMT e a apresentação de proposta inovadora voltada à aplicação de práticas de integridade nas unidades judiciárias.

Na ocasião, também foram discutidas possibilidades de cooperação institucional com outros órgãos públicos, com o objetivo de ampliar o intercâmbio de experiências e boas práticas relacionadas à integridade, governança e gestão de riscos.

Entre os encaminhamentos, foi tratada a prorrogação, por mais 12 meses, do acordo de cooperação técnica com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), voltado ao compartilhamento de materiais, experiências e ações de comunicação técnica sobre integridade.

O Comitê Gestor também debateu o desenvolvimento do novo Código de Conduta do TJMT. Na reunião, foi demonstrado que a normatização já superou as etapas de construção da base técnica e revisão preliminar. Atualmente, o texto encontra-se em fase de validação, para posterior encaminhamento às etapas de aprovação e lançamento institucional.

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Integridade nas unidades judiciárias

Outro ponto de destaque foi a apresentação do Programa Piloto Integridade e Compliance Aplicado à Unidade Judiciária, iniciativa voltada à aproximação das práticas de integridade da rotina de gestão das varas judiciais.

O projeto foi apresentado pelo coordenador do Comitê Gestor de Integridade do Judiciário de Mato Grosso, desembargador Jones Gattass Dias, e pela servidora Keila Cunha.

A iniciativa integra o Programa de Integridade do TJMT e apresenta proposta inovadora ao levar a cultura de integridade para além das estruturas administrativas tradicionais, alcançando também a dinâmica organizacional das unidades judiciárias, sempre com respeito à independência funcional da magistratura e às atribuições próprias de cada unidade.

“Ao aproximarmos as políticas de integridade da rotina das unidades judiciárias, fortalecemos não apenas os procedimentos internos, mas também a qualidade do serviço entregue ao cidadão. Esse projeto cria uma oportunidade de diálogo permanente, estimula responsabilidade compartilhada, prevenção de riscos e atuação institucional cada vez mais alinhada às expectativas da sociedade”, afirmou o desembargador Jones Gattass Dias.

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A atuação do Comitê Gestor reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso com a consolidação de um ambiente institucional pautado pela ética, transparência, responsabilidade, prevenção de riscos e fortalecimento da confiança pública.

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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