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Núcleo de Justiça Restaurativa é instituído no âmbito do TRE-MT para promover a cultura de paz

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A difusão de práticas restaurativas e de comunicação não-violenta no âmbito do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) possui agora uma estrutura própria, criada especialmente para atuar na criação de uma cultura de paz. O Núcleo de Justiça Restaurativa da Justiça Eleitoral (NJR) foi instituído por meio da Portaria nº 312/2025, assinado pela desembargadora Serly Marcondes Alves, presidente da instituição.

A Justiça Restaurativa é uma política pública que busca tratar os conflitos de forma mais humana, por meio do diálogo, da reparação de danos e no fortalecimento das relações. A iniciativa está alinhada à Resolução nº 225/2016 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabeleceu diretrizes para a Política Nacional de Justiça Restaurativa no Poder Judiciário

De acordo com a portaria, o NJR terá atribuições como promover a formação de facilitadores, disseminar metodologias de comunicação não-violenta, atuar na prevenção e tratamento de conflitos internos e estabelecer parcerias com instituições públicas, privadas e comunitárias. O núcleo também apoiará magistrados, servidores e colaboradores em ações voltadas ao diálogo e à mediação, além de incentivar estudos, eventos e campanhas para consolidar um ambiente mais humanizado e colaborativo.

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A presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, ressaltou que o núcleo representa um avanço institucional ao integrar a Justiça Eleitoral às políticas nacionais de Justiça Restaurativa. Segundo ela, a iniciativa contribui para a melhoria das relações interpessoais e institucionais, promovendo um ambiente de trabalho mais saudável e colaborativo. “Queremos que o TRE-MT seja reconhecido não só pela eficiência na realização das eleições, mas também pela forma como cultiva relações de confiança e de paz. O Núcleo de Justiça Restaurativa é um passo firme nessa direção, mostrando que é possível unir Justiça e humanidade”, assegura.

O coordenador do núcleo, o juiz-auxiliar da Presidência Luís Aparecido Bortolussi Júnior, destacou que a medida reforça o compromisso da Justiça Eleitoral com práticas modernas de gestão e convivência institucional. “A Justiça Restaurativa nos convida a olhar para os conflitos de forma construtiva, valorizando o diálogo e o respeito mútuo. No TRE-MT, queremos consolidar uma cultura em que as diferenças sejam tratadas com empatia, escuta ativa e corresponsabilidade. É um passo importante para tornar a instituição mais humana e fortalecida em seus vínculos”, observou.

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O NJR será coordenado pelo juiz-auxiliar da Presidência e terá como vice-líder o coordenador de Pessoal. Também farão parte representantes da Secretaria de Gestão de Pessoas, da Corregedoria Regional Eleitoral e da Diretoria-Geral, além de facilitadores designados ou voluntários com formação específica.

A Portaria nº 312/2025 estabelece que as práticas restaurativas deverão ser conduzidas exclusivamente por facilitadores(as) capacitados(as), nos termos do plano pedagógico mínimo orientador estabelecido pela Resolução CNJ nº 225/2016, podendo ser admitida cooperação interinstitucional, por meio de convênios ou acordos de cooperação.

Jornalista Anderson Pinho

#PraTodosVerem – A imagem mostra o aperto de mão de duas pessoas. Uma delas veste um terno azul-marinho e a outra, uma blusa branca. Ambas estão com as mangas compridas, e o aperto de mão sugere um acordo ou parceria entre as duas partes, em alusão à Justiça Restaurativa na solução de conflitos.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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