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Exportações do agronegócio mineiro batem recorde e somam US$ 12,8 bilhões até agosto

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram US$ 12,8 bilhões entre janeiro e agosto de 2025, um crescimento de 13,5% em comparação com o mesmo período do ano passado. O valor representa um recorde histórico para o período e consolida o estado como o terceiro maior exportador de produtos agropecuários do país, responsável por 12% da receita nacional do setor.

Apesar do avanço em receita, o volume embarcado somou 11,6 milhões de toneladas, queda de 8,7% em relação ao mesmo intervalo de 2024.

Exportações alcançam 174 destinos no mundo

Mais de 590 diferentes produtos agropecuários mineiros chegaram a 174 países. A China segue como principal destino, com 26% das exportações, seguida por Estados Unidos (11%), Alemanha (8%), Itália (5%) e Japão (5%).

De acordo com Manoela Teixeira, assessora técnica da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a valorização do preço médio dos produtos impulsionou os resultados. Ela destacou ainda a ampliação para novos mercados:

“Além da valorização, o setor exportador tem conquistado novos destinos, como Filipinas, México e Chile, que se tornam estratégicos para proteínas mineiras. Esse movimento reforça a capacidade de adaptação dos exportadores diante das mudanças nas condições de acesso aos mercados tradicionais”, explicou.

Café mantém liderança absoluta

O café mineiro, principal produto da pauta exportadora do estado, registrou US$ 6,88 bilhões em receita no período, alta de 52% sobre 2024. O desempenho foi impulsionado pela valorização internacional, pelo câmbio favorável e pela qualidade do grão, que consolida Minas Gerais como referência mundial.

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O estado responde sozinho por cerca de 70% das exportações brasileiras de café, reforçando sua liderança absoluta no setor.

Complexo soja recua em volume e receita

O complexo soja (grãos, óleo e farelo) somou US$ 2,4 bilhões em exportações, resultado de 6 milhões de toneladas embarcadas. O desempenho representou queda de 18% em receita e de 10% no volume em relação ao mesmo período do ano anterior.

Setor sucroalcooleiro em retração

As exportações do setor sucroalcooleiro chegaram a 3 milhões de toneladas, totalizando US$ 1,2 bilhão. O valor representou retração de 18,3% na receita.

Carnes impulsionadas pela demanda chinesa

As exportações de carnes bovina, suína e de frango registraram US$ 1,2 bilhão entre janeiro e agosto, com volume de 324 mil toneladas. A China segue como principal destino, mas houve avanço nos embarques para países do Oriente Médio, que se consolidam como mercados estratégicos.

Produtos florestais mantêm participação

O segmento de produtos florestais (celulose, madeira e papel) alcançou cerca de US$ 653 milhões em receita, com 1 milhão de toneladas exportadas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Reforma tributária aprovada em 2023 ainda cria incertezas sobre custo do frete

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O debate em torno da reforma tributária atingiu um ponto crítico para o setor logístico que atende o campo. De um lado, transportadoras projetam um aumento expressivo na carga de impostos com as novas regras; de outro, o governo federal sustenta que o novo sistema, baseado no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), trará equilíbrio e simplificação. O que está em jogo é o custo final do frete que chega à porteira do produtor.

A questão é que apesar da Reforma Tributária tenha sido aprovada no final de 2023, ainda não está em vigor na sua totalidade. O Brasil vive atualmente a fase de regulamentação, onde o Congresso debate as leis complementares que vão definir, na prática, como o imposto será calculado e cobrado. É exatamente por isso que o setor logístico intensificou as discussões em Brasília agora: é nesta etapa final que as ‘regras do jogo’ — como alíquotas específicas e regimes de crédito — são definidas antes da implementação definitiva do novo sistema.

O ponto de tensão surgiu após a divulgação de um estudo da consultoria Rumo Brasil, que estima uma possível alta de 414,44% na carga tributária das empresas de transporte. O número, que vem sendo utilizado pelo setor em negociações em Brasília, baseia-se na preocupação com o fim de regimes de créditos tributários que as transportadoras utilizam hoje para abater custos operacionais. Segundo as empresas, sem esses créditos, o valor do imposto sobre a operação subiria drasticamente.

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O governo, por sua vez, contesta esse cenário de “explosão de custos”. A equipe econômica argumenta que o novo sistema tributário permite o aproveitamento de créditos sobre todos os insumos e serviços utilizados na operação logística, o que, em tese, eliminaria o efeito cascata do imposto atual. Para o Executivo, o aumento projetado por consultorias ignora a nova lógica de compensação, que visa tornar a carga mais transparente e uniforme.

O impacto na ponta

Para o agricultor e o pecuarista, a disputa técnica tem um impacto direto no bolso. A logística é um dos componentes principais na formação do preço das commodities: se o custo do frete sobe, o lucro do produtor é afetado. Isso ocorre de duas formas:

  1. Vendas FOB: Quando o produtor arca com o frete, qualquer aumento na tabela das transportadoras é uma redução imediata na margem de lucro da sua produção.

  2. Insumos: O frete também incide sobre o custo dos fertilizantes, sementes e rações que chegam à fazenda. Se a logística fica mais cara para o transportador, esse custo é repassado ao longo da cadeia.

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Ainda não há um consenso sobre como essas novas regras serão aplicadas na prática. Enquanto as transportadoras pressionam o Congresso por alíquotas diferenciadas ou regimes especiais para evitar o aumento do imposto, o governo tenta manter a estrutura central da reforma para garantir a prometida simplificação.

Para o produtor rural, o cenário atual é de espera e cautela. A definição de como ficará o custo tributário do frete será fundamental para o planejamento das próximas safras e para a manutenção da competitividade do produto brasileiro, que já enfrenta os desafios históricos de uma logística rodoviária de longas distâncias.

Fonte: Pensar Agro

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