Tribunal de Justiça de MT

Setembro Amarelo: Cejusc de Rondonópolis promove Círculo de Paz e instala “Espelho das Virtudes”

Publicado em

O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Rondonópolis promoveu nesta semana um Círculo de Construção de Paz com servidores, estagiários, credenciados e terceirizados do fórum local, como parte das ações do Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção do suicídio e valorização da vida.

A atividade integra o Programa Servidores da Paz do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e buscou fortalecer vínculos no ambiente de trabalho, estimular a escuta ativa e sensibilizar para a importância da saúde mental.

Além da realização do Círculo, foi instalado na entrada do fórum o “Espelho das Virtudes”, um painel simbólico que convida todos os frequentadores a refletirem sobre valores fundamentais da existência humana e sobre suas próprias qualidades e reconhecerem em si mesmos motivos de orgulho e esperança. Assim, ao encarar o painel, o espectador é desafiado a olhar para dentro de si mesmo.

Para o juiz coordenador do Cejusc de Rondonópolis, Wanderlei José dos Reis, o momento representou uma oportunidade de humanização no espaço judiciário. “O Círculo de Construção de Paz é uma poderosa ferramenta que nos lembra de olhar para o outro com atenção e cuidado. A prática reforça que cada vida importa e que no ambiente de trabalho também podemos ser rede de apoio e acolhimento. O Espelho das Virtudes vem para nos lembrar diariamente do valor que temos como pessoas e profissionais.”

Leia Também:  Corregedores de Mato Grosso participam do 94º ENCOGE e Fórum Nacional Fundiário em Manaus

O magistrado frisou ainda seu “agradecimento à diretoria do foro local pelo apoio constante em fomentar ações como essas, que aproximam as pessoas, promovem bem-estar e fortalecem o Programa Servidores da Paz como um instrumento de valorização dos colaboradores do Judiciário. Esse suporte institucional é fundamental para que possamos seguir ampliando a cultura de paz na comarca.”

Ações como estas, do Setembro Amarelo em Rondonópolis, reforçam o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso em promover uma cultura de paz, cuidado e valorização da vida.

Autor: Assessoria

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Comarca de Pontes e Lacerda debate prevenção ao extremismo nas escolas

Published

on

A prevenção ao extremismo violento nas escolas exige atuação integrada entre instituições, compartilhamento de informações e fortalecimento dos vínculos humanos. Com esse propósito, a Comarca de Pontes e Lacerda realizou, na quinta-feira (25), um encontro que reuniu representantes do Poder Judiciário, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), da Polícia Judiciária Civil, gestores da educação e integrantes da rede de proteção para discutir estratégias de prevenção à violência no ambiente escolar.

O evento, realizado no plenário do Fórum, foi um desdobramento do encontro promovido em maio, em Cuiabá, sobre o Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin). A iniciativa integra um projeto voltado à identificação de processos de radicalização, ao intercâmbio de experiências entre as forças de segurança e à prevenção da violência por meio da Justiça Restaurativa.

As palestras foram ministradas pelo assessor de Relações Institucionais do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Rauny José da Silva Viana, por um representante da Abin em Mato Grosso e pelo delegado da Polícia Judiciária Civil Sued Dias da Silva Júnior.

Durante o encontro, os especialistas apresentaram o processo de radicalização de possíveis autores de ataques e destacaram a importância da integração entre escolas, órgãos de inteligência e forças de segurança para identificar sinais de risco e agir preventivamente.

Para a juíza da Comarca de Pontes e Lacerda, Djéssica Küntzer, a iniciativa amplia o conhecimento dos profissionais que atuam diretamente com crianças e adolescentes.

“O evento foi pensado em conjunto pelo Poder Judiciário, a Abin e a Polícia Judiciária Civil, justamente para discutir a violência nas escolas sob a perspectiva do extremismo. Nas explanações foram apresentadas experiências, dados e reflexões para professores, gestores, equipes que atuam com a infância e juventude e demais autoridades, permitindo que todos possam identificar sinais, buscar ajuda e saber como agir diante de situações de risco”, afirmou.

Leia Também:  Está no ar entrevista do professor Lenio Luiz Streck no Magistratura e Sociedade

Muito antes da violência

Na palestra “Círculos de Construção de Paz como Estratégia de Desmobilização da Violência Extrema nas Escolas”, Rauny Viana defendeu que medidas de segurança são importantes, mas, isoladamente, não impedem que um adolescente decida cometer um ataque.

“Primeiro o adolescente perde o pertencimento. Depois perde os vínculos. Depois perde a esperança. Então encontra alguém que o compreende, uma comunidade, uma narrativa, um inimigo e, por fim, uma justificativa para a violência. Os Círculos de Construção de Paz atuam justamente antes desse processo se consolidar, fortalecendo relações, promovendo escuta qualificada e reconstruindo o senso de pertencimento”, explicou.

Ele também informou que os Círculos de Construção de Paz foram retomados em Pontes e Lacerda e que novos facilitadores estão sendo capacitados com apoio do NugJur.

Integração para prevenir

O superintendente da Abin em Mato Grosso, Felipe Midon, destacou que a prevenção depende da união entre instituições e comunidade.

“É uma honra para a Abin participar de um debate tão importante para a população de Pontes e Lacerda. Estar ao lado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, das forças de segurança e dos profissionais da educação aponta caminhos para fortalecermos a prevenção contra ataques violentos em escolas e, também, para construirmos novos círculos de paz.”

Leia Também:  Judiciário de MT promove novo mutirão de conciliação com a Energisa

Cenário nacional

O encontro também apresentou dados que evidenciam a importância das ações preventivas. Em 2025, o Brasil registrou três ataques a escolas, com duas mortes e oito feridos. No mesmo período, 280 ameaças foram identificadas e 22 ataques foram impedidos graças à atuação integrada da comunidade de inteligência, das forças de segurança e da comunidade escolar.

Entre os casos recentes está o ataque ocorrido em maio deste ano, quando um adolescente de 13 anos utilizou a arma do padrasto (advogado com registro de CAC) para atirar contra alunos e funcionários de uma escola. Duas mulheres morreram, e o autor teve a internação provisória decretada pela Justiça.

Os dados também mostram que a violência em instituições de ensino cresceu de forma significativa nos últimos anos: cerca de 64% dos ataques registrados desde o início dos anos 2000 ocorreram apenas nos três anos mais recentes. O pico foi em 2023, com 12 ataques com vítimas. Em 2024 foram registrados cinco casos, enquanto as ações de prevenção seguem sendo fortalecidas.

Estudos do Instituto Sou da Paz apontam ainda que o uso de armas de fogo dobra o potencial letal dos ataques em comparação com armas brancas, reforçando a importância da prevenção precoce e da atuação integrada entre escolas, famílias e instituições públicas.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA