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Espírito Santo bate recorde em embarques de café em agosto

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O Espírito Santo registrou em agosto o maior volume de exportação de café do ano e o mais expressivo desde novembro de 2024. No mês, o Estado embarcou 654 mil sacas de café, um crescimento de 51% em relação a julho, gerando uma receita de US$ 169 milhões, alta de 40% em comparação com o mês anterior.

Café arábica mais que dobra no período

Os embarques de cafés crus apresentaram desempenho diferenciado entre os tipos. O café arábica teve um aumento expressivo de 137%, totalizando 72 mil sacas e US$ 24 milhões em receita. Já o conilon cresceu 51%, alcançando 549 mil sacas e US$ 135 milhões. Por outro lado, as exportações de café solúvel recuaram 14% em volume, totalizando 33 mil sacas e US$ 9,7 milhões.

Comparativo anual aponta variações nos tipos de café

Em relação a agosto de 2024, as exportações totais capixabas caíram 16%, principalmente devido à redução de 23% nas vendas de conilon. O arábica, porém, apresentou alta de 72% no volume exportado, enquanto o solúvel cresceu 10%. A receita total com exportações caiu 3% nesse comparativo.

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Acumulado de 2025 ainda abaixo de 2024, mas supera anos anteriores

De janeiro a agosto de 2025, o Espírito Santo exportou mais de 2,7 milhões de sacas de café, volume 51% inferior ao registrado no mesmo período de 2024. Entre os tipos, destacam-se:

  • Arábica: 373 mil sacas (+8,7%)
  • Conilon: 2 milhões de sacas (-58%)
  • Solúvel: 309 mil sacas (-14%)

A receita acumulada atingiu US$ 804,5 milhões (arábica US$ 142 milhões, conilon US$ 573 milhões e solúvel US$ 90 milhões), 27% menor que em 2024.

Apesar da queda em relação ao recorde de 2024, o volume exportado até agosto de 2025 supera os níveis de 2022 e 2023 em 78% e 15%, respectivamente, indicando recuperação frente a anos anteriores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

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Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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