Várzea Grande

Prefeita participa, pela primeira vez, da posse de líder comunitário em Várzea Grande

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O bairro Carrapicho viveu neste sábado (6), um momento inédito e histórico. Pela primeira vez na história de Várzea Grande, um prefeito compareceu à posse de um líder comunitário. A prefeita Flávia Moretti fez questão de prestigiar a recondução do pastor Agenor Sales da Silva, conhecido como Júnior Carrapicho, à presidência da associação de moradores. A cerimônia ocorreu na própria residência do líder, em clima de emoção e reconhecimento da importância do trabalho de base na transformação social.

Com quase duas décadas de atuação no Carrapicho, Júnior relembrou as dificuldades enfrentadas no passado, quando o bairro era marcado por lama, alagamentos e falta de infraestrutura. “Quando cheguei aqui, em 2005, o Carrapicho era só lama e bairro. Tivemos momentos difíceis, mas graças ao esforço dos moradores e à união da comunidade, avançamos. Hoje volto à presidência com a responsabilidade de continuar essa luta, levando qualidade de vida para todos”, afirmou, ressaltando também o papel de Deus e da fé em sua caminhada.

A prefeita destacou a singularidade da ocasião e reforçou o compromisso da atual gestão com os bairros da cidade. “Nunca antes um prefeito esteve presente em uma posse de presidente comunitário. Estou aqui porque acredito que a mudança se constrói junto com os líderes comunitários, com as mulheres que são força nessa luta e com cada cidadão que sonha com um futuro melhor. Vamos destravar obras de urbanização para o Carrapicho, como o asfalto, como destravamos obras paradas de creches, como a do Nova Esperança, e vamos entregar mais dez novas unidades. Nosso compromisso é reescrever a história de Várzea Grande, planejando o presente e sem olhar para trás”, afirmou.

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Lideranças comunitárias de várias entidades também marcaram presença. Walter Arruda, presidente da FAMAB e vice-presidente nacional da Confederação Nacional das Associações de Moradores (CONAM), ressaltou a força do movimento social. “Cada vez que um líder assume uma associação, é uma comunidade inteira que passa a estar resguardada pelas asas da federação. A luta não pode parar. Estaremos juntos com o Júnior, buscando projetos e recursos para trazer ao Carrapicho a tão sonhada qualidade de vida”, disse.

Para Rodrigo Oliveira, vice-presidente da UNAMGECREI, a escolha de Júnior representa a continuidade de um trabalho sólido. “Ele sempre foi um líder nato, voltado para o social, para a saúde e para as melhorias de infraestrutura. Um homem que conhece de perto a comunidade e nunca virou as costas para o bairro. Sua volta fortalece todo o Grande Cristo Rei”, avaliou.

Na mesma linha, Ademílcio de Oliveira, secretário-geral da entidade, destacou o espírito voluntário do presidente empossado. “O Júnior é um líder que abre as portas de casa, doa o tempo e não mede esforços para atender sua comunidade. É exemplo de dedicação, alguém que não busca lucro, mas sim resultados para o bairro”, frisou.

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A posse de Júnior Carrapicho, portanto, extrapola a formalidade de um ato comunitário. Simboliza a valorização das lideranças populares e o fortalecimento do diálogo entre prefeitura, associações de bairro e sociedade civil organizada. Para os moradores, a presença inédita da prefeita representou não apenas reconhecimento, mas também esperança de que os investimentos anunciados se transformem em melhorias concretas. E para Júnior, a certeza de que a luta continua, agora com mais aliados ao lado da comunidade.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Livro sobre a história do bairro Cristo Rei é relançado em biblioteca municipal de Várzea Grande

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A comunidade do Grande Cristo Rei prestigiou, no último dia 20, o relançamento do livro “O Lendário Capão de Negro – A História do Bairro Cristo Rei”, de autoria do professor e ex-secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Odenil Seba. O evento, que integra o calendário comemorativo dos 159 anos de Várzea Grande, foi realizado na Biblioteca Municipal Professora Laurinda Coelho Pereira, no bairro Cristo Rei.

Lançado originalmente em maio de 2024, o livro é resultado de 30 anos de pesquisa sobre o Capão de Negro, área histórica e remanescente de quilombo urbano localizada no bairro Cristo Rei. A região remonta aos séculos XVIII e XIX, período em que escravizados fugitivos buscavam refúgio no grande capão de mata existente no local. Com o passar dos anos e a expansão urbana do município, a área passou por profundas transformações.

Ao longo das três décadas de pesquisa, o professor, historiador, músico e artista plástico Odenil Seba buscou não apenas resgatar a história do bairro, mas também preservar a memória das pessoas que viveram no Cristo Rei.

“Iniciei esse trabalho buscando informações sobre os negros escravizados que no Capão de Negro se refugiaram, fugindo da opressão dos seus senhores. Posteriormente, procurei resgatar histórias individuais de pessoas simples, lavradores que chegaram ao Capão de Negro nas décadas de 1930 e 1940”, declarou o autor.

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Segundo Odenil Seba, a obra também aborda a relação entre a presença religiosa dos padres salesianos no seminário construído por Dom Orlando Chaves, no Capão de Negro, e os reflexos dessa atuação junto à população local.

“Por fim, analiso as angústias, os sofrimentos e os novos rumos que a população do Capão de Negro passou a enfrentar após a intervenção do poder público com o loteamento, formando assim o atual bairro Cristo Rei e regiões adjacentes”, explicou.

Para a superintendente de Cultura da SMECEL, Everlucy Arruda, o relançamento da obra representa um importante reconhecimento da memória e da identidade cultural do município.

“Este momento representa muito mais que o relançamento de um livro. É a valorização da educação, da cultura e do conhecimento como ferramentas de transformação social. A parceria entre a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer e os autores locais fortalece exatamente isso: incentivar nossos escritores, preservar nossas raízes e aproximar a comunidade da leitura”, afirmou.

Ela destacou ainda a importância da realização do evento na Biblioteca Laurinda Coelho Pereira.

“Realizar este evento na biblioteca torna tudo ainda mais especial, pois este espaço simboliza o acesso ao saber e à construção cultural do nosso município. Parabenizo o professor Odenil Seba por essa importante contribuição à literatura e à cultura regional. Que este livro alcance muitas pessoas e inspire novas gerações a conhecerem e valorizarem nossa história”, concluiu.

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Além de apresentações especiais do Coral Vesper, da Escola Estadual José Leite, o evento contou com a participação de moradores e lideranças locais, entre eles o padre Felisberto, a professora Ilza Santana Costa, filha de Dona Binoca, Maria Rosa de Carvalho e suas filhas, Estanislau Bispo, viúvo de Dona Áurea Brás, e seu filho Uilson Brás, a professora Tacília Soares, do movimento negro de Várzea Grande, Eliseu da Silva Xunxum, Manoel dos Santos, conhecido como “seo Manezinho”, além das freiras missionárias do Bom Jesus, irmã Luceny e irmã Queiróz, que atuaram no Capão de Negro nas décadas de 1960 e 1970, entre outras personalidades.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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