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Mercado de milho segue travado no Brasil enquanto Chicago aguarda relatório do USDA

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Apesar da safra histórica, o mercado de milho continua sem reação no Sul do Brasil. No Rio Grande do Sul, as cotações permanecem estáveis, variando de R$ 66,00 a R$ 70,00/saca em diferentes regiões. Para setembro, os pedidos no interior giram entre R$ 68,00 e R$ 70,00/saca, enquanto no porto a referência futura para fevereiro de 2026 está em R$ 69,00/saca, segundo dados da TF Agroeconômica.

Em Santa Catarina, produtores e compradores seguem em impasse. Em Campos Novos, agricultores pedem R$ 80,00/saca, contra ofertas de R$ 70,00. No Planalto Norte, as pedidas chegam a R$ 75,00, frente a ofertas de R$ 71,00. Essa falta de consenso já leva parte dos produtores a repensar os investimentos no próximo ciclo.

No Paraná, mesmo com produção recorde, a liquidez segue baixa. Produtores pedem valores próximos a R$ 73,00/saca FOB, chegando a R$ 75,00 em algumas regiões, enquanto compradores mantêm ofertas abaixo de R$ 70,00 CIF, travando os negócios. Alguns ajustes regionais foram observados: Curitiba (R$ 66,90), Oeste (R$ 55,14), Norte Central (R$ 55,70) e Centro Oriental (R$ 57,19).

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Já no Mato Grosso do Sul, as vendas começam a ganhar ritmo, mas de forma lenta. As cotações variam de R$ 45,00 a R$ 53,00/saca, com destaque para alta em Sidrolândia e melhor valor em Dourados. Apesar disso, os preços ainda não estimulam novos contratos.

Milho opera estável na B3

Na manhã desta quinta-feira (4), os contratos futuros de milho na B3 se mantiveram próximos da estabilidade, oscilando entre R$ 65,20 e R$ 73,63.

  • Setembro/25: R$ 65,20 (-0,08%)
  • Novembro/25: R$ 68,64 (-0,51%)
  • Janeiro/26: R$ 71,77 (-0,14%)
  • Março/26: R$ 73,63 (+0,04%)

O movimento lateralizado reflete a expectativa pelo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para 12 de setembro. O mercado aguarda possíveis revisões para baixo nas projeções de produtividade e produção, inicialmente divulgadas em agosto.

Chicago ajusta posições antes do USDA

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços também apresentaram pequenas variações.

  • Setembro/25: US$ 3,96/bushel (-1,75 pts)
  • Dezembro/25: US$ 4,18/bushel (+0,75 pts)
  • Março/26: US$ 4,36/bushel (+0,75 pts)
  • Maio/26: US$ 4,47/bushel (+1 pt)
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Segundo a consultoria Farm Futures, o impulso de alta perdeu força nos últimos dias e o mercado pode entrar em consolidação lateral. O analista Bruce Blythe destaca que os preços ainda encontram suporte nas expectativas de revisão do USDA.

Além disso, o NASS informou que em julho os EUA utilizaram 11,3 milhões de toneladas de milho para etanol, alta de 2% frente a junho, mas queda de 5,8% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado da safra 2024/25, o consumo segue levemente abaixo do ciclo anterior, fator que mantém o equilíbrio entre oferta e demanda no radar dos investidores.

Perspectivas para exportações brasileiras

Apesar da lentidão no mercado interno, analistas destacam que a competitividade nos portos asiáticos pode impulsionar as exportações brasileiras nos próximos meses, fortalecendo os prêmios e criando novas oportunidades de negociação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Secretário apresenta à Câmara empréstimo com juros até 88% menores que propostas anteriores

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O secretário municipal de Economia, Marcelo Bussiki, apresentou nesta quarta-feira (15) à Câmara Municipal de Cuiabá os detalhes do empréstimo proposto pela Prefeitura, destacando a economia estimada de R$ 48,78 milhões em comparação a operações anteriores como principal vantagem da nova modelagem financeira.

Enquanto em 2019 o custo total projetado chegava a R$ 252 milhões, a nova modelagem reduz esse valor para aproximadamente R$ 203 milhões, mesmo com montante financiado semelhante. Esse ganho financeiro é o principal argumento levado ao Legislativo.

A apresentação ocorreu no gabinete da presidência da Câmara, sob condução da presidente Paula Calil, reunindo diversos vereadores. Na ocasião, o secretário municipal de Economia, Marcelo Bussiki, detalhou os números e as condições da operação, destacando o caráter competitivo do processo que definiu o Banco Santander como vencedor.

O financiamento proposto é de R$ 111,6 milhões, com prazo de 10 anos e 12 meses de carência, a uma taxa de CDI + 0,86% ao ano, considerada a menor já registrada no país para operações desse tipo em 2026. Segundo a equipe econômica, essa condição só foi possível graças à adesão de Cuiabá ao Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF), que garantiu o aval da União. Com essa garantia federal, o risco para os bancos diminui, permitindo juros significativamente mais baixos.

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Durante a explanação, Bussiki também apresentou comparativos com tentativas anteriores. Em 2024, por exemplo, uma operação chegou a ser aprovada e depois revogada com taxa de CDI + 7% ao ano, ou seja cerca de 88% maior que a atual gestão. Já em 2019, o município contratou crédito com CDI + 5,40%. A diferença evidencia, segundo ele, um “salto de qualidade fiscal” da atual gestão.

Outro ponto ressaltado foi a transparência do processo. Cinco instituições financeiras foram consultadas e participaram de três rodadas de negociação. O Santander manteve a melhor proposta em todas as etapas, superando concorrentes como Caixa e Banco do Brasil.

A gestão municipal defende que o empréstimo é resultado direto do ajuste das contas públicas e não um risco fiscal. Pelo contrário, argumenta que o equilíbrio alcançado permitiu acessar condições mais vantajosas no mercado.

Os recursos, conforme apresentado, serão destinados principalmente a obras de infraestrutura, com destaque para o asfaltamento de 19 bairros de Cuiabá, além de investimentos em saúde e educação. A proposta segue agora em análise na Câmara, onde deve ser debatida antes de eventual aprovação.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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