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Abrigo Bom Jesus de Cuiabá recebe nesta sexta (5) mutirão para coleta biométrica

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A Fundação Abrigo Bom Jesus de Cuiabá será atendida nesta sexta-feira (5) por um mutirão eleitoral voltado exclusivamente ao seu público interno, formado pela população idosa que vive na casa, trabalhadores e voluntários. O espaço é a moradia de 96 idosos e idosas com idades entre 60 e 108 anos, alguns vivendo no local há até 42 anos. O foco da ação é o cadastramento biométrico, mas outros serviços também serão oferecidos, como alistamento, revisão e transferência. No local funciona uma seção eleitoral. O abrigo está localizado na Av. Dr. Hélio Ponce de Arruda, 178 (acesso pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE), ao lado da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada (13ª BIMtz).

A ação faz parte da campanha Biometria 100%, coordenada pela Corregedoria Regional Eleitoral (CRE), que busca ampliar o cadastramento biométrico de eleitores em 2025 para, no mínimo, 98% no Estado. Mutirões eleitorais em abrigos e casas de acolhimento de idosos integram o trabalho do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e visam oportunizar a regularização eleitoral para o exercício do direito ao voto de todos os cidadãos. A realização do mutirão na Fundação Abrigo Bom Jesus de Cuiabá foi uma determinação da juíza eleitoral Rita Soraya Tolentino de Barros.

De acordo com o chefe do Cartório da 51ª Zona Eleitoral, Diego Manoel Mascarenhas do Nascimento, toda a estrutura necessária será levada ao abrigo para o atendimento, sendo três servidores e três kits biométricos. Cada kit é composto por computador portátil, scanner para coleta da biometria, câmera digital, pad para assinatura e cases para ambientação e transporte dos equipamentos.

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Os itens são padronizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e permitem que o eleitor obtenha na hora o título eleitoral e a indicação para baixar o título digital (com foto) pelo aplicativo e-Título. “O cartório eleitoral já fez a vistoria técnica e está tudo pronto para esse atendimento”, afirmou.

A Fundação

Na Fundação Abrigo Bom Jesus atuam cerca de 75 profissionais, entre cuidadores, técnicos de enfermagem, apoio administrativo, serviços gerais, profissionais da lavanderia, da cozinha, da portaria, do almoxarifado e dos plantões, além dos 96 idosos que vivem no local.

“É uma instituição filantrópica que sobrevive do trabalho voluntário, das doações e das contribuições da sociedade. A casa não possui fonte própria de renda; o trabalho vem exclusivamente da ajuda das pessoas”, relata Valéria Costa da Silva, assistente administrativa da Fundação Abrigo Bom Jesus de Cuiabá. Segundo ela, as doações garantem alimentação, atendimento e  tratamento da população acolhida.

Atualmente, a instituição necessita de doações de sacos de lixo, itens de higiene pessoal (como desodorante aerossol) e luvas descartáveis. Saiba como doar e contribuir com tempo e produtos,  acessando o site da instituição: https://abrigobomjesus.com.br/.

Biometria representa avanço tecnológico

A biometria é um processo de identificação por meio das impressões digitais, coletadas e armazenadas pela Justiça Eleitoral. É pessoal e intransferível, garantindo que cada pessoa vote apenas uma vez e evitando que alguém se passe por outra no momento da votação. No dia da eleição, o eleitor coloca o dedo no leitor biométrico para confirmar sua identidade e, em seguida, é liberado para votar na urna eletrônica.

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Além das digitais, no cadastro biométrico também são atualizados outros dados pessoais e a foto do eleitor, aumentando a segurança e reduzindo fraudes, como o voto múltiplo ou o uso de títulos de terceiros.

A biometria eleitoral representa um avanço tecnológico que fortalece a segurança, a confiabilidade e a inclusão no processo de votação. Ela impede a duplicidade no cadastro, assegura a autenticidade do eleitor, garante agilidade na identificação, reduz filas, otimiza o tempo de votação, promove a acessibilidade e aumenta a confiabilidade dos resultados das eleições.

Jornalista Anderson Pinho

Crédito da Imagem: Divulgçaão | Abrigo Bom Jesus de Cuiabá

#PraTodosVerem – A imagem mostra um grupo de idosos nas dependências da Fundação Abrigo Bom Jesus de Cuiabá, muitos em cadeiras de rodas, reunidos em um salão decorado com enfeites coloridos de papel. Algumas pessoas, possivelmente cuidadoras ou voluntárias, interagem com eles, oferecendo atenção e carinho. O ambiente transmite a ideia de uma atividade recreativa ou momento de convivência.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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